Crítica: Green Book é o exemplo de que mudar de opinião nem sempre é ruim

Estamos nos Estados Unidos dos anos 60, período bastante turbulento e fervoroso na América. De um lado temos Guerra Fria, avanços tecnológicos, consumismo, propagandas, american way of life. De outro temos segregação, luta dos direitos civis dos negros, protestos contra as guerras, revolução feminina etc. A época teve inúmeras mudanças e reivindicações no país, e em Green Book temos a representação de um desses temas: o racismo. Aqui somos apresentados a duas figuras totalmente díspares um da outra. Tony Lip é um italiano malandro que trabalha numa casa de show chamada Copacabana, onde é segurança. Também temos o prestigiado pianista Don Shirley, que precisa de um motorista para levá-lo em uma turnê no sul dos Estados Unidos. Ambos com características que não se complementam, com contextos e trejeitos bem distantes, os dois acabam entrando numa viagem de autodescoberta, aprendizado e empatia.  



A história real de uma amizade que nasceu durante um tempo muitíssimo controverso e nem um pouco igualitário acaba despertando o interesse do público ao ver representada uma narrativa que reflete muito o cenário atual da sociedade. Com alguns avanços sim, porém não por completo. O filme acaba sendo uma reafirmação de sua necessidade de explorar mais uma vez nos cinemas a delicada situação da minoria que sempre está em vigente desrespeito e luta constante de seus direitos, os desafios e as desigualdades que ainda estão estruturadas em diversas conjunturas. A inversão de papéis acaba sendo formidável. Temos aqui um branco, pobre, mal educado e sem papas na língua e logo em oposição temos um homem negro, rico, erudito e que se expressa bem. Os protagonistas têm características muito diferentes do que se está acostumado a ver, e tal situação acaba sendo ao longo do enredo nada mais nada menos do que um caminho para a empatia ao próximo.

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Foto: Divulgação

O Viggo Mortensen e Mahershala Ali dão vida a duas figuras complexas. O jeito bruto de Vallelonga resolver as coisas, a falta de refinamento de suas palavras e o jeito falastrão acabam também se tornando pontos de uma pessoa doce que vai se mostrando gentil ao longo da história. O rebuscado jeito do Shirley ao sempre se expressar acaba de certa forma desconstruindo a sua superioridade durante a narrativa. Um homem que não consegue se sentir pertencente de um grupo na sociedade, por ser alguém que carrega um fardo mesmo que não intencional de ser quem ele é. A direção do Peter Farrelly, que foi responsável por Débi e Lóide, não tem muito a ser comentada já que não houve nada de muito diferente, apostando em enquadramento e jogos de câmeras convencionais, nada muito ousado. O destaque definitivamente vai para as atuações, às quais ambas foram indicados ao Oscar deste ano. Tanto o Viggo quanto o Mahershala são os componentes essenciais da história, eles são o fio condutor da narrativa ao apresentar os protagonistas até o momento de catarse deles.

Green Book – O Guia exerce com sucesso a função mais sublime do cinema, que é a de colocar sob a tela uma realidade, tendo em vista que tal premissa mude ou expanda as circunstâncias do observador, colocando-o sob uma perspectiva nova aquela situação. Portanto, o longa é um obra que deve ser apreciada por todos devido à sua sutileza e importância colocadas através da arte.    

 

Assista ao trailer do filme:

  

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: Divulgação

 

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Saiba quais são as estreias nos cinemas de João Pessoa nesta semana de pré carnaval

Estamos em semana de pré carnaval aqui e João Pessoa e muitas pessoas estão super ocupadas planejando o que vão fazer na folia, mas como estamos cientes que nem todos estão no mesmo clima que os demais e preferem fazer algo mais leve e relaxante como por exemplo ir ao cinema. Pois muito bem, porque esta semana as estreias nos cinemas de João Pessoa está repleta de filme bem legais que com certeza vai agradar a todo tipo de público, teremos o filme A Morte te dá Parabéns 2, Querido Menino, Sai de Baixo e Normandia Nua. Confira logo abaixo a sinopse e o trailer de cada um para você escolher qual irá assistir nos cinemas!



