Crítica: vale a pena assistir ao filme “O Mínimo para Viver”, da Netflix?

Érica Rodrigues

 

Recentemente entrou na Netflix o longa-metragem “O Mínimo para Viver” (To the Bone), estrelado pela atriz Lily Collins e Keanu Reeves. O filme, produzido pelo próprio serviço de streaming, retrata a jornada de uma garota no tratamento conta a anorexia.

Ellie (Lily Collins) já foi internada algumas vezes para se tratar de um transtorno alimentar sério, que a fez chegar a um peso muito abaixo do que é saudável. Apesar de ter um ambiente familiar bastante conturbado, já que mora com o pai ausente, a madrasta, com quem ela não se dá bem, e a irmã, todos concordam em tentar “pela última vez” interná-la aos cuidados de um médico com métodos pouco tradicionais para o tratamento da doença. A partir daí ela muda-se para uma casa de tratamento para pacientes com distúrbios alimentares e vai conviver com vários personagens com histórias e problemas diferentes.

No meu ponto de vista, o filme tem basicamente duas vertentes: ele pode ser educativo, para pessoas que não sabem nada sobre anorexia, mas também pode ser perigoso, pois em vários momentos pode servir como um manual “do que fazer” para quem está com um princípio da doença, ou tem alguma predisposição a isso.



Um dos pontos que contribuem para tornar a produção controversa é o fato da história de Ellie antes do transtorno não ser mencionada. Como ela chegou até aquele ponto? Como era sua vida antes? Em grande parte do filme ela parece muito segura de si e de que aquilo que está fazendo é o certo, mas é muito pouco explorado quem ela é além da anorexia. Ela tem amigos? O que ela faz quando não está fazendo exercícios loucamente ou brigando com a família por não comer? É citado na narrativa que ela desenha e alimentada uma conta no Tumblr com suas artes, mas esse assunto não é desenvolvido.

Outro ponto fraco do roteiro são os personagens que moram na casa de tratamento. Apesar de serem profundamente interessantes, como o caso da menina obesa que tem compulsão por comer manteiga de amendoim, elas não são nem um pouco explorados. Não sabemos praticamente nada sobre eles. O que os levou até ali? Eles têm família? Como chegaram até lá? São muitas questões que poderiam deixar o filme bem mais interessante, mas, como não são exploradas, acabam deixando a produção um pouco rasa.

Mas afinal, vale a pena assistir “O Mínimo para Viver”? Se você quer entender melhor como é a vila de uma pessoa com transtorno alimentar, vale. Mas é preciso tomar muito cuidado, pois não deixa de ser um filme pesado e que pode ser perigoso para quem se identifica com o tema ou está passando por um problema semelhante.

 

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Assista ao trailer:



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