O que Jane Austen pode nos ensinar sobre feminismo

É interessante pensar que há mais de duzentos anos, quando não se fazia ideia do que era feminismo, já existiam mulheres que pensavam fora da caixa. Naquela época, as mulheres eram criadas para arrumar um bom casamento e fazer apenas o que esperavam delas, que se resumia em cuidar da casa, dos filhos e estar sempre bonita. Ser bonita já era algo bem importante, mesmo há tanto tempo atrás.

Jane Austen, por outro lado, queria escrever romances, coisa que era considerada “profissão de homem”. Mas como publicar um livro sendo mulher, algo impensável naqueles tempos? Ela os publicou anonimamente. E ainda bem que o fez!

Em suas obras, ela critica o papel da mulher na sociedade da época, através de protagonistas fortes, que sabem o rumo que querem dar às suas vidas. À primeira vista, podem parecer apenas romances sobre um bando de mulheres a procura de casamento, mas um olhar mais a fundo nos mostra a sutilidade com que ela questiona os padrões impostos em cima das figuras femininas.



Personagens como Elizabeth Bennet e Emma, profundamente inteligentes e seguras de si, fazem contraste com um cenário quase caricato da busca desesperada, típica da época, por um marido rico. Ela nos traz protagonistas que não aceitam a forma como as coisas eram feitas, que buscam alguém que amem, independente do dinheiro ou posição social.

A questão das classes sociais também é pincelada em alguns momentos das obras, com críticas severas a personagens abastados por sua avareza. Quase sempre os personagens ricos são retratados como esnobes, e a pobreza é considerada quase uma vergonha. Ninguém quer que uma pessoa de linhagem simples entre na família, pois isso era, na maioria das vezes, um escândalo.

Outro ponto muito salientado nas obras de Jane Austen é a questão de as mulheres não terem direito de herdar os bens da família, que muitas vezes eram passados para parentes distantes, apenas pelo fato de serem homens. Isso apenas criava ainda mais pressão para fazê-las casar mais rápido com “um bom partido”.

Apesar de serem, em primeira camada, livros românticos, é importante pensar que se considerando a realidade da época em que foram escritos, demonstram uma mentalidade à frente do seu tempo. Jane Austen era, mesmo sem saber, uma feminista nata! E ler os seus livros sob essa ótica pode nos trazer grandes ensinamentos sobre como viviam as mulheres do século XVIII.

 

*Por Érica Rodrigues – Érica é jornalista, formada pela UFPB, e trabalha com produção de conteúdo na internet. Ama escrever e conversar sobre livros, cinema e viagens, suas três maiores paixões.

 

Leia mais sobre literatura clicando aqui!

Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!

Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3

 

 



Resenha: A Revolução dos Bichos, uma crítica à Revolução Russa

O livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, por muito tempo foi vendido como um livro anti-socialismo, mas acontece que não era bem isso que o autor tinha em mente quando o escreveu. Na verdade, era exatamente o contrário!

O autor teve a intenção de denunciar como o governo stalinista estava distorcendo as ideias de Karl Marx, e para isso escreveu uma fábula envolvendo bichos em uma fazenda. A história retrata como um grupo de bichos resolveu se revoltar contra os humanos e assumir o controle da granja onde moravam.

Confere a resenha para entender melhor:

 

Inscreva-se no nosso canal para acompanhar mais conteúdo como esse por lá!



 

Leia mais sobre livros clicando aqui!

Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!

Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3

 

Quer receber mais conteúdo legal gratuitamente no seu e-mail? Assine a nossa Newsletter!

Resenha: As Sobreviventes, de Riley Sager, o livro das 50 reviravoltas

Érica Rodrigues

 

Depois de ler As Sobreviventes, de Riley Sager, a sensação que me deu é de que precisava conversar sobre ele. Urgente!! E então obriguei minha irmã a ouvir toda a história para fazê-la concordar comigo em um ponto: o quão revoltante é esse final! Mas como isso não foi o suficiente, revolvi gravar um vídeo com a resenha (com spoilers) desse livro. Assista (e aproveita pra se inscrever no nosso canal!):





 

Leia mais sobre literatura clicando aqui!

 

Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!

Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3

 

Quer receber mais conteúdo legal gratuitamente no seu e-mail? Assine a nossa Newsletter!

Resenha: O Segredo do Meu Marido

Amanda Fernandes*

O que você faria se encontrasse um envelope que pertence ao seu marido (ainda vivo), e nele estivesse escrito: “Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte”?

