Viagem: Conheça a praia vermelha em cabedelo e outros destinos

O Brasil, extenso em dimensão territorial, também é um gigante quando o assunto é a autenticidade e diversidade dos seus atrativos. São atributos que incentivam os turistas a “desbravarem” o país em busca das peculiaridades que só o território nacional tem. A Agência de Notícias do Turismo selecionou alguns pontos turísticos curiosos, daqueles que valem a viagem, e lança o desafio: qual deles você vai visitar em 2019?

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Foto: Guia Viagens Brasil

É CAJU PRA MAIS DE METRO! A imensidão do verde em um dos pontos turísticos de Parnamirim (RN) traz a impressão de que o turista está visitando uma verdadeira floresta em meio à cidade. Mas não se engane! O local é abrigo de uma única árvore: “O Maior Cajueiro do Mundo”. A gigantesca planta, que ocupa 8.500 metros de extensão, cresceu mesmo além do normal.

Cientistas explicam que o “super cajueiro” contém anomalias genéticas que fizeram com que seus galhos crescem para baixo, atingissem o solo e se ramificassem. O tamanho da planta também é compatível com a beleza que o ponto turístico oferece ao visitante. A estrutura é composta por trilha, acesso à internet, espaço que narra a história da árvore e um incrível mirante.

O turista ainda tem acesso a artesanato e delícias feitas com caju, que, aliás é produzido em larga escala pelo Maior Cajueiro do Mundo: são cerca de 80 mil cajus por safra, o que dá mais de 2 toneladas e meia da fruta. Para se ter uma ideia, se comparar com o tamanho e a produção de um cajueiro convencional, equivaleria a 70 árvores destas ocupando um mesmo espaço.



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Foto: Divulgação

PISCININHA [DE BRASIL], AMOR! Uma piscina natural na ilha de Areia Vermelha, em Cabedelo (PB), está entre as curiosidades do destino por ter o contorno do mapa do Brasil. Os “buracos” desenhados pelos arrecifes no mar, carinhosamente chamados de piscinas naturais, são, por si só, um convite para não querer mais ir embora dali – as águas são mornas, em tons de verde e os peixinhos não têm nenhum receio de se aproximar dos visitantes. Para chegar a esse mapa, o turista precisa ir de catamarã, barco ou lancha até a ilha, um deslocamento de 20 a 30 minutos a depender do tipo da embarcação. Chegando lá, encontrará uma estrutura com bar e restaurante para se divertir durante a maré baixa.

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Foto: Divulgação

SANDUÍCHE COM NOME DE CIDADE – Se é gastronomia com fartura que você quer, então faça as malas e vá para Bauru (SP) experimentar o “sandubão” que enche as mesas da cidade e aguça, ainda mais, a vontade de viajar pelo Brasil. O lanche, que leva o nome da cidade, foi popularizado graças à fome de um bauruense que estudava na capital do estado.

Casemiro Pinto Neto, conhecido como “o Bauru”, era estudante de Direito e foi matar a fome em uma lanchonete. Durante a preparação do alimento, sugeriu uma combinação dos ingredientes por ele formulada – mistura de pão francês (também conhecido como “de sal” ou “cacetinho”), queijo, carne e tomate. Na mesma noite, outros frequentadores pediram o novo sanduíche, dizendo que queriam “igual ao do Bauru”. E assim nascia um dos mais famosos lanches do Brasil, hoje conhecido nacional e internacionalmente.

A cidade virou especialista no lanche e atualmente oferta, por meio do Conselho Municipal de Turismo de Bauru (COMTUR) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, a outorga do selo de Certificação do Sanduíche Bauru para os estabelecimentos que produzem e comercializam o Sanduíche Bauru Tradicional.

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Foto: Guia do Turismo Brasil

ELDORADO EXISTE E É NO BRASIL – A época da colonização na América trouxe o sonho do desbravamento em busca de ouro, criando a lenda de Eldorado, uma cidade perdida em meio às matas e construída com ouro. Até hoje não encontraram a tal “cidade dourada”, mas o legado deixado pela história criou vários municípios reais intitulados “Eldorado”. Um deles está em São Paulo, na Estância Turística de Eldorado, localizado no Vale da Ribeira.

Talvez o viajante não encontre ouro para levar para casa, mas a certeza de que trará na bagagem uma rica experiência turística vai fazer com que a cidade fique na memória. Com mais 70% de área coberta por Mata Atlântica intacta, o município traz riquezas naturais em seu território, como a Caverna do Diabo (ou Gruta da Tapagem), uma das mais bonitas do mundo. São oito quilômetros de extensão mapeados, sendo 600 metros com estrutura turística que proporciona ao viajante desbravar a imensidão e beleza da natureza geológica.

