Viagem internacional na pandemia: Como é voar para outro país?

Viagem internacional na pandemia ainda é assunto que rende dúvidas e gera polêmicas. Mas é fato que as medidas de biossegurança adotadas pela indústria do Turismo vêm, aos poucos, reconquistando a confiança de viajantes de lazer e negócios, o que ajuda a reaquecer a busca por roteiros nas agências de viagens.



Para acabar com as dúvidas sobre como é voar para outro país neste momento, o Brasilturis embarcou na famtrip da retomada para Cancún. A ação, organizada pela Orinter em parceria com a Copa Airlines, nos levou a conferir de perto, junto a um grupo de dez agentes de viagens, os novos protocolos de segurança da companhia aérea panamenha.

As mudanças já começam no check-in em Guarulhos (SP), seguindo os protocolos que foram desenvolvidos pela GRU Airport, concessionária do aeroporto paulista. Adesivos no chão sinalizam a distância a ser mantida da pessoa à frente na fila e barreiras de acrílico separam funcionários dos passageiros; a companhia disponibiliza álcool em gel no balcão.



Antes de entrar na área reservada para o embarque, funcionários do aeroporto medem a temperatura de todas as pessoas. A GRU Airport também orienta todos os passageiros quanto ao uso da máscara, que é obrigatório ao longo de toda a jornada em solo e a bordo.

A chamada para o embarque é feita por fileiras, não mais por grupos, para evitar aglomeração. O autosserviço ganha destaque para diminuir o contato entre as pessoas. Assim, os próprios passageiros apresentam o passaporte aberto na página da foto e posicionam o bilhete no scanner – os funcionários da Copa Airlines não tocam nos documentos.



Ao entrar na aeronave, os clientes recebem um kit de segurança, que contém máscara, um par de luvas, lenços para higienização de mãos e superfícies e uma garrafa de água. As refeições e snacks também vêm em kits pré-montados, para que os comissários não tenham de manipular os alimentos.

Ar renovado durante o voo

Um medo comum é em relação ao ambiente fechado do avião. Todas as aeronaves da Copa são equipadas com filtros de alta eficiência (HEPA), que purificam até 99,97% das partículas de vírus e bactérias durante o voo. Além disso, o sistema de recirculação de ar na cabine renova o ar a cada 2-3 minutos em um movimento vertical que impede que o ar circule entre os passageiros pelas laterais e pela frente.

O avião é desinfetado com produtos de qualidade hospitalar, aplicados com pulverizador eletrostático antes de cada viagem. Os cobertores agora são reservados à classe executiva em voos de seis horas ou mais e para necessidades especiais – todos devidamente lacrados e higienizados. Os banheiros passam a ter limpeza e desinfecção mais frequentes.

Por Larissa Coldibeli – Brasil Turis/ Fotos Divulgação

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