3 links: Harry Potter e o amadurecimento, crianças transgênero e personagens gays na Disney

Érica Rodrigues

 

Sempre leio muita coisa na internet, sobre diversos assuntos, todos os dias. Semana passada três links me chamaram muita atenção e resolvi dividir com vocês aqui.

 

 

1.Como a saga de Harry Potter representa as dores do amadurecimento (Revista Mundo Estranho)

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Imagem: reprodução revista Mundo Estranho/ João Lauro Fonte

Sou a maior fã da revista Mundo Estranho porque amo ler curiosidades sobre tudo quanto é assunto. Também sou super fã da saga Harry Potter, e esse link me chamou atenção por trazer um novo olhar que eu ainda não tinha percebido para a história. É interessante repensar os livros com base nessa explicação de que a jornada em Hogwarts representa as dores do amadurecimento. Deu até vontade de reler tudo! Leia o artigo aqui.

 

 

2.Opinião: Por que os personagens gays da Disney incomodam, mas não precisariam incomodar (Adoro Cinema)

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Imagem: reprodução/ Adoro Cinema

Depois de toda a treta com o beijo gay no desenho da Disney, surgiu uma nova polêmica com o personagem homossexual no novo filme da Bela e a Fera. Vi bastante coisa sobre o assunto na minha timeline (algumas opiniões bem idiotas mesmo) e esse artigo do Adoro Cinema foi uma visão muito lúcida sobre o assunto. Vale a pena a leitura! Veja o artigo aqui.

 

 

3.Quem Sou Eu?: conheça crianças transgênero na estreia da nova série (Fantástico)

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Imagem: Reprodução/TV Globo

Por último, mas não menos importante, eu preciso tirar o chapéu pra Globo pela nova série do Fantástico sobre pessoas transgênero. A série de reportagens estreou ontem e abordou histórias de crianças que se descobrem transgênero e como os pais lidam com a situação. Achei muito delicada e bem-feita a abordagem da matéria, que com certeza devia ser assistida por todo mundo. Assista à reportagem aqui.

 

Espero que vocês tenham gostado de dividir esses links comigo! <3

O louco genial: Nietzsche e Carol

Gil Campos

 

Quando Carol descobriu que juntando algumas letrinhas se formava uma palavra, ela passou a frequentar a minha prateleira de livro, onde passava longos minutos, de pé, olhando fixamente para os livros perfilados e observando seus títulos. Ora a cabeça pendia para um lado e outro, ora dava centímetros passos laterais. Claro que na altura que sua visão permitia. Mas havia um ponto naquela prateleira que ela fixava continuamente, franzia a testa e balbuciava algo que eu não compreendia. Também confesso que nunca tive a curiosidade de perguntar algo, ao menos para ajudá-la.

Os anos se passaram e Carol se tornou uma leitora voraz. E, diante da mesma biblioteca, dias atrás, ela fez um comentário: “papai, quando era criança, eu adorava ler os títulos dos seus livros, mas tinha um que eu não conseguia pronunciar. Era aquele…”, e me apontou a obra Nietzsche – Biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 1ª edição, setembro de 2001, 363 páginas), do escritor Rüdiger Safranski.

Uma década depois é que descobri que aquela apaixonada pela literatura, por Raulzito e pelos os Beatles, ficava tentando juntar as letrinhas para pronunciar a palavra Nietzsche. E esta semana, passei a reler a biografia deste gênio louco nascido na Prússia, em 15 de outubro de 1844, e que terminou seus dias numa camisa de força, “até que seu cérebro se apagou, e ele morreu apático, no dia 25 de agosto de 1900”.

Nietzsche foi um homem único na sua época. Dizia que queria tornar-se autor da sua própria vida, através de seu pensamento. No dia 29 de julho de 1888, ele escreveu a um amigo: “Absolutamente não é preciso, nem ao menos desejado, tomar partido em meu favor: ao contrário, uma dose de curiosidade, como diante de uma excrescência estranha, com uma resistência irônica, me pareceria uma postura incomparavelmente mais inteligente”.

