Hannah Gadsby: Nanette é tudo o que você precisa ver na Netflix!

Hannah Gadsby: Nanette

Talvez você já tenha visto o nome Hannah Gadsby passando pela timeline de alguma rede social. Nas últimas semanas, a comediante australiana conquistou o mundo com o stand up Nanette, lançado pela Netflix.

Acontece que Hannah Gadsby: Nanette é muito mais do que um especial de comédia. Ele é algo entre drama, comédia, crítica e uma dúzia de verdades intragáveis jogadas na nossa cara em 1h09 de duração. Em suma, é tudo o que você precisa ver hoje!

Hannah é lésbica e cresceu na Tasmânia, Austrália, onde a homossexualidade era crime até 1997. Durante a apresentação, ela conta como foi difícil sair do armário em um ambiente tão preconceituoso e homofóbico. A princípio, ela faz piadas sobre sua condição de lésbica, mas aos poucos o tom do espetáculo muda para crítica a partir da revelação de que pretende largar comédia.



nanette

Como muitos comediantes, Gadsby fez carreira com o humor autodepreciativo, em que ela fazia piadas sobre a sua condição. Mas com o tempo, ela conta, aquilo se tornou pauta para discussões internas. Ao fazer humor em cima das situações que sofre no dia a dia, ela acredita ser uma forma de se humilhar e diminuir a sua vivência. Pois, como a própria humorista conta, as piadas nunca abordam os fins trágicos das situações de preconceito.

Com tiradas ácidas e muitas vezes emocionantes, Hannah esmiunça exemplos na história da arte de como as mulheres são vistas através dos tempos como papéis inferiores aos homens. Até Pablo Picasso entra na mira da humorista, que critica as celebridades que possuem voz e escolhem o caminho da misoginia e do preconceito.

Se Hannah Gadsby vai de fato largar a comédia logo agora que Nanette é um sucesso mundial, nós não sabemos. Mas o fato é que ela teve coragem de eternizar em piadas ácidas muitas verdades que pairam nas entrelinhas do nosso dia a dia, em tempos de feminismo e movimentos LGBT. Certamente uma aula de sociedade que todos nós, em especial os homens brancos heterossexuais (como ela mesma diz) precisamos ouvir!

 

*por Érica Rodrigues, jornalista formada pela UFPB que ama cinema, viagens, livros, filmes e escrever sobre o que mais ama!



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