Campus Festival confirma novas atrações

O Campus Festival, evento que reúne palestras, oficinas, mentorias e apresentações musicais, confirma mais duas atrações que irão integrar a sua agenda de shows. Eric Land e Tay Girl marcam presença na Arena Campus Open Air, localizada no estacionamento da Uniesp, no dia 10 de outubro, com um repertório de muito forró para animar o público.



Além deles, o cantor Nando Reis fará a abertura dos shows, no dia 3 de outubro. A programação do Campus Festival 2020 terá ainda no dia 11 de outubro (véspera do Dia das Crianças) a apresentação de Mundo Bita e no dia 31 de outubro é a vez da música eletrônica, com os DJ’s Bhaskar, Mojjo e Zuffo.



Este ano, os shows do Campus Festival acontecerão em formato diferente e para garantir a segurança de todos – público, artistas e trabalhadores da organização – os realizadores do evento criaram uma solução de show drive-out, onde o público entra na arena de shows com o seu veículo. Cada carro terá a sua área privativa de 4m² com distanciamento demarcado, para que os ocupantes possam sair e curtir a experiência do show com segurança. Serão permitidas até cinco pessoas por carro e todo acesso à Arena Campus Open Air será́ validado via aplicativo.

No local, só será permitida a entrada com o uso de máscaras e após a verificação de temperatura (37,2º máxima permitida). Totens com álcool em gel serão distribuídos por toda a área da arena.



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Cat Dealers libera primeiro episódio da websérie “Dealing With Cats”

Fenômenos da música eletrônica, Lugui e Pedrão, do Cat Dealers, lançou o primeiro episódio de “Dealing With Cats”. A websérie vai ser transmitida no YouTube da dupla e mostrará um pouco mais sobre a rotina dos irmãos cariocas, viagens, shows, backstage, incluindo diversos depoimentos da equipe.



O primeiro episódio fala sobre dois momentos marcantes para o duo em 2020: o rebranding, que aconteceu logo no início do ano, responsável pela reformulação da marca, e a readaptação dos planos em decorrência da pandemia causada pela Covid-19.

Em 2020, Cat Dealers tinha estreia marcada no mainstage do maior festival de música eletrônica do planeta, o Tomorrowland Bélgica, no Lollapalooza Brasil e fariam uma turnê pela América do Norte, dando continuidade à internacionalização do projeto.



A primeira parte de “Dealing With Cats” mostra, portanto, como foi o processo de reformulação dos planos e adaptação a essa nova realidade, com depoimentos de Lugui e do Pedrão, além de outros importantes membros do time, como Mario Sergio Albuquerque (Manager) e Mary Frasso (Marketing Manager).



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Cat Dealers lança remix oficial de “Carry On”

O duo eletrônico Cat Dealers lança hoje, 11 de setembro, o remix de “Carry On”, música do DJ e produtor dinamarquês Martin Jensen em parceria com o duo suíço MOLOW. Ouça aqui.



Disponibilizada originalmente em março de 2020, “Carry On” conta com mais de 9,6 milhões de streams no Spotify e 638 mil visualizações no YouTube. A track foi escolhida para ser o terceiro remix oficial consecutivo que o Cat Dealers lança em pouco mais de um mês. Em 7 de agosto, saiu “Cold Feet”, do duo canadense Loud Luxury, seguido de “Who’s Laughing Now”, no dia 12, um dos singles mais recentes da cantora Ava Max.

Sobre “Carry On”, a dupla afirma estar empolgada: “Tivemos a oportunidade de tocar [Carry On] em alguns dos shows drive-in que fizemos durante esse período de quarentena, então pudemos dividi-la com o público e ver a reação antes da música sair. Tocar uma track nova em shows sempre foi uma etapa muito importante antes de seu lançamento. Não termos esse feedback ao vivo dos fãs era algo que estávamos sentindo muita falta. É animal como artista ter esse apoio, ver que estão curtindo o trabalho que você está fazendo, isso nos incentiva a produzir ainda mais.”



