Ratos: resenha sobre um livro surpreendente!

Amanda Fernandes*

 

Bem-vindos ao Chalé Madressilva, a “toca dos ratos”, para onde Shelley e sua mãe se mudaram recentemente.

A moradia foi escolhida com muito cuidado, pois ela tinha que atender às seguintes exigências para manter as suas residentes protegidas: ser no campo, sem vizinhos, três quartos, jardins na frente e nos fundos. Deveria ser antiga, ter “personalidade”, mas com o conforto de um sistema de aquecimento moderno, obviamente.

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Foto: Amanda Fernandes

 

Seria na tranquilidade do Chalé Madressilva que mãe e filha poderiam se esconder dos últimos problemas das suas vidas. A primeira tentaria se afastar das implicações do seu divórcio e do ressentimento pelo que aconteceu com a sua filha. Já a segunda buscaria se esquecer do caso de bullying que quase causou a sua morte, mas que a deixou com marcas físicas e emocionais.

Tudo estava correndo bem para elas: a mãe possuía um emprego, Shelley agora tinha aulas particulares e, com exceção das visitas do professor, ninguém as visitava.  Até que toda essa paz foi interrompida de forma drástica no dia do 16º aniversário de Shelley, quando o maior medo de qualquer rato acabou se concretizando: a presença de um gato. E elas sabiam muito bem que quando gato entra na toca dos ratos, ele não vai embora deixando-os ilesos. Elas sabiam que iriam morrer.

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Foto: Amanda Fernandes

 

As atitudes que as personagens tomaram ao longo do livro resultaram naquilo o que ele tem de mais interessante: a evolução das suas personalidades. Tais atitudes chamam a atenção do leitor para o fato de que todos nós temos limites. E também que somos capazes de fazer QUALQUER coisa. As pessoas que são colocadas em meio a situações extremas, mesmo aquelas que passam a vida como ratos tentando se esconder do mal que a sociedade é capaz de apresentar, podem sim acabar trocando o papel de vítima pelo de agressor.

Esse livro é surpreendente. Você inicia a leitura acreditando que se trata apenas de uma história sobre bullying, porém, ao terminar de ler a última página, chega à conclusão de que na realidade acabou de devorar um bom thriller psicológico.

 

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Amanda Fernandes – Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

Resenha: A Arte de Ouvir o Coração

Amanda Fernandes*

 

O livro de hoje também se desenvolve a partir de uma carta que foi encontrada pela esposa (na resenha anterior falei sobre “O Segredo do Meu Marido” – acredite de quiser, mas essa escolha foi pura coincidência, hahaha). Entretanto, a história desta vez se diferencia por conter juras de amor para uma mulher desconhecida.

A mensagem não é apenas um indício de infidelidade, mas a única pista que Julia possui para encontrar o seu pai Tin Win (o dono da carta), que está desaparecido há 4 anos. Com a decisão tomada de encontrá-lo, ou de pelo menos descobrir o que aconteceu a ele, Julia parte para a Birmânia em busca de pistas sobre quem é a tal Mi Mi (a mulher dos escritos).

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Foto: Amanda Fernandes

 

Ao chegar à Birmânia, Julia conhece um velho chamado U Ba, que afirma saber quem ela é e o que está procurando. Ele passa a contar a história de um menino cego que havia sofrido muito em sua infância. Por completa incompreensão de Julia, ela não quer ouvi-lo sobre isso. Porém, o senhor diz que o seu relato está ligado àquilo o que ela procura e a convence a escutá-lo durante dias.

Graças a U Ba, Julia passa a compreender como o misticismo e a astrologia são intrínsecos à cultura do país natal de Tin Win, e como essa crença nos astros acabou influenciando diretamente a vida do seu pai.

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Foto: Amanda Fernandes

 

A Arte de Ouvir o Coração é comovente e bastante singular.  É um livro com um toque de fantasia, que mostra como as crenças podem mudar o rumo da vida de uma pessoa. É uma história de amor baseada principalmente na confiança mútua, que conseguiu resistir até mesmo ao tempo.

Muitas vezes, ao longo da leitura, você acaba com um aperto na garganta e torcendo para que a história tenha um final feliz. Esse é daquele tipo de livro que nos faz mudar, pensar nele durante dias e que ensina lições para a vida inteira.

É um livro que merece ser lido, relido e, acima de tudo, guardado para sempre na memória, assim como no coração.

 

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Amanda Fernandes – Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

 

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