 

*Nayara Oliveira/Ministério do Turismo

Edição: Vanessa Sampaio

 

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Parques aquáticos, piscinas naturais e praias, confira a lista de lazer do verão

Agora é oficial: a lista de motivos para viajar pelo Brasil ganha força com o verão. São 17 estados litorâneos, centenas de paraísos fluviais, dezenas de parques aquáticos e um sem-número de cachoeiras e atrativos de natureza espalhados por todo o território nacional. Com dias mais longos e noites mais curtas, a estação mais ensolarada do ano é um verdadeiro convite para aproveitar as altas temperaturas em destinos de norte a sul do país.

Sol e mar – Se para você as palavras “verão” e “praia” são praticamente sinônimos, saiba que não está sozinho! E não é para menos: a temporada do sol deixa o mar ainda mais bonito e as praias viram o próprio destino de férias para muita gente. O Nordeste, por exemplo, tem um “brilho especial” nesta estação. Praias como Porto Seguro (BA), Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Natal (RN) ficam completamente lotadas de banhistas, e, por isso, é importante se programar.

Ao longo dos 7 mil km de belezas distribuídas pelo litoral brasileiro, os atrativos que compõem essa experiência são, além de refrescantes, saborosos. Depois do banho de mar, tem camarãozinho fresco servido debaixo do guarda-sol e bebidas geladinhas com as frutas da estação como ingredientes principais. A clássica cena de férias na praia inclui, em Florianópolis (SC), a degustação de ostras frescas, já que a capital é a maior produtora da iguaria no Brasil. Na Ilha do Mel (PR), peça “arroz lambe-lambe”, que tem o marisco como estrela do prato.



Bem refrescante – As águas doces do Brasil também são destino para quem quer fugir do calorão, curtir aventura e, de quebra, apreciar a paisagem do país que é o primeiro do mundo em Recursos Naturais, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Rio e cachoeiras são os “queridinhos” dentro dos parques nacionais, grandes áreas de conservação ambiental que oferecem atrativos turísticos de primeiro quilate.

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Foto: divulgação/ Chapada dos Veadeiros

As Chapadas dos Veadeiros (GO), dos Guimarães (MT) e Diamantina (BA) têm um longo “menu” de trilhas, atividades para observação de animais e esportes radicais. O nascer e o pôr-do-sol são um espetáculo à parte, pintando cores no céu de tirar o fôlego. Depois disso, aproveitar a sombra das árvores para fazer um lanche natural ou tirar um cochilo com a brisa da noite vão fazer da experiência, além de refrescante, memorável.

Diversão até debaixo d’água – Quem tem energia de sobra para espantar o calor está no ‘rumo’ certo se desembarcar em um dos parques aquáticos espalhados pelo país. Os brinquedos atendem todos os perfis de viajantes, mas são especialmente procurados por famílias com crianças. Alguns parques oferecem também a opção de hospedagem, integrando acomodação e programas completos de lazer e entretenimento. Aquiraz (CE), Caldas Novas (GO), Olímpia e Itupeva (SP) e Gaspar (RS) estão entre os destinos que oferecem esse tipo de infraestrutura.



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Foto: Flávio André/Jalapão

Sombra e água fresca – Para o viajante que quer apreciar a temporada relaxando em águas tranquilas, a dica é mergulhar – e flutuar – literalmente “de cabeça” em Bonito (MS). Nos atrativos naturais da região, o visitante desfruta de rios e poços de águas cristalinas, além de ter a oportunidade de conhecer cavernas que criam lindos cenários com a entrada de feixes da luz solar. Subindo um pouco no mapa e chegando ao Jalapão (TO), “fervedouros” com água morna e transparente vão massagear o corpo e tranquilizar a mente do visitante. As águas claras e a natureza ao redor fazem deste um dos passeios mais encantadores da estação. Já em Santarém e Alter do Chão (PA), o rio é tão grande que “se perde no horizonte”, em total clima praiano. Nas orlas da praia de água doce, barraquinhas com delícias da culinária paraense são pura mordomia para o turista beber um drink de açaí sentado na sombra com a água calminha batendo nos pés.