Tantas produções e novidades são frutos do período de quarentena do duo, que vem se dedicando às atividades de estúdio como nunca. Para completar, Cat Dealers está novamente concorrendo ao Top 100 DJ Mag, que busca ranquear os melhores DJs do mundo. No ano passado, os cariocas foram eleitos no #46 lugar.



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Galinha Pintadinha cantando Magal faz parte de campanha do Spotify

A Galinha Pintadinha está causando. Nesta semana, ela surpreendeu a todos ao inovar seu repertório e ter um clipe seu cantando, nada mais nada menos, que um grande sucesso já interpretado por Sidney Magal: Meu Sangue Ferve Por Você. Além do espanto, o vídeo não só deu o que falar, como também cativou o público, sendo postado e compartilhado por influenciadores digitais como Sou Eu Na Vida, Rafael Cunha e o próprio Sidney Magal , que compartilhou a publicação em sua conta oficial.

O vídeoclipe da música Meu Sangue Ferve Por Você está disponível no canal da Galinha Pintadinha no YouTube, e a canção você encontra no Spotify



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Trio de trip hop Rieg lança EP de Remixes nesta sexta (12)

A banda Rieg, que lançou o álbum visual 12:00 em 2018, agora anuncia o lançamento de seu primeiro EP de Remixes Once More Vol.1, marcado para o dia 12 de abril (sexta) nas principais plataformas digitais de distribuição de música. O lançamento já está programado no canal oficial de Youtube da banda e o público pode ativar um lembrete para ser notificado na hora da estreia e participar de uma transmissão ao vivo com o grupo. Veja aqui.

A banda de múltiplas nacionalidades Rieg foi formada em 2010 entre dias de sol ardente pelo norte-americano e alemão Rieg R (voz/sampler/synth) e os brasileiros Daniel Jesi (baixo) e Nildo Gonzalez (bateria). O grupo já se apresentou em importantes festivais brasileiros e sua discografia conta com 5 EPs e 1 álbum conceitual, que trazem sonoridades, conceitos e visual retrofuturistas calcados no trip-hop e no pop experimental, apostando numa vibe oitentista das TVs analógicas e todo o clima lo-fi que abraça essa linguagem. A Rieg lançou em 2018 o enigmático álbum audiovisual “12:00” com exclusividade pela Rolling Stone Brasil veja aqui.

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Capa do EP Once More Vol.1

O grupo, que apresenta muitos elementos eletrônicos em seu som, vê as Remixes como mais uma forma de interagir com outros artistas, que podem reinterpretar ou dar novos sentidos às músicas. Segundo o vocalista Rieg “Ao longo desses anos de banda, algumas pessoas fizeram isso bem espontaneamente e queríamos juntar todos que já rolaram. Acho que este CD Remix é também um ótimo desfecho do disco 12:00 e a época que representa.”



Entre os artistas que remixaram as músicas da Rieg, pode-se destacar o rapper norte-americano Alienate, que canta em cima da base da música Gorgon e o DJ Riffs, de Salvador, reinterpretando a faixa Virgin. Também estão presentes no EP, o paraibano Bidu, que já atuou como VJ no show de lançamento do disco 12:00, com a faixa Love Revolution, o duo eletrônico D_M_G, projeto paralelo de dois dos integrantes da banda, com as faixas Virgin e Terrible Inc e o projeto Falange do músico Alberto Araújo com uma bônus track da música Runaway, em memória póstuma.

 

Ouça Rieg na sua plataforma preferida:

Spotify

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*Toroh Música & Cultura assessoria 

Foto destaque: Rafael Passos

 

Leia mais: Assista agora “Abril” novo videoclipe da banda-fôrra

 

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Assista agora “Abril” novo videoclipe da banda-fôrra

A banda-fôrra vem se mostrando uma das grandes revelações da música paraibana desde o lançamento do álbum “Trilha” em 2018. Desde então lançaram uma série de lyric videos para cada uma das oito músicas do disco, um DVD ao vivo e o videoclipe de “Apego”, realizaram uma turnê pelo sudeste participando de importantes festivais. Agora, apresentam ao público seu novo videoclipe “Abril”, com participação de Arthur Vieira, já disponível no canal oficial de Youtube da banda.

