Vai começar a temporada 2019 de montanhismo no Brasil

montanhismo no Brasil

A temporada ideal para a prática de montanhismo no Brasil, que vai de maio a setembro, começa oficialmente no dia 27 de abril, com o festival anual Abertura da Temporada de Montanhismo (ATM), na Urca, Rio de Janeiro. O evento marca o começo do período mais adequado para o esporte no país e é aberto ao público, com programação envolvendo atividades ecológicas, educação ambiental, demonstrações de técnicas de escalada e resgate, apresentação de equipamentos, campeonato de escalada, cinema de montanha e ações de “montanhismo social”.

Além de montanhistas e escaladores, a ATM atrai simpatizantes das atividades ao ar livre e de conservação das montanhas brasileiras. O festival faz a divulgação da diversidade de montanhas existentes no Brasil no período em que as condições climáticas são ideais para a prática do esporte e turismo nas alturas. Segundo a Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro, o objetivo é celebrar a cultura do montanhismo através do uso turístico, recreativo e esportivo das montanhas.

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Foto: Divulgação/ Morro da Urca

O turismo nas alturas requer disposição e aventura. O Morro da Urca, onde será realizado o evento de abertura da temporada, integra o Monumento Natural do Pão de Açúcar, é um dos pontos de escalada do Rio de Janeiro e também ponto de chegada ou de partida da Trilha Transcarioca. A travessia de 180 km interliga seis áreas protegidas dentro da cidade, como o Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do Brasil, onde está a estátua do Cristo Redentor. Na outra extremidade da caminhada fica o Parque Natural Municipal de Grumari.



 

EXPERIÊNCIAS – Quem sobe a Serra do Mar encontra no Parque Nacional da Serra dos Órgãos um dos melhores locais do Brasil para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada e rapel. O cenário natural tem vistas deslumbrantes da majestosa cadeia de montanhas, além de cachoeiras, sítios históricos, fauna e flora abundante da Mata Atlântica. São mais de 200 quilômetros de trilhas, desde a trilha suspensa, acessível para cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas. Entre as escaladas, destacam-se o Dedo de Deus, com 1.692 metros de altitude, marco inicial da escalada no país desde 1912, e a Agulha do Diabo, uma das melhores escaladas em rocha do mundo.

“Foi uma das mais bonitas e melhores experiências de travessias que eu já fiz”, disse a blogueira Vivian Teles, que escreve sobre turismo e aventura. A carioca destacou que a vivência entre as montanhas propicia grandes aventuras para quem quer fugir do stress do dia a dia e se conectar com a natureza. “Definitivamente essa travessia deve fazer parte do currículo do montanhista brasileiro”, afirmou.

Localizado na Serra da Mantiqueira, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, próximo ao estado de São Paulo, o Parque Nacional do Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque do Brasil, sendo uma das áreas pioneiras do montanhismo. São diversas trilhas, travessias com abrigos de montanha entre as partes Alta e Baixa e opções de escaladas nas formações rochosas – entre elas, Camelo, Prateleiras e Altar. O parque abriga três dos 10 pontos mais altos do Brasil: o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), o 5º mais alto do país, que é o ponto culminante do Itatiaia; o Morro do Couto (2.680 m), o 8º em altitude; e a Pedra do Sino de Itatiaia (2.670 m), que é o 9º pico mais alto.



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Foto: Divulgação

A escalada das Agulhas Negras foi a experiência mais difícil para Ediceu Pereira, que já subiu oito das dez maiores montanhas do Brasil. Ele justificou que os picos da Neblina (2.995 m) e 31 de Março (2.974 m), o 1º e o 2º mais altos, ambos localizados no Parque Nacional do Pico da Neblina, no Amazonas, não estão abertos para visitação. “Já a trilha mais bela que eu fiz foi a do Parque Nacional do Monte Roraima, durante sete dias. A paisagem da região e a magia do local são únicas”, disse o paulistano ao destacar a beleza da 7ª montanha mais elevada do Brasil, uma “mesa” com 2.734 metros de altitude, localizada no extremo norte de Roraima e marco divisor da tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

No Parque Nacional do Caparaó, entre Minas Gerais e Espírito Santo, ficam os picos da Bandeira (2.891 m) e Cristal (2.769 m), o 3º e 6º em altitude. Além das trilhas com abrigos noturnos, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeiras e piscinas naturais e observar visuais deslumbrantes da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e no pôr do sol acima das nuvens. Completam a lista do montanhista a Pedra da Mina (2.798 m), o 4º pico em altitude, na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais; e o Pico Três Estados (2.665 m), o 10º mais alto, na mesma região, entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

*Geraldo Gurgel/Ministério do Turismo

Edição: Vanessa Sampaio

Foto destaque: Divulgação

 

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