#Girlboss e a jornada do empreendedorismo

Érica Rodrigues

 

Recentemente a nova série da Netflix, baseada livremente na jornada empreendedora de Sophia Amoruso, criadora da Nasty Gal, tem dado o que falar. Muita gente torceu o nariz para a produção alegando que a história é bem diferente da que é contada no livro #Girlboss, escrito pela empresária, mas de fato nunca saberemos onde termina a realidade e começa a ficção.

Em suma, acho que vale a pena assistir Girlboss. Apesar de não ser aquele estilo de produção inspiradora que muda a nossa forma de enxergar o mundo, dá para aproveitar bastante coisa, além de se divertir com a trilha sonora e se inspirar o figurino maravilhoso.

O fato é que a série nos leva a pensar sobre várias questões do empreendedorismo. Afinal Sophia, mesmo sendo mimada e muitas vezes infantil e egocêntrica, consegue começar do zero um negócio que na época não tinha garantia nenhuma de sucesso, como toda empresa no início, confiando apenas na sua certeza de que tinha em mãos uma boa ideia. Todo empreendedor vai se identificar com essa situação.

Não há nada mais desafiador e aventureiro do que começar o seu próprio negócio. Todos os dias há um novo obstáculo a ser superado, um problema para resolver ou uma vitória para comemorar. Eu costumo brincar que temos um dia em que tudo dá certo e um dia em que tudo dá errado, e cabe a você lembrar que os dois passam e o que vale mesmo é não desistir.

No caso de Sophia, devemos lhe dar o crédito de não ter desistido, mesmo quando as coisas deram errado e ela foi expulsa do Ebay. Como ela, é preciso sacodir a poeira, levantar e começar de novo. Se você acredita que tem em mãos uma ideia legal, é preciso confiar e aprender com os erros. Desistir não é parte do seu vocabulário.