 

*Nayara Oliveira/Ministério o Turismo

Foto destaque: divulgação

 

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Conheça praias e ilhas paradisíacas no Brasil para visitar nas férias

O ecoturismo ganha mais um destino de mergulho. O Refúgio de Alcatrazes, na costa de Ilhabela e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, acaba de ser aberto para a prática de mergulho autônomo e visita embarcada com mergulho de flutuação e é uma das praias e ilhas paradisíacas do Brasil. A atividade turística segue proibindo o desembarque dos turistas nas ilhas que formam o Arquipélago de Alcatrazes. Após o mergulho e observação da vida marinha no entorno das ilhas para contemplar a paisagem, que inclui o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, os visitantes reembarcam e retornam para o continente a 35 quilômetros.

A visitação pública gera renda e movimenta a economia local, além de promover oportunidades de inclusão social e agregar valores culturais aos produtos turísticos regionais. A nova atividade turística movimenta uma cadeia de serviços, criando novos postos de trabalho diretos e indiretos e outras atividades econômicas como hotéis e restaurantes. Pelo apelo e demanda de uso público, o Refúgio de Alcatrazes tem potencial para ser um destino indutor de um segmento turístico qualificado, voltado para atividades náuticas e de mergulho. A região conta com 25 mil embarcações.

As normas foram criadas para minimizar os impactos do turismo e proporcionar uma experiência de qualidade para os visitantes associada ao estímulo da percepção ambiental que valorize a área protegida. “O processo foi conduzido pelos gestores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com a participação da Marinha do Brasil, operadores de turismo, pesquisadores e conselheiros. O planejamento participativo incorporou as demandas dos diferentes setores em instrumentos flexíveis de gestão e descentralizados que foram pensados para atender as necessidades locais”, disse Kelen Luciana Leite, chefe da Estação Ecológica Tupinambás e Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes.



Os operadores e condutores já foram cadastrados e capacitados. Já os turistas são sensibilizados através de um vídeo de divulgação das normas para os visitantes. As embarcações autorizadas passaram por adequações para retenção total de resíduos, além disso foram instalados pontos para parada das embarcações no arquipélago evitando danos no fundo marinho pelo toque de ancoras, proporcionando maior segurança para a operação. O local era interditado para navegação e fechado à visitação pública. Antes da unidade de conservação, a área servia para treinamentos militares, hoje realizados na ilha da Sapata, fora da área protegida do Refúgio de Alcatrazes.

O arquipélago de Alcatrazes impressiona pela beleza natural e por ser uma das praias e ilhas paradisíacas e abriga expressiva biodiversidade marinha. O refúgio tem por objetivos conservar espécies ameaçadas, endêmicas e migratórias. É a maior unidade de conservação marinha de proteção integral das regiões Sul e Sudeste, responsável pela reprodução e reposição dos estoques pesqueiros. São cerca de 1.300 espécies marinhas, entre plantas, peixes, e aves, além de répteis e anfíbios que estão isolados a cerca de 12 mil anos. As tartarugas marinhas encontram no arquipélago refúgio ideal para alimentação. Há também ocorrência de baleias e golfinhos.

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Foto: divulgação/Ilhabela (SP)

PONTOS DE MERGULHO – Com cerca de 8 mil quilômetros de costa, o Brasil tem muitos lugares incríveis, tanto para se apreciar as belezas marinhas como para mergulhar em água doce e até em cavernas. Ainda no litoral paulista, além de Ilhabela e São Sebastião, Ubatuba e Santos estão entre os principais pontos de mergulho com grande variação da fauna marinha e naufrágios de navios cargueiros e até de passageiros que se transformaram em morada de espécies marinhas. Já o entorno da Ilha de Santa Catarina, que abriga a capital Florianópolis, está repleto de áreas de mergulho, como o Arquipélago Arvoredo, em Bombinhas.

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Foto: divulgação/Angra dos Reis (RJ)



O Rio de Janeiro também está entre os melhores lugares para a prática de mergulho. A transparência da água e a fauna marinha diversificada reservam momentos de surpresa aos mergulhadores. Arraial do Cabo e Búzios, na Região dos Lagos, e Paraty e Ilha Grande, na Região de Angra dos Reis, são os destinos favoritos dos mergulhadores. Na Bahia, começando por Salvador, a Ilha dos Frades, na Baia de todos os Santos, está entre os atrativos imperdíveis para os mergulhadores. Outro destino de mergulho é Morro de São Paulo, na Ilha de Tinharé, em Cairú. Mas a grande atração está em Caravelas, no sul do estado, onde há uma cadeia de montanhas submersas e as baleias Jubarte costumam nadar nas águas do arquipélago de Abrolhos.