A banda-fôrra apresenta um hibridismo musical e uma personalidade única, rompendo com rótulos e estereótipos geográficos, ao passo que promove o diálogo de sonoridades estrangeiras com a essência da música brasileira em pé de igualdade. Um processo místico e antropofágico de elementos da cultura nordestina e da universalidade do rock e da música pop. Formado por Ernani Sá, Gustavo Limeira, Matteo Ciacchi, Hugo Limeira e Lucas Benjamin, o grupo lançou um EP homônimo em 2015 que rendeu a indicação de “Radiohead Tropical” pelo jornalista Lúcio Ribeiro do site Popload.

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Foto: Marcelo Rodrigues/Arthur Vieira está na faixa do disco e no clipe.



Em Trilha, disco de estreia lançado em Janeiro de 2018, a banda-fôrra trouxe uma obra de quem é livre para cantar e dançar, com uma sonoridade na qual “os excessos são retirados e a essência, priorizada”, como aponta o site Monkeybuzz.A realização do videoclipe ficou sob o comando do coletivo audiovisual paulista Moviola Mídia Livre, mais precisamente através das sócias Ana Moraes, Bruna Freitas e Olívia Franco, responsáveis por todo o processo: roteiro, cenografia, direção geral, de cena, de fotografia, de produção e edição/finalização.

 

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*Toroh Música & Cultura assessoria

Foto destaque: Dani L.

 

Leia também: Conheça a Banda-Fôrra, os paraibanos que vão do “Índio Rock” à MPB

 

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David Bowie: o artista excêntrico que mudou a indústria fonográfica com sua atitude

Hoje é aniversário de uma das figuras mais imponentes e importantes para o cenário da música. David Bowie se estivesse vivo estaria completando 72 anos, mas infelizmente ele nos deixou em 2016 aos 69 anos, dois dias antes de lançar o seu último e póstumo álbum Blackstar. Neste post faremos uma homenagem à grandiosa contribuição que David fez ao longo de sua carreira ao expressar diferentes personas ao mundo, inspirando milhares de jovens a não temerem de expressar o lado mais esquisito e incomum perante a sociedade. Com um valor artístico visto como exemplo para todas as áreas devido às inovações estilísticas derivadas de sua genialidade e rebeldia tanto sonora como a visual e predominante na cultura atual, é inegável a relevância de todo o seu histórico musical.

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Foto: divulgação

David Bowie começou a ser notado amplamente pela mídia com a música Space Oddity, narrando a história de Major Tom, um astronauta solitário que está de partida numa viagem até a lua. Naquela época foi bastante comentado o que a canção transmitia, já que o mundo presenciava o auge da corrida espacial entre os Estados Unidos e União Soviética e foram pegos de surpresa ao escutarem uma música que não enaltecia nenhuma potência bélica, mas sim colocava em destaque o papel do homem neste contexto. Com o disco The Man Who Sold The World e a icônica capa em que ele está com seus cabelos compridos, usando um vestido de seda e levemente deitado em um sofá, ele nos apresenta logo de início a imagem que todos teriam sobre a sua estética e o poder da quebra de paradigmas através de sua atitude.



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Foto: divulgação

Porém a grande notoriedade veio a partir da criação do alter ego Ziggy Stardust, sob o qual lançou o álbum The Rise and Fall Of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, que inclui os sucesso Ziggy Stardust, Starman, Five Years e Moonage Daydream que potencializava a selvageria em suas apresentações e a proporção da imagem que as pessoas adquiriam era algo totalmente ímpar. As inúmeras personalidades por ele representadas foram protótipos para a versatilidade em incorporar diferentes perspectivas sob o olhar do personagem incorporada. A exemplos tem-se também o Aladdin Sane com a emblemática imagem do disco que até hoje é reconhecida pela sua simbologia. O Thin White Duke foi o último mas o mais controverso e polêmico de todos, com o visual totalmente diferente, muito mais galanteador, polido e com associações nazistas, que por ele foram negadas, com o disco Station To Station exemplificam seu lado camaleão.

