Viagem: a magia de visitar o Instituto Ricardo Brennand, em Recife

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Recentemente tive o prazer de visitar o Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e certamente foi uma das maiores surpresas que já vivi na cidade. Muitos amigos já tinham me indicado a visita, mas a oportunidade nunca surgia. Porém, após conhecer o espaço, o tempo todo me veio à mente o questionamento: por que eu nunca vim aqui antes?

Localizado em uma propriedade no bairro da Várzea, o lugar é encantador desde a entrada, com um imponente caminho de palmeiras imperiais. Ano passado, o instituto foi eleito o melhor museu do Brasil, no prêmio Traveler’s Choice Award, divulgado anualmente pela plataforma TripAdvisor. E não é preciso muito tempo por lá para entender o motivo dessa premiação.

Nos jardins, nos deparamos com uma réplica do David, de Michelangelo. A peça é uma das mais conhecidas do artista e retrata o herói bíblico que derrotou o gigante Golias. A escultura localizada em Recife é uma das únicas cinco réplicas existentes no mundo, feitas utilizando mármore retirado da mesma pedreira da original, em Pietrasanta (Itália). A escultura foi feita pelo estúdio Cervietti Franco e é única na América Latina.



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Réplica do David, de Michelangelo

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Ainda nos jardins, podemos apreciar a arquitetura do complexo, que inclui o Museu Castelo São João (museu de armas brancas), Pinacoteca, Biblioteca, Auditório, Jardins das Esculturas e uma Galeria para exposições temporárias e eventos.

A minha parte preferida da visita foi sem dúvidas o museu de armas brancas. Poucas vezes visitei um lugar tão interessante e lindo. Todas as salas parecem saídas diretamente de um filme medieval. Prepare-se para voltar a ser criança e se encantar com as mais de 3 mil peças, dentre facas, espadas, adagas, canivetes, estiletes e armaduras. O museu foi criado por Ricardo Brennand para abrigar a coleção de armas brancas, armaduras e obras de arte das mais diferentes procedências e épocas que ele reuniu ao longo da vida. A coleção surgiu quando o industrial era criança e ganhou um canivete do pai, o que despertou a vocação de colecionador que o acompanha até hoje.

Destacam-se na coleção do museu de armas o conjunto de Armaduras Maximiliana de Campo para cavalo e cavaleiro, datada por volta de 1515, a espada pistola alemã de 1590, as espadas que pertenceram ao Rei Faruk do Egito, o conjunto de Fuzis pertencentes a Dom Pedro I e Dom Pedro II e as pinturas de Blaise-Alexandre Desgoffe e William Adolph Buguereau.



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O instituto funciona de terça a domingo, das 13h às 17h, mas é bom prestar atenção ao horário, pois a última entrada é às 16h30. Os espaços expositivos fecham pontualmente às 17h30. A minha dica é reservar pelo menos quatro horas para visitar o museu. O lugar rende ótimas fotos, e para conseguir os espaços vazios para fotografar, é uma boa pedida ficar até a hora do fechamento das exposições. Assim você pode garantir uma foto no corredor do jardim das esculturas, por exemplo!

A entrada custa R$30 (inteira) e R$15 (meia). Na última terça-feira de cada mês, o acesso é gratuito para todos (exceto nos meses de janeiro, julho e dezembro).

Visitar o Instituto Ricardo Brennand é se transportar para um mundo mágico de arte e história. Tudo é extremamente organizado e perfeito, uma experiência sem igual! Eu diria que é parada obrigatória para quem vai a Recife, ou mesmo a quem está pelas capitais vizinhas com um dia livre.

*por Érica Rodrigues



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