Você respeitaria a vontade dele (guardando a carta no mesmo lugar sem abri-la), não aguentaria de curiosidade e a leria na mesma hora, ou faria aquilo o que Cecília fez: não abriria a carta, porém diria ao seu marido que a encontrou e que gostaria de saber do que se trata?

A trama do best-seller “O Segredo do Meu Marido”, da autora Liane Moriarty, gira em torno do segredo do marido da Cecília. Além do ponto de vista desta personagem, o livro intercala os de mais duas outras: a Rachel e a Tess, que inicialmente não têm nada em comum, mas que acabam tendo suas vidas entrelaçadas ao longo da história (característica bastante conhecida em livros desse gênero).

O-segredo-do-meu-marido-2
Foto: Amanda Fernandes

 

Então… Sabe aquele tipo de livro que possui um enredo que instiga você a não largá-lo em momento algum e então você passa a madrugada em claro, para passar o dia seguinte parecendo um zumbi? Hahahaha Pois bem, esse livro é desse tipo!  E isso é um reflexo não apenas da boa escrita da autora, como também da construção dos personagens principais e secundários: você consegue sentir carisma por eles e não para de se perguntar o que danado Cecília vai fazer depois que descobriu qual é o segredo do seu marido.

Tenho, porém, que admitir que não é apenas por isso que a leitura é tão boa. Essa história não se trata apenas de um grande segredo, que nunca deveria ter vindo à tona. Mas também é sobre laços familiares, amizades e lealdade.  Ela te faz questionar se você realmente conhece seu marido, seus filhos, seus amigos… E, acima de tudo (graças àquele final O.M.G!!!!), te faz ficar muito tempo se perguntando: “mas e se?”

SERIE
Foto: Reprodução HBO

 

Da mesma autora, a editora Intrínseca já lançou também o “Pequenas Grandes Mentiras”, livro que foi adaptado para uma série da HBO. A série é estrelada pelas atrizes Nicole Kidman, Reese Witherpoon e Shailene Wooldley.

 

Leia mais – Ratos: resenha sobre um livro surpreendente!

 

Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!

Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3

 

Quer receber mais conteúdo legal gratuitamente no seu e-mail? Assine a nossa Newsletter!

_______________

Para mais resenhas e dicas sobre livros, você pode acompanhar o Instagram @Pixelbooks.

 (*) Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

Clube de leitura e resenha do livro Persuasão

Nós já contamos aqui no blog sobre o projeto do Rota Literária Clube de Leitura, que acontece toda primeira sexta do mês na Livraria Leitura do Manaíra Shopping, em João Pessoa. Na primeira edição do evento, em parceria com o Coffee Shop São Braz, debatemos o livro “Persuasão”, de Jane Austen, e foi muito legal! Para complementar a discussão, gravamos um vídeo sobre o evento e com uma resenha da obra debatida.

 

E pra quem ficou interessado em participar, o livro deste mês será “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee. O encontro vai acontecer no dia 2 de junho, às 19h30, na Livraria Leitura do Manaíra Shopping. Mais informações aqui.

 

Aproveita e se inscreve no nosso canal aqui pra ver tudo o que postamos por lá!

Cine Aruanda: mostra exibe adaptações literárias para o cinema

Acontece a partir de amanhã (05) a 1ª Mostra Cine Literária, no Cine Aruanda da UFPB. O evento irá exibir e debater três adaptações literárias para o cinema de grandes obras da literatura mundial:

 

05/04 (quarta-feira) às 14h

A Insustentável Leveza do Ser

(dir. Philip Kaufman | EUA | 1988 | 172 min)

Adaptação da obra de Milan Kundera

 

12/04 (quarta-feira) às 14h

O Amor em Tempos de Cólera

(dir. Mike Newell | Colômbia e EUA | 2007 | 139 min)

Adaptação da obra de Gabriel García Márquez

 

19/04 (quarta-feira) às 14h

O Pantaleão e as Visitadoras

(dir. Francisco José Lombardi | Espanha | 2000 | 144 min)

Adaptação da obra de Mario Vargas Llosa

 

A Mostra é realizada pelo Soy Loco por ti America Cineclube em parceria com o Clube de Leitura Círculo Petrashevski, coordenados respectivamente pelo profº Daniel Antiquera e pela profª Mariana Baccarini, do Departamento de Relações Internacionais da UFPB.