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Foto: divulgação



Seu legado para a música contemporânea pode ser visto e ouvido através da discografia intensa e magistral que ele criou. Todas as influências e ideias adotadas modificaram como se configuram uma obra de arte, em todos os discos pode-se notar a flexibilidade de gêneros, arranjos e personas. A relevância adquirida em sua arte transparece hoje como interferência para outros artistas que puderam observar através de Young Americans, Ashes to Ashes, Hunky Dory, Diamond Dogs, Scary Monsters a magnitude estabelecida em seu poderio artístico e é inegável a sua colaboração para o futuro da música que foi estabelecida com suas ideias visionárias.  

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: divulgação

 

Leia também: The Dark Side Of The Moon: O álbum sensorial da banda Pink Floyd

 

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Conheça a Banda-Fôrra, os paraibanos que vão do “Índio Rock” à MPB

Surgida a partir da inquietação de se estar no palco, a Banda-Fôrra é formada por Guga Limeira nos vocais, Matteo Ciacci no Baixo, Ernani Sá na guitarra, Lucas Benjamin na bateria e Hugo Limeira na guitarra. O grupo iniciou uma trajetória muito parecida com a outras bandas clássicas que começaram a se formar: a partir de um sonho adolescente de ensino médio que despertou nos então integrantes do grupo o desejo de transmitir algo pelo viés da arte, mesmo que precocemente.

O prelúdio de iniciação artística da banda se deu a partir de um projeto na cidade de João Pessoa em que cantavam músicas de Caetano Veloso, nos dando um vislumbre da orientação musical que viriam a seguir. A evolução de se tornarem performáticos se deu através da prática dos shows iniciais e do conhecimento cultural adquirido, que era transmitido quase que naturalmente, mesmo não tendo à época um trabalho autoral para ser apresentado ao público.

Porém, em 2014 houve maiores investimentos para a criação de um repertório feito a partir de produções próprias. Então, de forma independente, em um estúdio no Centro Histórico da cidade, fez-se florescer a montagem dos primeiros shows e das músicas do primeiro EP.

Na entrevista que fizemos com o vocalista, perguntamos sobre o significado do nome da banda, e sua resposta é quase que didática ao explicar a singularidade da definição. “ Trata-se de um verbete do português arcaico que servia para designar filhos de escravas com pais brancos. O significado da palavra Banda é para designar metade e Fôrra vem de alforria. Eram pessoas que nasciam com status legal de ‘meio livre’, literalmente. Alguns tinham que trabalhar para comprar a outra metade do seu corpo que não lhe pertencia”, afirmou.

É perceptível a necessidade de mostrar o quão forte é a conexão com a história sociocultural brasileira e que através desta inspiração conseguem expressar com veracidade sonora o que está vinculado à essência poética do grupo. Isso acaba refletindo metaforicamente as diferentes vertentes dos integrantes com as mais variadas influências e bagagens musicais.

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A multipluralidade é o que sustenta e reflete as influências artísticas da banda, que não vêm somente da música, mas também da literatura e poesia que servem de inspiração no processo criativo. Outro modelo do mundo da arte que guia as diretrizes do grupo em um panorama geral é o movimento musical brasileiro da década de 70, o Tropicalismo, que juntou das mais variadas estéticas numa manifestação cultural do pop nacional.  No âmbito internacional, figuram influências como a clássica banda The Beatles, e também as músicas experimentais internacionais como o Tame Impala. Guga Limeira salienta que os artistas locais, chamados carinhosamente por ele de “guerreiros da canção”, também estão entre as sonoridades que geram influência ao material produzido pela Banda-fôrra.

Quando questionado sobre qual seria a identificação sonora e visual da banda, de forma sucinta esclareceu que não há nenhuma atribuição, não há enquadramentos, são como uma tela em branco que absorve todas as cores que lhes são lançadas. Quando autodefinem sua estética e sonoridade, eles apropriam-se do termo “Índio Rock”, trocadilho usado para engrandecer a imagem versátil e independente sonoramente, mas com total apego às origens da brasilidade em sua representação.