 

A Morte te dá Parabéns 2

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Foto: Divulgação

Após os eventos que aconteceram no primeiro filme, no qual a protagonista se encontra em um looping no dia do seu aniversário, e é morta diversas vezes por alguém que usa uma máscara macabra de um bebê sorridente. Agora no segundo filme vemos que mesmo nas várias tentativas de quebrar o feitiço no primeiro filme sabemos que de nada adiantou já que o assassino está de volta só que desta vez ele não quer matar somente a Tree, mas também os seus amigos e ela é a única pessoa que pode tentar reverter esta situação, ou seja, ela terá que morrer de novo várias vezes até conseguir parar e vez o maníaco (a). O primeiro longa foi muito bem de bilheteria e muitas pessoas gostaram do filme por ter essa pegada de comédia e humor negro com cenas sanguinárias.

 

 

Querido Menino

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Foto: Divulgação

O novo filme do Timothée Chalamet e do Steve Carell é um drama que mostra o relacionamento de uma família, principalmente entre pai e filho que estão passando por uma situação muito comum atualmente, que é um adolescente que está tendo problemas com uso de drogas. O longa está sendo bastante elogiado pelas interpretações sensíveis dos atores em que mostram uma relação fraternal que passa por dificuldades. A história mostra basicamente como uma família perfeita ainda assim está sujeita a grandes dores. O David Sheff é um pai que está tentando entender e ajudar o seu filho Nic que é viciado em metanfetamina, mostrando os altos e baixos durante o processo de reabilitação e das recaídas.

 

 

Sai de Baixo – O Filme

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Foto: Divulgação

Sai de Baixo faz parte de um dos clássicos de comédia da tv brasileira, após muitos anos sendo exibida na Globo, eis que finalmente a obra ganhou um filme. Com a voltas dos personagens originais e também da chegada de novos integrantes ao elenco. No enredo temos Magda que trabalha como atendente de telemarketing e descobre que o seu grande amor Caco Antibes saiu da cadeia. O apartamento no qual eles moram está indo a leilão, mas eis que magda recebe uma proposta de pegar um carregamento milionário, e como recompensa irá receber uma quantia em dinheiro. Aceitando a proposta ela e todo o pessoal sai numa viagem muito louca e cheia de imprevistos.

 

 

Normandia Nua

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Foto: Divulgação

Um filme francês ganhou espaço na programação de arte do cinépolis. Normandia Nua é um filme para as pessoas saírem da zona de conforto e assistirem obras de outras nacionalidades. Georges Balbuzard (François Cluzet) é o prefeito da pequena cidade de Mêle sur Sarthe, na Normandia, onde os agricultores vêm sofrendo cada vez mais por conta de uma crise econômica. Quando o fotógrafo Blake Newman (Toby Jones), conhecido por deixar multidões nuas em suas obras, está passando pela região, Balbuzard enxerga nisso uma oportunidade perfeita para salvar seu povo. Só falta convencer os cidadãos a tirarem a roupa.

 

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque; Divulgação

 

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Canal Futura Lança série documental Os Guerreiros da Floresta

Guerreiros da Floresta é a série documental produzida ao longo de 2018 nos estados de Roraima, Rondônia, do Acre e do Amazonas com as etnias Yanomami, Huni Kuin e Suruí e que evidencia a luta das três maiores lideranças indígenas do Brasil, Davi Kopenawa, Almir Suruí e Ninawa Inu Huni Kuin e de suas comunidades, em defesa da sustentabilidade da Amazônia e da herança de seus povos. A produção da Santa Rita Filmes estreia em 20 de fevereiro, 22h30, no Canal Futura.

A série, composta por 13 episódios com duração de 26 minutos cada, aprofunda-se nas culturas de cada uma das etnias, abordando suas semelhanças e particularidades de estilo de vida, além da luta por preservação e sobrevivência.

Enquanto acompanha as três lideranças,, a série mostra como, ao mesmo tempo, em que sofrem com perseguições e ameaças no Brasil, estes líderes têm suas causas reconhecidas internacionalmente.

“A série estreia num momento de transição política dos mais importantes de nossa história recente. Esperamos que os temas aqui abordados, promovam, de alguma forma, um debate consciente e tão necessário para as demandas indígenas e a relação harmoniosa entre todos os povos.”, reflete o produtor Marcelo Braga, da Santa Rita Filmes.

Dentre seus assuntos-chave, a série explora, por meio do relato dos indígenas, os anos de invasão do homem branco e a devastação resultante da mesma e como eles sobreviveram a essa situação.



