“O Renascimento do Parto” e por quê a nossa vida realmente depende disso

O Renascimento do Parto

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cirurgia cesária é um recurso que só deve ser usado quando houver recomendação baseada em evidências científicas. Muitas cesárias são marcadas por conveniência médica e não porque é realmente necessário. O documentário O Renascimento do Parto quer mostrar que parir não é coisa do passado, é um processo fisiológico importante para a mãe e para o bebê. O que acontece hoje no Brasil é uma prática generalizada de cirurgias que roubam de mães e filhos os benefícios do parto natural e os expõe aos riscos cirúrgicos com base em mitos.

O filme reúne especialistas em obstetrícia que desbancam as crenças erradas sobre o parto natural. As mulheres ouvem desde crianças que o parto natural dói muito, que quase sempre é preciso fazer um corte (sem anestesia) para facilitar a saída do bebê… Cria-se uma imagem ruim do parto e uma sensação de incapacidade nas mulheres. Mas será possível que nós não temos capacidade de fazer algo tão natural? Ou será que o parto natural não é tão lucrativo para o negócio da saúde quanto a cesária?



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Michel Odent é um obstetra francês que explica no documentário a importância de todos os hormônios produzidos no parto. Ele os chama de “hormônios do amor”. Segundo seu estudo, a capacidade da criança de amar está relacionada com essas substâncias. O bebê não recebe os hormônios se a mãe não passou pelo trabalho de parto. Da mesma forma, eles também são fundamentais para a mãe. O que poucas pessoas se lembram é que quando nasce um bebê, nasce também uma mãe. Todo o processo do parto também serve para o corpo e a mente da mulher entenderem e construírem sua relação com o filho.

Apesar de ser um documentário bem “tradicional” do ponto de vista cinematográfico, com especialistas falando em frente a um cenário qualquer, o filme não é chato. Muito pelo contrário, é cheio de informações valiosíssimas. O primeiro filme da trilogia, de 2013, está disponível na Netflix e tem essa abordagem sobre os mitos em torno do parto natural. O segundo filme e o terceiro, lançados este ano, falam sobre violência obstétrica e sobre as políticas públicas que vêm dando certo mundo à fora.

Seja você homem ou mulher, grávida ou não, é um conteúdo muito importante de ser visto, porque diz respeito às vidas de mães e filhos que ainda vão nascer e dos que já estão aí. Se você tem interesse no assunto, eu indico fortemente o canal da doula Jéssica Scipioni, que explica de forma bem simples todo o processo do parto.

 

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Por Larissa Rodrigues: desenhista do @be.my.type, internacionalista e mestranda de Relações Internacionais da UEPB. Adora falar de política, espiritualidade e coisinhas que amenizam nossa experiência de vida: filmes, moda, viagens e comida!!!

 

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