O evento é aberto ao público em geral e a entrada é gratuita. Aos interessados em certificação (5h por dia), as inscrições estão abertas através do link: https://goo.gl/C3ZAIq




O louco genial: Nietzsche e Carol

Gil Campos

 

Quando Carol descobriu que juntando algumas letrinhas se formava uma palavra, ela passou a frequentar a minha prateleira de livro, onde passava longos minutos, de pé, olhando fixamente para os livros perfilados e observando seus títulos. Ora a cabeça pendia para um lado e outro, ora dava centímetros passos laterais. Claro que na altura que sua visão permitia. Mas havia um ponto naquela prateleira que ela fixava continuamente, franzia a testa e balbuciava algo que eu não compreendia. Também confesso que nunca tive a curiosidade de perguntar algo, ao menos para ajudá-la.

Os anos se passaram e Carol se tornou uma leitora voraz. E, diante da mesma biblioteca, dias atrás, ela fez um comentário: “papai, quando era criança, eu adorava ler os títulos dos seus livros, mas tinha um que eu não conseguia pronunciar. Era aquele…”, e me apontou a obra Nietzsche – Biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 1ª edição, setembro de 2001, 363 páginas), do escritor Rüdiger Safranski.

Uma década depois é que descobri que aquela apaixonada pela literatura, por Raulzito e pelos os Beatles, ficava tentando juntar as letrinhas para pronunciar a palavra Nietzsche. E esta semana, passei a reler a biografia deste gênio louco nascido na Prússia, em 15 de outubro de 1844, e que terminou seus dias numa camisa de força, “até que seu cérebro se apagou, e ele morreu apático, no dia 25 de agosto de 1900”.

Nietzsche foi um homem único na sua época. Dizia que queria tornar-se autor da sua própria vida, através de seu pensamento. No dia 29 de julho de 1888, ele escreveu a um amigo: “Absolutamente não é preciso, nem ao menos desejado, tomar partido em meu favor: ao contrário, uma dose de curiosidade, como diante de uma excrescência estranha, com uma resistência irônica, me pareceria uma postura incomparavelmente mais inteligente”.

Amado com a mesma intensidade com que era odiado, este magnífico filósofo deixou uma riqueza para muitas gerações: seu modo de pensar. Aliás, seu pensamento é existencial porque se trata da conformação de sua própria vida. É também experimental, já que “põe à prova todo conhecimento e tradição moral”. Ele foi muito mais que isso: foi provocador.

Conhecer a vida de Nietzsche (e uma das oportunidades para isso está na obra de Rüdiger Safranski) é conhecer a mediocridade que invadiu e procriou na sociedade humana até os dias de hoje.  Ele era uma usina de produção de interpretações. O próprio autor diz que “com o pensamento de Nietzsche não chegamos a parte alguma, não há resultante, não há resultado. Nele existe apenas a vontade da interminável aventura do pensar”, e essa vontade brilhou nos seus olhos até o último suspiro.

O amigo August Homeffer o visitou, já doente e totalmente enlouquecido, e constatou esse fascínio. “(…) os minutos em que estivemos em sua presença são das mais preciosas recordações de nossa vida (…) Apesar de ter os olhos baços e as feições abatidas, apesar do pobre estar deitado ali com os membros torcidos, mais desamparado do que uma criança, a sua personalidade emanava um fascínio, e revelava-se uma majestade em sua figura que nunca mais senti em nenhuma pessoa”.

E, com certeza, quem conhecer a obra deste gênio, também não será a mesma pessoa.

A simbologia n’As Crônicas de Nárnia

A saga “As Crônicas de Nárnia”, do autor C. S. Lewis, é bastante influenciada por referências cristãs, além das mitologias grega e nórdica. A série conta a história da terra de Nárnia, desde sua criação até o seu fim, um reino mágico onde árvores andam, animais falam, há faunos, dríades e outros seres mitológicos. Os personagens principais são crianças, levadas magicamente até Nárnia para lutar contra o mal com a ajuda do Grande Leão, conhecido como Aslam.

 

Analisamos algumas dessas simbologias no vídeo:

 

 

Aproveita pra se inscrever no nosso canal e ficar por dentro de tudo!

Ainda dá tempo?

Gil Campos

 

Esta semana, diante do falso silêncio no interior de um vagão do Metrô, passei a observar o quanto as pessoas estão escravizadas ao tempo. A todo instante, aqui ou acolá, alguém estava olhando o visor do relógio. Na saída da estação Anhangabaú segui pela avenida Xavier de Toledo. Em 200 metros de caminhada, três pessoas me perguntaram as horas. Nada de “bom dia” ou um simples “olá”. O cumprimento da vez é: “que horas, por favor?”.