Para a gerente de conteúdo do Canal Futura, Debora Garcia, a série se apresenta como uma ferramenta para os professores abordarem a questão indígena em sala de aula. “O Futura produz conteúdo com foco em Educação, desenvolvendo material audiovisual que enriquece o trabalho dos educadores. Assim, a série pode ser ponto de partida para abordar temas como a realidade e a cultura das tribos indígenas, questões ambientais e sustentabilidade com os estudantes”, comenta Debora.

Guerreiros da Floresta se beneficia dos três meses que a produção passou imersa na cultura desses povos para trazer um viés de protagonismo dos índios para a narrativa. “Assumimos a narrativa do ponto de vista de alguém visto sempre como a terceira pessoa. Não contamos a história de indígenas, damos a voz para que eles contem suas histórias. O que o Guerreiros traz é um desafio para esse momento tão anti-indigenista que vivemos. Nos deslocamos do eixo do homem branco e mergulhamos no ponto de vista do brasileiro original.”, conta a diretora Andrea Pilar Marranquiel.

Apesar de focar nos líderes e em suas lutas por seus territórios e herança, a série acompanha, também, suas peculiaridades culturais, como seu grau de envolvimento com a tecnologia, seus rituais e suas crenças, entre outros pontos.

SINOPSE:

3 povos indígenas. 3 líderes. A Amazônia ameaçada. Perseguidos no Brasil por fazendeiros e mineradores, reconhecidos internacionalmente até pela ONU, eles são unidos pela mesma luta: a sustentabilidade da Amazônia e a herança cultural indígena. Almir Suruí, Ninawa Huni kuin e Davi Yanomami Kopenawa, heróis na luta pela preservação, eles são os Guerreiros da Floresta.

 

Confira o trailer:

 

FICHA TÉCNICA

Produtor e Produtor Executivo: Marcelo Braga

Roteiro e Direção: Andrea Pilar Marranquiel

Direção de fotografia: Henrique Mourão

Trilha Sonora Original: Diogo Poças e Yaniel Matos

Montagem: Emerson Moreira, Duane Rio e Eduardo Cardoso

Estreia: 20 de fevereiro, 22h30

Exibição: Canal Futura

 

*TZM Assessoria

Foto destaque: Divulgação

 

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João Pessoa terá estreia de Alita: Anjo de Combate nesta semana

Toda quinta-feira é dia de estreias na cidade, e nesta semana o filme Alita: Anjo de Combate é o grande destaque do catálogo. Também estreiam na telona o nacional que fala sobre a vida de Erasmo Carlos Minha Fama de Mal e A Mulanovo filme do Clint Eastwood. Confira abaixo a sinopse e o trailer de cada um para você escolher qual irá assistir!

 

Alita – Anjo de Combate

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Foto: Divulgação

Dos mesmos produtores de Titanic e Avatar, Alita – Anjo de Combate é uma garota que é metade ciborgue, e por não ser totalmente humana não consegue entender quem ela é e qual sua origem. Com um elenco bastante significativo, que inclui Christopher Waltz, Jennifer Connelly e Mahershala Ali, o longa traz uma nova versão da série de mangás. A história se passa em 2563 quando Alita é descoberta por um cientista e em meio a essa crise de identidade e autoconhecimento, ela mostra toda sua capacidade quando consegue destruir um android fortíssimo. A partir daí sua trajetória começa a ser constituída de combates e romance.

 

 



 

Minha Fama de Mau

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Foto: Divulgação

A cinebiografia do cantor da vanguarda brasileira Erasmo Carlos é o começo de sua trajetória na música brasileira. Inspirado por grandes influências do Rock como Chuck Berry e Elvis Presley, o filme mostra o artista tentando engatar na carreira de cantor. O longa que é inspirado no livro sobre a vida de Erasmo mostra todo o processo de começo da carreira e parceria com Roberto Carlos, na contribuição da dupla ao compor várias músicas. Além disso, ele também terá a participação da Vanderléia, que juntos formam o trio vanguardista brasileiro mais famoso dos anos 60.

 



A Mula

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Foto: Divulgação

Aqui temos mais um filme do Clint Eastwood, o qual ele dirige e também estrela. A narrativa nos apresenta Leo Sharp, um homem com uma vida aparentemente muito normal, nada muito diferente das outras pessoas. Um paisagista que já foi condecorado pelo exército por seus serviços prestados na Segunda Guerra Mundial, mas que devido à situação financeira acaba resolvendo se aliar ao cartel mexicano de drogas. Todo esse envolvimento acaba fazendo com que a polícia acabe ficando de olho nos passos de Leo.