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Foto: divulgação/Fernando de Noronha (PE)

O arquipélago de Fernando de Noronha (PE), ocupa a lista dos melhores locais para mergulho do mundo. O Parque Nacional Marinho é patrimônio natural da Unesco. A visibilidade no entorno da ilha principal é de até 50 metros de profundidade, onde se mergulha entre tartarugas marinhas, golfinhos, arraias, moreias e até tubarões. Já Recife é o paraíso dos mergulhadores com mais de 25 naufrágios.

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Foto: divulgação/Porto de Galinhas (PE)

Porto de Galinhas oferece mergulho nas piscinas naturais alcançadas em passeios de jangada. Mergulhos semelhantes são feitos nas praias de Maracajaú, no Rio Grande do Norte, e em Maragogi, Paripueira e Pajussara, entre outros pontos de mergulho do litoral de Alagoas. Já as águas de Guarapari (ES) estão entre as mais ricas em biodiversidade para quem aprecia as belezas submarinas da costa do Brasil.

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Foto: divulgação/Bonito (MS)

Jardim e Bonito (MS) estão entre os destinos mais procurados pelos amantes de mergulho e flutuação em água doce. Destacam-se os rios da Prata, Sucuri e Formoso. As cavernas alagadas da região também oferecem mergulho, como no Abismo Inhumas, com 72 metros de profundidade, acessado de rapel. O mergulho de cilindro permite observar as estalactites submersas. A visibilidade chega a 40 metros de profundidade.

 

*Geraldo Gurgel/Ministério do Turismo

Foto destaque: divulgação

 

Leia também: Museus integram história e arte à natureza dos parques nacionais

 

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Museus integram história e arte à natureza dos parques nacionais

Reproduzindo estruturas orgânicas como caracóis, folhas e conchas em um grande projeto de arquitetura sustentável, o recém-inaugurado Museu da Natureza é o mais novo atrativo do Parque Nacional da Serra da Capivara, no município de Coronel José Dias (PI). Criando um atrativo a mais para o roteiro de quem visita o sul do Piauí, o museu reúne recursos tecnológicos e interativos, conteúdo histórico e fósseis que remetem o visitante ao surgimento do universo, à presença do homem na região e seus impactos no meio ambiente.

São 12 salas de exposição. Entre os achados nas escavações dos sítios pré-históricos da região, estão restos de animais marinhos, preguiças, tigres dente de sabre, ursos, dinossauros e também da vegetação local. Os animais gigantes desapareceram em função das mudanças climáticas que afetaram a terra e originaram o semiárido, nos últimos 10 mil anos. Representações virtuais e interativas ilustram e passam uma noção real de como era a megafauna nos primórdios da caatinga.

Na viagem pelos milhares de anos, painéis, retroprojetores, sons ambiente e até um simulador de realidade virtual transportam o turista para o ambiente do parque, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. O museu também oferece visão panorâmica dos paredões da Serra da Capivara e funciona de quarta a segunda, das 13h às 19h. A entrada custa R$ 30.



No município vizinho, de São Raimundo Nonato, o Museu do Homem Americano mostra os resultados mais recentes das pesquisas sobre o patrimônio cultural deixado pelos povos pré-históricos do sertão do Piauí, onde estão os registros mais antigos do homem na américa do sul. O museu abre de terça a domingo, das 9h às 17h. O ingresso inteiro custa R$ 20,00.

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Foto: divulgação

O Parque Nacional da Serra da Capivara é um verdadeiro museu a céu aberto. Os 173 sítios arqueológicos abertos à visitação dentro da área da unidade de conservação atraem mais de 20 mil turistas anualmente, interessados em uma verdadeira imersão nas origens da presença humana no semiárido. Ao todo, são 1.354 locais pré-históricos repletos de pinturas rupestres dentro do parque, a maior concentração do Brasil.

Os desenhos dos povos que viviam na região retratam com grande variedade de formas, cores e temas – entre vales e chapadas acessíveis por trilhas, rampas e escadarias – cenas de caça, pesca, rituais religiosos e de acasalamento, entre outros vestígios do cotidiano do homem pré-histórico. O sítio Boqueirão da Pedra Furada, por exemplo, tem iluminação noturna especial e recebe visitas pré-agendadas neste horário. O parque, no entanto, funciona diariamente das 6h às 18h. A entrada é gratuita, mas o visitante precisa contratar um condutor ambiental para ingressar na área de conservação.

