Pare tudo e veja o documentário Quanto Tempo o Tempo Tem, na Netflix

quanto tempo o tempo tem

Nesse mundo em que informações viajam em poucos segundos todo o globo, e até mesmo o dinheiro circula livremente entre os bancos, nós nos sentimos perdidos diante do tempo. É sobre essa angústia que vários especialistas falam no documentário Quanto Tempo o Tempo Tem. Nele, reflexões profundas, complexas, mas didáticas sobre aspectos que muitos de nós nem se deram conta.

Do ponto de vista do conteúdo, o documentário é ótimo. As reflexões vão desde a pré-história até os dias atuais e o que podemos esperar do futuro. A contagem do tempo é algo tão comum na nossa vida que nem nos damos conta de que ela não é natural. Foi algo totalmente criado pelo homem para organizar as suas atividades. Conforme o tempo passava, surgia a demanda de contar o tempo com mais precisão.

Começou com a fixação de grupos antes nômades em um só lugar e o início da agricultura, quando foi necessário contar o tempo de semeadura, amadurecimento e colheita. Já existiram muitos métodos de contagem. Até hoje o oriente preserva seus próprios métodos, apesar de acompanhar também o calendário ocidental para efeitos práticos. Antigamente, quando não havia tanto contato entre as pequenas comunidades, cada um vivia num tempo diferente. O que contava o tempo do agricultor eram as chuvas e estiagens, já para o mercador viajante, era a duração de suas viagens.



Hoje o tempo é simultâneo em qualquer lugar do mundo. Apesar de ser noite ou dia, é possível produzir a qualquer hora. E essa tal de produção influenciou muito a nossa visão do tempo. Você já sentiu que está perdendo tempo da sua vida porque ainda não produziu nada significativo? Já parou pra pensar no porquê de sentirmos essa obrigação?

São essas e muitas outras questões de que o documentário Quanto Tempo o Tempo Tem, da diretora Adriana L. Dutra e do co-diretor Walter Carvalho, trata. Entrevistando pesquisadores renomados ao redor do mundo, o resultado é uma verdadeira aula. Do ponto de vista cinematográfico, a estética e a sonoplastia são bastante previsíveis. Pessoas falando em frente a estantes de livros, intercalando com imagens aceleradas de carros em metrópoles ao som de uma música compassada, dando a sensação de ritmo. Por sorte, o assunto realmente vale a pena!

 

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Por Larissa Rodrigues: desenhista do @be.my.type, internacionalista e mestranda de Relações Internacionais da UEPB. Adora falar de política, espiritualidade e coisinhas que amenizam nossa experiência de vida: filmes, moda, viagens e comida!!!

 

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