Crítica: Stranger Things 2 acerta ao apostar na evolução dos personagens

O Halloween está chegando em Hawkins e as coisas parecem mesmo assustadoras. Uma praga apodreceu as plantações de abóbora da cidade e Will Byers parece não ter se recuperado completamente de sua passagem pelo Mundo Invertido. Um ano após os acontecimentos da primeira temporada, Stranger Things 2 começa com algumas “pontas soltas” a serem aparadas.

A série parece nos querer passar uma mensagem de amadurecimento e, consequentemente, os problemas maiores que vêm com ele. Seja na vida das crianças, que agora enfrentam novas questões da pré-adolescência, seja nos “bagulhos sinistros” que rondam a cidade e agora parecem bem mais complexos.

Novos conflitos são explorados, como o passado de Eleven, que (oremos) está de volta para a felicidade geral dos fãs. Também são inseridos novos personagens na trama, como a ruivinha durona Max, que relutantemente se aproxima do núcleo das crianças, e o sensacional novo namorado de Joyce Byers, Bob Newby, que cresce de forma espetacular dentro da história e me ganhou completamente. E como não se identificar com a tristeza de Mike, diante do paradeiro incerto de sua amada Eleven?



Os já conhecidos personagens principais estão de volta com um plus que, para mim, é o ponto alto da temporada: o amadurecimento. Os irmãos Duffer acertaram ao apostar no carisma e grande talento do elenco. Steve, por exemplo, tem um crescimento considerável na trama, junto com o adorável Dustin, que (agora com dentes) tem um episódio inteiro quase que dedicado a ele. Há também um aprofundamento maior na história de Eleven, e somos levados a entender um pouco mais do passado da garota, que agora parece bem mais complexa (e apaixonante) do que antes. Também é preciso dar um destaque especial ao delegado Jim Hopper, que evolui a olhos vistos e faz a gente não só se identificar com ele, como adorá-lo.

Porém, apesar de nos deixar mais próximos dos personagens individualmente, a série ainda foca no coletivo, que é uma característica da produção. O todo, nas cenas, é sempre maior do que os indivíduos, seja na hora de derrotar um monstro ou decidir se a garota nova do colégio pode entrar no grupo dos garotos.

Apesar de ter um ritmo um pouco diferente do que estávamos acostumados, Stranger Things 2 funciona muito bem sem tentar ser maior do que a temporada anterior, mas resolvendo as pontas soltas deixadas na trama e criando alguns pontos de interrogação para (quem sabe?) uma terceira parte da história. Esperamos ansiosos!

 

*Por Érica Rodrigues

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Confere o trailer de Stranger Things 2: 



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