Amado com a mesma intensidade com que era odiado, este magnífico filósofo deixou uma riqueza para muitas gerações: seu modo de pensar. Aliás, seu pensamento é existencial porque se trata da conformação de sua própria vida. É também experimental, já que “põe à prova todo conhecimento e tradição moral”. Ele foi muito mais que isso: foi provocador.

Conhecer a vida de Nietzsche (e uma das oportunidades para isso está na obra de Rüdiger Safranski) é conhecer a mediocridade que invadiu e procriou na sociedade humana até os dias de hoje.  Ele era uma usina de produção de interpretações. O próprio autor diz que “com o pensamento de Nietzsche não chegamos a parte alguma, não há resultante, não há resultado. Nele existe apenas a vontade da interminável aventura do pensar”, e essa vontade brilhou nos seus olhos até o último suspiro.

O amigo August Homeffer o visitou, já doente e totalmente enlouquecido, e constatou esse fascínio. “(…) os minutos em que estivemos em sua presença são das mais preciosas recordações de nossa vida (…) Apesar de ter os olhos baços e as feições abatidas, apesar do pobre estar deitado ali com os membros torcidos, mais desamparado do que uma criança, a sua personalidade emanava um fascínio, e revelava-se uma majestade em sua figura que nunca mais senti em nenhuma pessoa”.

E, com certeza, quem conhecer a obra deste gênio, também não será a mesma pessoa.

Artigo: “Um poeta é puto”

Gil Campos

 

Não lembro em qual ocasião nos encontramos pela última vez. Só tenho a certeza que esse encontro aconteceu em João Pessoa, capital paraibana, no dia 28 de outubro de 1993 quando,  por ele, fui presenteado com um vinil com a seguinte dedicatória: “Com um grande abraço do companheiro da arte e imprensa”. Passaram-se mais de 23 anos até que, nesta Terça de Carnaval, apreciando uma cerveja e lendo um livro sobre a ditadura militar, inexplicavelmente, me veio à mente o amigo e o presente. Foi algo como um estalo, ou insight como queiram.

Numa padaria, a dois quarteirões de casa, não esperei terminar a bebida, que até então estava por demais prazerosa, e retornei a passos largos entre pernas curtas para procurar o vinil. Tinha certeza que o tinha, mas não sabia onde se encontrava. E, literalmente, desmontei o escritório onde guardo meu passado.

Eis que, depois de horas, estava em minhas mãos com a obra SPP – Sociedade dos Poetas Putos, gravado em 1990 pelo amigo, colega de imprensa e, hoje, confrade da Academia de Letras – ele da Paraibana (APL) e eu da Guarulhense (AGL) – Carlos Aranha. Faz tempo, hein companheiro!

Limpei minha vitrola e coloquei o vinil. Ao som de Aranha, retornei à cerveja. Carlos Aranha é um desses artistas que considero “patrimônio tombado da Paraíba”. Seja pela sua arte, seja por ele ser um ser “rebelionário” e um mito. Aliás, não é qualquer um que tem uma ligação visceral-espírita com o nosso maior poeta Augusto dos Anjos.

No encarte do SPP foi escrita uma pequena biografia do artista, nascido em 1946. Nela, nosso multimídia descreve a música e a poesia como “as coisas reais do coração”, e foi a partir deste músculo vital à nossa sobrevivência que ele passou a revolucionar a cultura paraibana, tendo sido destaque na geração 1968, quando participou do II Festival Paraibano da Música Popular Brasileira, e não parou mais. Ou seja, por meio da música e da poesia, ele chacoalhou os alicerces paraibanos e tudo valeu a pena, ao contrário da frase de Bob Dylan que o próprio Aranha transcreveu no encarte do seu trabalho e que diz: “Se pensais que vale a pena salvar a vossa geração, melhor é que comeceis a nadar porque os tempos estão a mudar”.

Sim, os tempos mudaram, mas Aranha continua a mesma joia da nossa cultura, muita mais lapidada, reluzente e valiosa. Aranha merece ser estudado.