O grupo já chegou a ser chamado de “a Radiohead brasileira” pelo jornalista Lúcio Ribeiro, do site Popload, mas quando tocamos no assunto a resposta vem carregada de simplicidade. A modéstia colocada por eles frente à comparação com o estilo musical da banda norte americana Radiohead denuncia a humildade do grupo. Porém, tal associação tão honrosa acrescenta mais uma característica às diversas facetas da banda.



Quando indagado sobre a indústria local, o vocalista ressaltou que “apesar de ser uma cidade pequena, João Pessoa tem público para tudo”, desmistificando a visão unilateral dos gêneros musicais presentes na capital. O forró é característico daqui e muito consumido, entretanto a pluralidade musical presente na cidade acaba agregando as diversas tribos existentes, anulando a contraposição dos estilos da banda e do forró.

Sobre o álbum autoral, Guga Limeira comenta: “ Trilha foi um disco de parto longo, difícil, diferente do nosso EP de 2015”. O trabalho autoral traz no nome algo que remete ao longo percurso que obtiveram na preparação da obra e de todos os processos envolvidos nele. Ele é descrito como um repertório solar, característica que resume bem a linguagem a ser expressada.

Com um clipe da música do disco lançado este ano, ‘Apego’ é a exemplificação da marca do grupo, que de uma maneira conceitual transmite uma visão singular sobre os sentimentos e as pessoas, destrinchando a complexidade comum entre os indivíduos, colocando-as de forma poética.

 

Confira o clipe da música Apego:

 

A banda também possui um projeto no bar Recanto da Cevada, que está em sua segunda temporada. A ideia consiste na participação de músicos com grande renome no cenário atual independente da música paraibana, como a banda Os Fulanos, a cantora Nathalia Bellar, Chico Limeira, Seu Pereira, dentre outros. Com apresentações intimistas, eles tocam o repertório do convidado com uma roupagem mais limpa, mais agregadora.

Conheça mais trabalho a banda-fôrra nas redes socias: INSTAGRAM YOUTUBEFACEBOOK

 

Escute o disco deles disponível no Spotify e no Youtube:



*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Fotos: Dani L.

 

Leia também: Conheça Os Eloquentes, a banda paraibana fluente em múltiplos ritmo

 

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The Dark Side Of The Moon: O álbum sensorial da banda Pink Floyd

A banda que surgiu em 1965 e provocou uma reviravolta musical ao lançar seu álbum experimental, filosófico e psicodélico The Dark Side Of The Moon, em 1973, mostrou sua vertente questionadora sobre a realidade e o propósito existencial humano. O grupo revolucionário psicodélico agrupou um total de 10 músicas que segue uma narrativa específica e por isso não deve ser escutada de forma aleatória, respeitando sua estrutura quase que cinematográfica, que nos dá um vislumbre sobre os questionamentos existenciais do homem, desde política, tempo, ambição, alienamento, sociedade e solidão. O grupo Pink Floyd era formado por Roger Waters, David Gilmour, Syd Barrett, Richard Wright e Nick Mason, que foram os principais em impulsionar divagações para o público hipster do auge da década de 1970.

O principal conceito da banda para a elaboração do projeto deve-se a alguns fatores, mas o principal dele é o ex-integrante do grupo Syd Barrett, que saiu do Pink Floyd por causa de seus problemas com a saúde mental, que se agravaram devido ao excesso do uso de drogas. Sua significativa contribuição artística para a banda foi revertida como uma homenagem dos outros integrantes para sua arte, que inquestionavelmente tem sua essência nos alicerces da banda. Procurando atribuir um valor pessoal e subjetivo para a obra, os músicos desenvolveram visionariamente de modo erudito e ao mesmo tempo acessível à compreensão para os fãs. Produzido no clássico estúdio inglês Abbey Road, seu sucesso foi imediato chegando ao topo da Billboard 200, nos Estados Unidos, e sendo considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos pela crítica especializada que reconhece a relevância sonora para o mundo da música.