Aquela situação me fez lembrar um livro, que li há cinco anos, chamado Sobre o Tempo (Pulso Editorial, 2010, 286 páginas). Escrito pela fonoaudióloga Andréa Bomfim Perdigão, trata-se – na verdade – de um livro de entrevistas onde ela, a autora, tenta mostrar como as pessoas tendem a lidar com o tempo, não apenas o do relógio, como seus tempos internos e subjetivos.

Entre os entrevistados, destaco o grande mestre Ariano Suassuna, o jornalista Marcelo Tas, a Monja Coen, o cantor Tom Zé, o publicitário Washington Olivetto, o artista Domingos de Oliveira, o mestre espiritual Sri Prem Baba, a cineasta Andrucha Waddington, e tantas outras personalidades que nos doaram um pouco do seu tempo para tentar nos explicar o que é o tempo. Resolvi tirar um tempinho do meu tempo para reler Sobre o Tempo.

Me fez refletir o que disse o historiador de Filosofia Márcio Tavares D’Amaral. Para ele, as pessoas hoje não podem mais conversar porque elas são muito ocupadas. “Ser ocupado é um sofrimento”, assegura.  Há quem aconselha, e isso já ouvi muito, ser necessário tirar um pouquinho o pé do acelerador no dia a dia, e curtir. Mas cada um tem o seu tempo!

A Monja Coen discordou das frases tão usuais nos dias atuais, tais como: “Não dá tempo” ou “Não tenho tempo”. Na entrevista publicada no capítulo “O Agora Eterno”, ela afirma que “quanto mais coisas nós tempos para fazer, mais coisas nós somos capazes de realizar. Na programação de uma pessoa extremamente atribulada, sempre cabe mais alguma atividade”.

A verdade é que não dá para parar. O tempo passa de maneira diferente para cada um. Como disse a física Maria Cristina Abdalla, o “tempo passa diferente dependendo da velocidade em que você está”.

Dói aos meus ouvidos, por exemplo, quando alguém me diz que não leu tal livro “porque não teve tempo”. Impossível não se ter tempo para uma simples leitura. Será que dá tempo para reler o que a Monja Coen disse algumas linhas acima?

Fazemos o nosso tempo. Vivemos o nosso tempo. O seu tempo é diferente do tempo da pessoa que está agora ao seu lado, enquanto você dedicou um minutinho do seu tempo para ler este artigo literário. Às vezes, para alguns, a vida é louca por falta de um mínimo de organização; para outros, ela é gostosa de se viver, justamente por ser louca e desorganizada. Já pensou qual é o seu tempo? Pense e, assim, o aproveite da melhor forma possível; inclusive lendo bons livros.

Resenha: O Discurso do Rei (Mark Logue e Peter Conradi)

Érica Rodrigues

 

Desde quando vi o filme O Discurso do Rei no cinema, há um bom tempo atrás, fiquei muito interessada pela história da família real britânica. Sempre gostei muito de filmes inspirados em histórias reais e é quase um ritual que eu termine de ver e já corra para pesquisar sobre os personagens. Imaginem como fiquei quando comecei a ver The Crown no Netflix então, rsrsrs.

Acabei encontrando o livro O Discurso do Rei em um sebo e fiquei encantada com a chance de ler mais sobre essa história que me interessou tanto. O livro é baseado nos diários de Lionel Logue, terapeuta da fala do Rei George VI, e foi escrito por Mark Logue (neto de Lionel) e Peter Conradi, jornalista.

IMG_0263

A história se passa na Inglaterra dos anos 30, quando Albert Frederick Arthur George, pai da Rainha Elizabeth II, precisa enfrentar o desafio de assumir o trono do Reino Unido após a renúncia de seu irmão. Porém, Albert sofria desde criança de gagueira, tornando a necessidade fazer discursos muito penosa. Às vésperas de sua coroação, ele acaba procurando, por intermédio de sua esposa, Elizabeth, um terapeuta da fala. E é assim que Lionel e George VI iniciam uma parceria de trabalho e amizade.

IMG_0265

O livro é escrito na perspectiva de Lionel, e narra com riqueza de detalhes históricos o período desde a coroação até a morte de Albert. Aos que não gostam muito de livros históricos, este é um ótimo modo de começar, pois apesar da grande quantidade de informações passadas, a leitura é leve e desenvolve rapidamente. É possível também acompanhar, através de fotografias, o desenvolvimento das famílias de Logue e de Albert.

IMG_0260

Para quem viu a série da Netflix The Crown, o livro é um complemento precioso para entender mais sobre a vida dos personagens antes da morte de George VI, além de ser uma “aula de história divertida”.

Veja alguns filmes vencedores do Oscar, inclusive O Discurso do Rei, disponíveis na Netflix aqui.



Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!
Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3