A própria letra da obra Sociedade dos Poetas Putos é um chute nos culhões de uma sociedade hipócrita. E daqueles que escrevem meia dúzia de palavras com rimas e se intitulam “grandes poetas”.

A SPP sempre estará mais que atualíssima: “Quando me faltou a sensação de jornalista, senti não ser um bruxo nem David Copperfield; me senti como um poeta muito puto, incapaz de vender coca, o corpo, o absurdo… O primeiro prédio era um fero-de-engomar, passando meia, vaginas, veias, confissões, como se o mundo fosse a roupa de Beto Barbosa usada por novos cartas, pais e profissões. Apesar de ser poeta ao mesmo tempo puto, jamais imaginei a ilusão maior do menor luxo. Enquanto a coca enche o nariz, a grana incha a matriz, o pênis penetra a velha atriz. Há pouco que poetar e discursar, há muito que ganhar no fio da navalha, fazer da vida o começo do fim do nada. É bom gozar no absurdo natural, na sociedade dos poetas vivos um poeta é puto”.

Compartilhando: os 10 links que marcaram a semana

Atualmente a gente tem acesso muito facilmente a tudo o que acontece no mundo, através da internet. Mas, infelizmente, muita coisa passa despercebida enquanto navegamos por aqui. Pra gente não perder nada importante, decidimos trazer aqui um compilado de assuntos que marcaram a semana passada na nossa timeline.

Selecionamos os 10 links que marcaram a semana. Tem assunto leve, mas tem muita coisa pesada e importante também!

 

1. A modelo brasileira Valentina Sampaio foi a primeira trans a ser capa da Vogue Paris!

 

2. Na Alemanha, um casal de pinguins gays com filhote adotivo comemora 10 anos de união

 

3. O Viaje na Viagem selecionou destinos ideais para ir em cada um dos feriados de 2017 <3

 

4. Um grupo de 35 psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais norte-americanos consideraram Donald Trump emocionalmente incapaz de servir com segurança ao cargo de presidente dos EUA

 

5. A revista Mundo Estranho reuniu histórias de heróis que protegeram e salvaram judeus na Segunda Guerra Mundial

 

6. Mãe australiana publica carta de filha que cometeu suicídio após estupro

 

7. Dubai será a 1ª cidade a adotar táxis voadores autônomos!

 

8. A revista TPM publicou entrevista que revela que mulheres brasileiras tentam mais suicídio do que os homens

 

9. Um restaurante italiano oferece desconto para pais de crianças comportadas

 

10. Um jovem de 17 anos morreu no Mato Grosso após ter mangueira de ar inserida no ânus

 

A gente sabe como é péssimo ler notícias ruins, mas precisamos debater assuntos sérios! Esperamos ter ajudado a deixar vocês mais informados.

Carnaval: como se arrumar gastando pouco?

O Carnaval tá chegaaaando e por aqui na Paraíba a folia já começou! Muitos blocos já estão indo pra rua (hoje é dia de Claudia Leitte no Bloco dos Atletas!!) e todo mundo quer entrar no clima na hora de se vestir pra festa. Mas como fazer fantasias de Carnaval baratas? A gente ensina!

Se você quer conferir toda a programação do fim de semana em João Pessoa (com várias opções gratuitas), clique aqui.

 

Maquiagem

A maquiagem é uma saída maravilhosa para quem quer fazer fantasias de Carnaval baratas. Dá pra usar vários produtos que a gente já tem em casa e fazer uma make pra arrasar! Pra quem vai sair com abadá de bloco também é ótimo, pois dá aquela complementada no look.

Dá pra fazer váárias makes que são quase uma fantasia. E não tem porque os homens ficarem de fora da brincadeira, olha essa fantasia de ~casal-caveira-mexicana~ que legal!

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A maquiagem pode ser a sua fantasia!

Outra opção ótima pra entrar no clima gastando muito pouco é usar glitter, que tem tudo a ver com a festa! Dá pra colar por cima da make (cola de cílios é ótima pra isso) ou até usar lantejoulas pra compor a produção.

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Glitter tem tudo a ver com o Carnaval e é bem baratinho!