Nós somos introduzidos ao álbum com a música prelúdio ‘Speak to Me’, que nos apresenta uma pequena mostra sobre os elementos do disco com duração de 1 minuto. De maneira contínua passa para a faixa seguinte, ‘Breath (in the air)’, trazendo arranjos experimentais numa letra que fala sobre a solidão, o desapego emocional, a brevidade da vida, com seus momentos de auge e decadência, e a busca interminável por êxito. Sem pausas a próxima faixa ‘ On the Run ‘ segue adiante na continuidade com instrumentos ou técnicas inéditas até então, mostrando sua singularidade musical. A quarta música ‘ Time ‘ nos bombardeia com inúmeros relógios tocando, a relatividade do temporal e as várias perspectivas de como o tempo afeta cada um e como estamos gastando ele, como estamos matando o tempo e a sua rapidez passa despercebida. As horas deslizam sob seus dedos, lembrando muito a inconsistência do tempo da obra surrealista de Salvador Dalí. Você foi colocado involuntariamente numa corrida tentando vencê-lo, mas o final parece inevitável.


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Foto: divulgação

“E eu não tenho medo de morrer, qualquer hora pode acontecer, sei lá.  Por que eu deveria ter medo de morrer? Não há razão para isso, um dia você vai. Eu nunca disse que tinha medo de morrer”, toca ‘The Great Gig In The Sky‘, antes intitulada The Mortality sequence. O grande espetáculo no céu questiona os mistérios celestiais que todos já se perguntam, mas não se tem respostas concretas e totalmente verdadeiras. Temos essa introdução do vocal de Clare Torry “ lamentando”, o vocal desesperador da cantora exemplifica seu horror perante a morte que contrapõe a fala do áudio no início da música. Com ‘Money’ vemos a mais ácida do disco, com críticas ao status quo da sociedade de consumo, o exagero, a satisfação do ato da compra, o exibicionismo, a estabilidade social que o dinheiro pode lhe oferecer e assim como a instabilidade mental. Com mensagem direta sem muitas aberturas para outras interpretações, deixando claro o ponto crucial abordado pela banda.

Em ‘Us and Them’ temos mais uma vez o homem como personagem principal dos sofrimentos de se viver em grupo, da necessidade de se ter união. Somente homens comuns que estão em busca da realização. ‘Any Color You Like’ sucede com a parte instrumental com Dick Perry no saxofone e um coral pequeno de apoio. Logo após entra ‘Brain Damage’, que de forma lunática nos diz “tem alguém na minha cabeça, mas não sou eu “, iniciando a narrativa com a loucura que está em toda parte, fazendo relação ao Syd Barrett e seus problemas mentais. Concluindo a trajetória do enredo, a música ‘eclipse’ traz o desfecho perfeito para a história, resumindo todos os aspectos levantados ao longo da obra. Pink Floyd traz todos os mártires e hipóteses que fazemos ao pensarmos sobre as diretrizes da vida e todas as influências que temos ao longo dela. Com aspectos dignos de um roteiro de um filme de ficção cientifica, a banda sintetiza poeticamente as interrogações e as consequências do ser pensante.

Já ouviu o álbum? aproveita e segue nosso perfil no Spotify  

 

*Isabelle Vasconcelos/estagiária sob supervisão

Foto destaque: divulgação

 

Leia também: DiscoEgypt Station traz um Paul Mccartney experimentalista

 

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Conheça Os Eloquentes, a banda paraibana fluente em múltiplos ritmos

Imagine uma banda que usa o poder da eloquência para ampliar seu público através da mistura de vários gêneros musicais, como o Pop Rock, Jazz, Reggae, Groove Soul e MPB. Pois bem, estes são Os Eloquentes, banda que nasceu sob as ondas da praia de Pipa-RN, há quatro anos, e tem como mantra passar boas energias através da música. O grupo é composto por Cíntia, que é cantora e produtora, Bira Magalhães, também cantor e multi-instrumentista da banda, assim como Felipe Francis, produtor e violonista do grupo há três anos. A cantora faz questão de ressaltar a importância de Francis no processo de desenvolvimento do projeto.

