Crítica: os barracos reais continuam na segunda temporada de The Crown

segunda temporada de the crown

Foi uma espera angustiante, desde o último episódio da primeira temporada. A série, roteirizada por Peter Morgan, e brilhantemente estrelada por Claire Foy, Matt Smith e Vanessa Kirby, entre outros astros, podia ter um sobrenome: luxo. Os cenários são suntuosos, com um cuidadoso trabalho da direção de arte na pesquisa dos objetos de cada época. Não deixa nenhum historiador nervoso por erros amadores como “ei, não existia aquele tipo de câmera naquela época!”. Pelo contrário, um dos meus prazeres, na série, é ver a silenciosa ação do tempo na moda, na decoração e no comportamento das pessoas.

A jovem rainha Elizabeth II, que era insegura e inexperiente na primeira temporada, continua. Mas com um pouco mais de firmeza na voz, depois de enfrentar grandes desafios políticos. Sua tarefa não é mesmo fácil: representar um ideal de família para o povo britânico, ser representante da Igreja Anglicana e reinar sob uma constituição. A monarquia, apesar de amada no Reino Unido, já passou por várias crises. Todas elas aconteceram porque essas funções citadas são impossíveis para pessoas normais.

Todos os casamentos têm problemas, todas as famílias têm parentes inconvenientes, que preferíamos varrer para debaixo do tapete. Mas para a família real, uma traição no casamento vira assunto de interesse nacional. Com o avanço das comunicações, fica mais difícil passar a imagem de família perfeita, porque os barracos reais são televisionados. A princesa Margareth está ainda mais inflamada do que na primeira temporada, por exemplo. Sua vida de excessos é um dos focos desta season. O casamento de Philip e Elizabeth também rende entraves, além dos desafios políticos que a rainha têm que enfrentar.




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Os inimigos do reino na segunda temporada são os mesmos dos monarcas que precederam Elizabeth II: escândalos sexuais, escândalos políticos e escândalos financeiros. A série foi perfeita ao mostrar com alto grau de verossimilhança os fatos históricos. Com grandes atores no núcleo central, a atuação é irretocável, exceto por um ou dois personagens coadjuvantes, como o reverendo Billy Grahan (Paul Sparks). Sua atuação deixa a desejar, principalmente na cena em que ele aconselha Elizabeth.

É claro que muito do que aconteceu de verdade não passa na série e muito do que passa na série não aconteceu de verdade. Esse sempre será o encanto e o desgosto de uma obra biográfica. Mas as belas paisagens, os belos cenários e os escândalos reais sempre serão uma receita perfeita para vender conteúdo midiático. Vide a vida e a morte de Lady Di.




Por Larissa Rodrigues: desenhista do @be.my.type, internacionalista e mestranda de Relações Internacionais da UEPB. Adora falar de política, espiritualidade e coisinhas que amenizam nossa experiência de vida: filmes, moda, viagens e comida!!!

 

 

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