 

 

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: Divulgação

 

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Crítica: A Favorita aborda a complexidade feminina com autenticidade  

Em seu novo filme Yorgos Lanthimos nos apresenta em A Favorita, uma história real sobre a realeza da Inglaterra no século XVIII com três personagens femininas com personalidades díspares, porém bastante fortes. Aqui somos introduzidos a um roteiro bastante simples em sua trajetória e com personagens que estamos acostumados a ver na arte ao serem retratadas. Sarah Churchill interpretada por Rachel Weiz, duquesa de Marlborough, que toma as rédeas da realeza britânica no lugar da rainha Ana, interpretada por Olivia Collman, que não está com suas faculdades mentais em pleno estado e ambas têm um relacionamento de extrema confiança e intimidade. Logo após somos introduzidos à personagem da Emma Stone, uma recém chegada empregada chamada Abigail que ambiciona alavancar seu status atual na coroa inglesa.

Devido à veracidade dos fatos, o diretor, que já se tornou conhecido por sempre abordar em seus filmes personagens e histórias excêntricas, acaba deixando isso de lado. Ele resolveu dar mais enfoque ao seu maneirismo atrás das câmeras, tendo o uso de lentes angulares, movimentos de câmera horizontal em algumas situações, além do uso do contra-plongée, que geralmente é usado para o engrandecimento do personagem. O trabalho do Yorgos no longa acaba sendo somente ressaltado nesta área, mas que não deixa de lado sua estilística. É possível notar suas características em cena.



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Foto: Divulgação

A fotografia do filme é impecável. Todo o design de produção do longa retrata perfeitamente o palácio da realeza com todas obras de arte renascentistas. Assim como o figurino, que é estupendo e acaba refletindo muito a personalidade de todos, principalmente das protagonistas, com grande coesão. Vale ressaltar que em vários momentos da obra há cenas bem escuras, o que pode incomodar algumas pessoas, mas seria incoerente termos cenas bem iluminadas quando o filme se passa em um período que não existia eletricidade. Tais momentos que são à luz de vela se parecem muito com o chiaroscuro, recurso usado no Renascimento no qual havia um jogo de luz e sombra nas obras de arte, o que ressalta muito o valor artístico do longa.



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Foto: Divulgação

O grande alicerce da narrativa é justamente o relacionamento que as três personagens femininas centrais tem, todas com personalidades extraordinariamente divergentes. A personagem da Rachel Weiz é a exemplificação de uma mulher decidida, forte e racional. Já a personagem da Olivia Collman é exatamente o oposto, aqui temos um mulher extremamente sensível, desequilibrada, mimada e que já sofreu muito com as perdas da vida. Finalizado essa tríade temos a da Emma Stone que é manipuladora, inteligente, megera, ambiciosa.

O brilhantismo é acentuado justamente na composição das protagonistas. Não há rótulos para suas individualidades, não há julgamento da obra sobre a obra. Todas as ações que elas tiveram partiram de ideais que cada uma acreditava. Logicamente que isso não seria justificativa para as crueldades que a Abigail faz, por exemplo, mas expõe personagens com dramaticidade correspondente ao contexto individual. As atuações de todas são perfeitas, tornando suas indicações ao Oscar super válidas, até porque elas são os suportes desta história.

Todas as oitos indicações que o longa recebeu da Academia foram merecidíssimas. Todas foram de acordo com os pontos altos do filme. A Favorita definitivamente é uma obra que mostra a complexidade de ser mulher e das pressões que se carrega, do peso ao terem posições altas na sociedade e também quando se está atrás dessa posição de aparente privilégio.   

 

Confira o trailer do filme:

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: divulgação

 

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5 motivos para você assistir Sex Education, a nova série da Netflix

Você provavelmente já deve ter ouvido falar da série Sex Education, que entrou recentemente no catálogo da Netflix. Se ainda não sabe do que se trata, não se preocupe pois esta matéria é justamente para incentivar as pessoas a assisti-la. Talvez pela grande quantidade de conteúdos disponíveis no serviço de streaming muitas pessoas acabam dando prioridade àquilo que já estão a muito tempo querendo assistir. É totalmente compreensível! Acredite, você não está sozinha nessa. Infelizmente não é todo mundo que consegue ver várias séries ao mesmo tempo, mas não se preocupe porque esta recomendação vai ser ótima para as pessoas que se encaixam neste perfil. Por tudo isso, listamos cinco motivos para você assistir Sex Education.