 

Acessórios

Os acessórios são um curinga pra quem quer arrasar no estilo sem pesar no bolso. Dá pra usar coroa de flores, headbands com fitas, tubantes e muito mais! E o melhor é que dá pra fazer tudo em casa!

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Tiaras e headbands salvam a vida na hora de compor o look!

 

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E ainda dá pra combinar o acessório com a sua fantasia!

 

Fantasias simples

A internet está lotada de ideias pra fazer fantasias legais com o que se tem em casa. Se você não tem grana pra comprar ou alugar uma, relaxa que dá pra ter muito estilo gastando pouco ou nada! Personagens de filmes e séries também são uma ótima saída pra arrasar na fantasia. Dá até pra montar um look de casal, com referência a personagens que vocês adoram!

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Dá pra montar várias fantasias super legais com o que se tem em casa!

 

Ficou interessado? A gente reuniu alguns tutoriais pra te ajudar!

 

 

 

 

 

Pronto, agora é só cair na folia! Bom Carnaval!!!

 

 

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Gil Campos: “Zequinha, da cor de amora”

Gil Campos

 

“Lá vai Zequinha/com sua voz de tenor/cantando canções revolucionárias de amor/Lá vai Zequinha fazer a revolução/com flores nas mãos/um sorriso nos lábios/um forte aperto de mão/Lá vai Zequinha/fazer a revolução (…)”.

Mas quem era Zequinha? Era José Pereira de Araújo. Era um apaixonado. Um apaixonado por gente, pelas poesias, pelas canções. Um idealista. Sonhava com a revolução no país, Sua alma se contorcia brusca e dolorosamente diante de qualquer injustiça. Se comovia com a pobreza do povo brasileiro e com a submissão desse povo. Mas não apenas se comovia. Dentro do seu mundo, lutava do seu jeito por mudanças. Fazia o que estava ao seu alcance, como dar a própria roupa do corpo a um mendigo que bateu à porta pedindo ajuda.

Zequinha transpirava luta e sonhos de dias melhores. Transpirava também arte. “Lá vai Zequinha/Pra sua guerrilha/Sapé, Rio Tinto,  Alagoa Grande/A luta, o sonho…/A libertação da classe operária (…)”.

Torneiro mecânico, ele foi denunciado, perseguido, preso ao meio-dia de um dia qualquer, de 1974, enquanto trabalhava numa retífica, na rua João Suassuna, na cidade de Campina Grande, na Paraíba. Humilhado, animal indefeso, amedrontado e ferido, mas disposto a sangrar até morrer pelo país, foi levado para Fernando de Noronha pelos abutres verde-oliva.

“Lá vai Zequinha/Preso pela opressão/O pau-de-arara, a luz na cara…/A tortura…/O medo, o medo de 74 (…)”.

Meses depois, estropiado, dilacerado, em frangalhos, mas firme na sua essência revolucionária, aquele torneiro mecânico voltou para casa. “La vai Zequinha liberto/Asa, pássaro, Ícaro ressuscitado/Correndo na noite da estação/Lá vem Zequinha/Repetindo seu refrão de solidariedade/Lá vem Zequinha repetindo que ‘- O mundo marcha para o socialismo!’”. Ele voltou, mas o coração não suportou.

Zequinha, orgulho paraibano, deixou suas sementes: a liberdade de imprensa, a liberdade de manifestação, o povo nas ruas, a insatisfação, a luta contra a opressão. Deixou também para nós Fidélia Cassandra, a autora deste poema “Zequinha, o vermelho”, publicado no livro “Amora” (Editora da Universidade Estadual da Paraíba, 2010, 141 páginas), um dos livros de minha cabeceira.

Aliás, o amor de Zequinha pelo socialismo o fez homenagear o líder cubano Fidel Castro ao batizar a filha de Fidélia Cassandra, assim como outros filhos – Vladimir Bolívar e Olga Leocádia, por exemplo. Mas é Fidélia que mais herdou atributos que marcaram a vida de Zequinha: a bela voz no cantar, a poesia e o gostar de gente. Herdou o amor pelas coisas do socialismo. Seu poema Cuba é magnífico: “É outra ilha que amo/Além daquela que flutua no meu peito/Sem limites, sua terra/Amamenta as flores/E seus homens semeiam/O coração com uma amizade continental/Ardente”.