Quando perguntada sobre o estilo e influência musical, Cíntia foi enfática em mencionar que o reggae é base e sustentação da banda. “ A gente sempre achou que o reggae é um estilo que influencia os outros estilos”, diz. Eles têm como princípio fazer com muita eloquência a desmistificação do gênero, dando uma identidade nova para aquilo que acreditam que seja um reggae pop. Ela ainda complementa dizendo que “ quem estuda e trabalha com o reggae sabe que as células que o movem são células base de todas as outras músicas”.



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Cíntia é vocalista,produtora e líder da banda

A origem do nome Os Eloquentes vem a partir da ideia de aderir características díspares no ramo musical e colocar diversos estilos de acordo com a roupagem da banda sem eliminar outros. É comum o grupo fazer alguns covers de artistas variados como Adele, Katy Perry, Nina Simone, Raul Seixas, O Rappa, Lenine, Tim Maia dentre outros, que nos dão essa exemplificação de agregar música boa e os expressar da melhor forma. “Nós não podemos jamais nos fechar a um estilo de música, ou a algo que nos prenda. Podemos trabalhar com isso e utilizar a nossa identidade e muita eloquência ”, explica Cíntia. Além disso, eles fazem covers da Amy Winehouse, grande inspiração da banda, que são tocados em todos os shows. A banda explica que a cantora do jazz contemporâneo fez com que eles percebessem a relevância visual e o registro vocal para que o público os reconheçam.

Sobre o mercado musical pessoense, as observações são enfáticas. “O mercado está efervescente”, destacou a cantora, demonstrando orgulho do estado. Ela complementa dizendo que se tem muita diversidade, vários artistas de qualidade, porém a entrada no ramo da música não é fácil. Por ser uma mulher tomando a frente da parte burocrática/administrativa da banda, ela obteve muita dificuldade em ser ouvida no mercado patriarcal. Muitas vezes encontrou impasses para fazer apresentações nas casas de shows da capital, onde há uma recusa em aceitar novas bandas.

A oportunidade surgiu quando eles conseguiram mostrar seu trabalho e proposta em um bar local. Por sorte, da plateia veio a solução para os problemas. Um dos ouvintes do show gostou do trabalho e os apresentou ao produtor Gulian Cabral, que já trabalhou com nomes como Djavan e Lenine, e desde então assina as produções d’Os Eloquentes. A partir disso conseguiram ter o reconhecimento de outros lugares e um maior respeito e confiança no meio, realizando uma média de oito a dez shows por mês.



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A banda tem uma música autoral já disponível nas plataformas digitais chamada ‘Acredito’, que reflete a imagem que o grupo passa de persistência e resiliência.  Com um cunho pessoal, de forma poética a canção transmite o começo difícil da banda e passa uma mensagem positiva sobre acreditar no seu potencial e principalmente em si mesmo.

 

 

Através da nova música autoral ‘The Answer’, que será lançada em breve na Internet, conseguiram uma oportunidade de gravar um videoclipe em Nova Iorque. Para isso estão realizando uma vaquinha online que arrecadará fundos para a realização do projeto. Quem tiver interesse, pode contribuir clicando aqui.

Apesar da função multitarefa no grupo, Cíntia explica que a fusão dos projetos pessoais e profissionais não atrapalham o andamento de nada. Ela é casada com Bira Magalhães, vocalista e multi-instrumentista do grupo, e conta que o apoio e suporte de ambos favorece o bom funcionamento rítmico dos dois. “Há uma abertura para falar de tudo, sempre centralizando o foco no bem-estar espiritual de todos”, conclui.

*Isabelle Vasconcelos/ estagiária sob supervisão

Fotos: acervo da banda

 

 

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“…Just look inside yourself and you’ll find your way, Coz you are the answer….” {Olhe dentro de você, você é o caminho, você é a resposta} Autoral: The ANSWER #oseloquentes #singersongwriter #lifestyle #palco105 @radiotabajara

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