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Foto: Divulgação

O primeiro motivo e talvez o mais importante em Sex Education é a história. A princípio somos apresentados a dois amigos que estão no ensino médio, um momento que pode ser bastante doloroso e animador ao mesmo tempo. Só que  Eric está bastante animado com as possibilidades que este período escola pode oferecer, sexualmente falando. Otis mora com a mãe, uma terapeuta sexual que tenta ajudar as pessoas que passam por dificuldades do tipo. Devido ao trabalho dela e de uma situação constrangedora que acaba acontecendo em sala de aula, Maeve, uma estudante super inteligente e rebelde, percebe uma oportunidade de ganhar dinheiro através da ideia de criar uma clínica terapêutica sexual. O principal objetivo é ajudar os adolescentes sedentos por sexo a entenderem como funciona absolutamente tudo sobre o assunto. Para isso ela convoca Otis para exercer a função, que no primeiro momento acha estranho, mas acaba aceitando a ideia. Falando assim pode parecer que Sex Education é só mais uma história sobre adolescentes inconsequentes estilo American Pie, mas acredite, ela consegue ser bem mais profunda do que isso e acaba trazendo diferentes camadas e contextos para os protagonistas.

 

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Foto: Divulgação

O segundo motivo é que os personagens da série são muito bem construídos para a história. Nela temos inseridas situações extremamente engraçadas e dramáticas que expõem os personagens não somente a situações que estamos acostumadas a ver jovens fazendo. Cada um tem o próprio fardo existencial, principalmente a Maeve, o Eric e o Adam. Eles acabam passando por acontecimentos bastante pesados e que de certa forma acabam moldando a personalidade de cada um, ou é justificativa para agirem de tal forma. Como já citado, logo de cara achamos que é mais uma série de jovens clichês, mas o diferencial de Sex Education é justamente apresentar uma  carga dramática que passa verdade. Todas as inconsequências, erros e arrependimentos são verdadeiros e têm consequências que causam reflexão no público, que passa a entender e não julgar de forma errônea.

 

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Foto: Divulgação

O terceiro motivo são os temas colocados em cena. Otis é um jovem que tem dificuldades em sentir prazer com o seu corpo. Maeve basicamente tem que se virar sozinha, já que seus pais sumiram. Eric é gay e acaba tendo todas aquelas dificuldades típicas de alguém que não pode ser totalmente livre, além dos episódios homofóbicos. Temas que cercam o cotidiano dos jovens, como fotos íntimas vazadas, feminismo, aborto, traumas da infância, todos acabam sendo pano de fundo para termos uma maior contextualização dos personagens, para justamente não se fazer um julgamento precipitado.



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Foto: Divulgação

O quarto motivo é um dos fatores que acaba contribuindo para que Sex Education tenha sido um sucesso. A série tem oito episódios com duração de mais ou menos 50 minutos, o que acaba facilitando para aquelas pessoas que mencionei no começo do texto. Definitivamente dá para terminar de ver todos os episódios em um dia, no máximo um dia e meio, não mais que isso! A rapidez com que você se envolve com a história e com o carisma dos personagens influência muito para você assistir logo!

 

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Foto: Diulgação

E o quinto e último motivo é bem simples: trilha sonora! o que contribui muito para que séries com essa pegada sejam muito boas é justamente as músicas que são colocadas de acordo com a situação e a personalidade dos personagens. The Smiths, The Cure, Al Green, Ramones, A-ha, Talking Heads, Billy Ocean e Future são alguns dos artistas mais conhecidos que fazem parte da soundtrack da série. Há também outras bandas e artistas que não são tão conhecidos e que você acaba descobrindo e adicionando à sua playlist.   

 

Dá uma conferida na playlist da série no Spotify:

 

Assista o trailer para você ficar ainda mais motivado:

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: Divulgação   

 

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Cinépolis anuncia pré-venda do filme solo de Capitã Marvel  

A rede Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina e segunda maior do mundo em ingressos vendidos, anuncia que a pré-venda de “Capitã Marvel” começa hoje, dia 07 de fevereiro, e os ingressos poderão ser adquiridos por meio do SITE.