Valeu Zequinha, por tudo. E por Fidélia.

A dona dos dois cuscuz

Gil Campos*

 

Nem todo Severino é “Biu”, como garante o dito popular. Prova maior disso é Severino Andrade da Silva, conhecido no mundo da poesia popular e do cordel como “Zé da Luz”, nascido em março de 1904, em Itabaiana, interior paraibano. Na época, a cidade era o epicentro da Paraíba com sua movimentada estrada de ferro. E foi ali que Zé da Luz, na infância, teve contato com a literatura trazida pelos viajantes.

Conheci a obra de Zé da Luz no início da adolescência, em Campina Grande (onde também morou nosso poeta popular); precisamente no cabaré da feira central, onde havia uma quenga conhecida por Zefa Cega, que não tinha a mão e nem o braço, somente o antebraço. Naquela época, os adolescentes iam para o forró no cabaré, aos sábados, dançar só com Zefa. Isso porque, como só tinha o antebraço, a solução era segurar o seu seio direito para curtir o “rala-bucho”, e imaginar mil besteiras.

Ouvia os violeiros recitando os poemas de Zé da Luz. Ficava vislumbrado com a profundidade da poesia popular deste conterrâneo. Ele escrevia do jeito que o povo falava, com seu mais verdadeiro dialeto, que considero ser a maior identidade cultural de um povo.

E havia um poema, em especial, que mais deixava meus ouvidos atentos. Chamava-se “As Flô de Puxinanã”. Na verdade, tratava-se – descobri isso muito tempo depois – de uma paródia de “As Flô de Gerematáia”, de Napoleão Menezes

Puxinanã, para quem não sabe, é uma cidade onde meu avô Beltrando tinha um sítio onde eu costumava passar os finais de semana com a família, correndo entre as roças de feijão e subindo nos cajueiros sempre acompanhado do meu primo José Lavaneri, o “Nerinho”.

O poema fala de três irmãs que moravam na cidade. E que diz o seguinte: “Três muié ou três irmã, três cachôrra da mulesta, eu vi num dia de festa, no lugar Puxinanã/A mais véia, a mais ribusta era mermo uma tentação! Mimosa flô do sertão que o povo chamava Ogusta/A segunda, a Guiléimina, tinha uns ói qui ô mardição! Matava quarqué cristão os oiá déssa minina/Os ói dela paricia duas istrêla tremendo, se apagando e se acendendo em noite de ventania/A tercêra, era Maroca, com um cóipo muito má feito. Mas porém, tinha nos peito dois cuscús de mandioca/Dois cuscús, qui, prú capricho, quando ela passou pru eu, minhas venta se acendeu cum o chêro vindo dos bicho/Eu inté, me atrapaiava, sem sabê das três irmã

qui ei vi im Puxinanã, qual era a qui mi agradava/Inscuiendo a minha cruz prá sair desse imbaraço, desejei, morrê nos braços, da dona dos dois cuscús!”.

E, assim, durante parte da minha meninice, até mesmo na adolescência, quando eu ia a Puxinanã, tinha esperança de sentir aquele perfume da dona dos dois cuscuz, e que eu nunca encontrei. Aliás, Zé da Luz morreu em fevereiro de 1965, no Rio de Janeiro, levado pela tuberculose, mas deixou para a cultura popular um rico acervo de poesia tão cantada e admirada pelo povo nordestino.

*Gil Campos é de Campina Grande-PB e trabalha como diretor de redação na empresa Jornal Estação, em Guarulhos-SP.

Para fazer em casa: receita de bolinhas de queijo

Quem não ama um petisco para acompanhar aquela cerveja do fim de semana? Como a gente pensa sempre no melhor pra vocês, trouxemos esta receita de bolinhas de queijo deliciosas super fácil de fazer em casa!

É muito amor em forma de queijo!

 

Confira três receitas simples para fazer com até R$10 clicando aqui!

 

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