Expandido o Universo Cinematográfico da Marvel, Brie Larson estrela como a protagonista Capitã Marvel, a primeira heroína solo e uma das personagens mais poderosas deste universo desvendando mistérios sobre o seu passado e poderes com o auxílio de um jovem Nick Fury interpretado por Samuel L. Jackson. Com direção de Anna Boden e Ryan Fleck, o filme chega ao Brasil em 7 de março.



SINOPSE

Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar.

Ficha Técnica

Capitã Marvel

EUA, 2019.

Ação| Aventura| Ficção Científica

Diretor: Anna Boden, Ryan Fleck.

Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Annette Bening, Clark Gregg, Jude Law, Djimon Hounsou, Lee Pace.

Duração: 128 minutos.

Distribuidora: Disney e Buena Vista.

 

Adquira seus ingressos para o filme AQUI 

 

Confira o trailer do filme:

 

*Assessoria TZM Entretenimento

Foto destaque: Divulgação

 

Leia também: Confira as primeiras fotos de Cinderela Pop, filme estrelado por Maisa

 

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Confira as primeiras fotos de Cinderela Pop, filme estrelado por Maisa

Faltando menos de um mês para a estreia nos cinemas, o longa CINDERELA POP, conto de fadas moderno estrelado por Maisa (Tudo por um Popstar), acaba de ter suas primeiras fotos oficiais divulgadas pela Galeria Distribuidora e Buena Vista International, que irão lançar o filme no próximo dia 28 de fevereiro.

CINDERELA POP é a primeira adaptação do livro homônimo de sucesso de Paula Pimenta, escritora com mais de 2 milhões de livros vendidos. O livro faz parte da série das princesas modernas, que tem sua sequência com: “Princesa Adormecida” e “Princesa das Águas”. Paula Pimenta ainda planeja mais três livros que darão continuidade à série de princesas modernas e todos serão adaptados para o cinema.

O trailer de CINDERELA POP, que alcançou a marca de mais de 2 milhões de visualizações em pouco mais de 24h no seu lançamento, mostra uma trama envolvente e moderna, inspirada na clássica história de Cinderela. Aqui a princesa Cintia Dorella é representada como uma menina antenada, com opiniões próprias, decidida e que adora música!



Cintia tinha uma família perfeita e era uma menina totalmente romântica, até que flagra seu pai traindo sua mãe, o que a faz desacreditar do amor. E esse é o estopim para a vida de Cintia mudar e a princesa moderna vai em busca de seu sonho: tornar-se uma DJ de sucesso.

Com direção de Bruno Garotti (“Tudo por um Pop Star” e “Eu Fico Loko”) e roteiro de Marcelo Saback (“Loucas Pra Casar” e “S.O.S. Mulheres ao Mar”), o filme será protagonizado por Maisa, que representa a Cintia Dorella (DJ Cinderela), Filipe Bragança, intérprete do cantor Fredy Prince, Fernanda Paes Leme, que dá vida à Madrasta, Letícia Pedro e Kíria Malheiros, que representam as filhas gêmeas da Madrasta, Giovanna Grigio, que interpreta Belinha, a melhor amiga de Fred Prince, cuja amizade transcende a tela, pois Grigio e Bragança são melhores amigos na vida real, e grande elenco.

Com produção da Panorâmica, coprodução da Miravista e uma codistribuição da Galeria Distribuidora e Buena Vista International, o filme CINDERELA POP chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 28 de fevereiro.

 

FICHA TÉCNICA

CINDERELA POP

Produtora: Panorâmica

Coprodução: Miravista

Distribuição: Galeria Distribuidora e Buena Vista International

Diretor: Bruno Garotti

Roteiro: Marcelo Saback

 

Confira o trailer do filme:

 

Veja as fotos inéditas no final do post.

 

*Assessoria TZM Entretenimento

Foto destaque: Divulgação

 

Leia também: Favorito ao Oscar, Guerra Fria ganha exibição especial no cinema de JP

 

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No portal da Eternidade, filme sobre Van Gogh estreia em João Pessoa

Nesta semana, os cinemas de João Pessoa recebem mais filmes para somar ao catálogo! As estreias deste final de semana são o filme que fala sobre a vida de um dos maiores e mais injustiçados pintores: Van Gogh, em No Portal da Eternidade. Tem também a animação Uma aventura Lego 2 e o suspense Escape Room. Temos opções para agradar a todos! Confira abaixo a sinopse e o trailer de cada filme e faça sua escolha para este fim semana!

 

No Portal da Eternidade  

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Foto: Divulgação

O filme está indicado ao Oscar de melhor ator pela atuação de Willem Dafoe. O pintor impressionista Vincent Van Gogh, um dos mais memoráveis artistas plásticos existentes, durante muitos anos de sua curta vida, sofreu com grandes dificuldades para ter a aceitação e o reconhecimento da sua arte. O filme No Portal da Eternidade se passa na época em que o pintor foi morar no sul da França, a pedido de seu amigo Paul Gauguin, para adquirir mais inspirações e voltar a fazer o que mais amava. Tal período foi um dos mais contrastantes da vida dele. Ao mesmo tempo em que sua ida para Arles engrandeceu seu teor artístico, quando Van Gogh produziu mais de 200 obras, esse também foi um dos períodos mais deprimentes de sua vida. O filme mostra o famoso episódio de sua orelha cortada, as internações em manicômios, o relacionamento com seu amado irmão Theo e o constante repúdio da sociedade à sua pessoa e ao seu trabalho.

 

 



 

Uma Aventura Lego 2   

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Foto: Divulgação

A continuação da animação se passa cinco anos após os eventos do primeiro filme. Emmet precisa salvar seus amigos numa aventura intergaláctica, após a invasão de alienígenas. Para resgatá-los, ele terá a ajuda de Rex Perigoso, um cara que mora no espaço e resolve ajudá-lo não somente por causa dos amigos dele, mas também para transformá-lo numa pessoa mais durona.

 

 

Escape Room

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Foto: Divulgação    

1 milhão de dólares é o valor do prêmio para a pessoa que sobreviver ao Escape Room. O jogo consiste basicamente em seis pessoas aleatórias de diferentes contextos, que não se conhecem, participando de uma dinâmica letal, perigosa e cheia de armadilhas. Para conseguir chegar até o final, eles precisam desvendar as pistas que são colocadas no jogo.   

 

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: Divulgação

 

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Favorito ao Oscar, Guerra Fria ganha exibição especial no cinema de JP

Produzido pela Amazon por €3,4 milhões, Guerra Fria, que estreia nesta quinta-feira, dia 07, nos complexos Cinépolis Riomar Fortaleza, Cinépolis Manaíra Shopping, Cinépolis Bela Vista, e Cinépolis Guararapes, representa a Polônia na disputa do Oscar 2019 de Melhor Filme Estrangeiro, apesar de estar na lista negra do governo polonês.

Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Direção em Cannes 2018, e de 29 outras premiações, o longa é o sexto trabalho de Pawel Pawlikowski, consagrado por “Ida” (2015). Filho único, saiu da Polônia aos 14 anos para viver entre Inglaterra, Alemanha e Itália, formou-se em literatura e filosofia em Oxford e agora faz homenagem aos pais (Viktor e Zula) que viveram uma inacreditável história de amor no contexto da Guerra Fria (tensão política entre EUA e Rússia, de 1989 até 1991, com a queda do Muro de Berlim).

 

OSCAR-2019 – Indicações

Melhor Filme

Melhor Diretor

Melhor Fotografia



 

SINOPSE

Durante a Guerra Fria entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível.

 

Ficha técnica

GUERRA FRIA – Polônia-França-Reino Unido, 2018

Gênero: Drama, Romance

Duração: 89 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Direção: Pawel Pawlikowski

Roteiro: Pawel Pawlikowski, Janusz Glowacki

Elenco: Joanna Kulig, Tomasz Kot, Jeanne Balibar, Borys Szyc, Agata Kulesza, Cédric Khan, Adam Woronowicz, Aloïse Sauvage

Distribuição: Califórnia Filmes

 

Serviço:

JOÃO PESSOA

Cinema de Arte Cinépolis Manaíra Shopping – Sala 8

Av. Gov. Flávio Ribeiro Coutinho, 805 – Manaíra, João Pessoa – PB, 58037-900

De Segunda-feira a Sexta-feira –19h30

Sábados e Domingos – 14h

 

Confira abaixo o trailer do filme:

 

*TZM assessoria

Foto destaque: Divulgação

 

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