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Foto: Pedro Vilela

OUTROS MUSEUS – Em Brumadinho (MG), a 60 km de Belo Horizonte, o Instituto Inhotim abriga um complexo de pavilhões e galerias com obras de arte contemporânea e esculturas expostas ao ar livre. É, de fato, um local para vivenciar uma relação espacial entre arte e natureza. O visitante percorre jardins, paisagens de florestas e ambientes rurais, entre lagos, trilhas, montanhas e vales repletos de obras produzidas por artistas de diferentes partes do mundo. São 140 hectares de área de visitação.

O paisagismo é singular, com uma rara beleza que explora todas as possibilidades estéticas do jardim botânico. O Jardim dos Sentidos, por exemplo, em forma de mandala, contém plantas medicinais, aromáticas e tóxicas, proporcionando ao turista experiências que estimulam vários sentidos da percepção humana. O Inhotim funciona de terça à sexta, das 9h30 às 16h30 e até 17h30 nos feriados e fins de semana. O museu fecha nas segundas-feiras e nos feriados de Natal e Ano Novo. A entrada custa R$ 44.



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Foto: divulgação

Em Belém (PA), o Museu Emílio Goeldi, fundado em 1866, reúne exposições com acervos de pesquisas dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, realizadas ao longo de 152 anos. Um dos destaques é o Parque Zoobotânico, com área de 5,4 hectares, no centro da capital paraense, criado em 1895 – o primeiro zoobotânico (parque com animais) do Brasil. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, o parque é o principal local das atividades educativas do museu, funcionando para aulas práticas e visitação turística. O Aquário Jacques Huber conta com espécies dos rios da Amazônia. O museu recebe, anualmente, cerca de 400 mil visitantes e funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Já as exposições do Pavilhão Domingo Soares Ferreira Penna (Rocinha) abrem de quarta a domingo, das 9h às 15h. A entrada custa R$ 3.

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Foto: divulgação

No Rio de Janeiro, o Museu do Parque Nacional do Itatiaia fica entre jardins gramados e arborizados e circundado pela densa vegetação da região. O espaço conta a história da fauna e da Mata Atlântica do primeiro parque nacional, criado em 1937. É um espaço pequeno, porém grandioso em informações sobre a diversidade animal e vegetal da unidade de conservação na Serra da Mantiqueira. Fundado em 1942, o museu reúne acervo catalogado desde 1913, com as primeiras coleções zoobotânicas. São mais de duas mil espécies de frutos, quatrocentos animais e mais de dois mil insetos e aracnídeos. O local também abriga uma biblioteca com exemplares de botânica, ciências biológicas e ambientais e zoologia. Já a “Calçada da Fauna” exibe patas de vários animais encontrados da unidade de conservação do Itatiaia.

O parque possui vários atrativos naturais, tanto na parte alta quanto na parte baixa, ambas interligadas por trilhas de longo curso. Na parte alta, acessada por Minas Gerais, encontram-se o ponto culminante, que é o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros de altitude, além do Maciço das Prateleiras, do Vale do Aiuruóca e da bela Pedra do Altar. Já na parte baixa, com entrada pelo Rio de Janeiro, ficam o Lago Azul, a Cachoeira Poranga, a Piscina Natural do Maromba, a Cachoeira Itaporani, a Cachoeira Véu de Noiva e os Três Picos. O parque funciona diariamente das 8h às 17h, na parte alta e, até às 16h, na parte baixa. A entrada custa R$ 34 para estrangeiros, brasileiros e residentes pagam a metade (R$ 17), turistas do Mercosul entram por R$ 26 e moradores do entorno ingressam no parque por R$ 3. A diária nos abrigos custa R$ 32 e, nas áreas de camping, R$ 19 por pessoa.

 

*Geraldo Gurgel/Ministério do Turismo

Edição: Vanessa Sampaio/Ministério do Turismo

Foto destaque: Museu da fica no coração do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI). Foto: Paulo Barros/Governo do Piauí

 

Leia também: Pontos turísticos em Buenos Aires para amantes da literatura

 

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Jornal La Nación destaca Lajedo do Pai Mateus como “Brasil desconhecido”

O jornal e portal La Nación, um dos principais veículos de comunicação da Argentina, destacou em mais uma reportagem um dos principais roteiros turísticos da Paraíba, mas que ainda precisa ser descoberto pelos turistas estrangeiros. O título da reportagem veiculada no final de semana passada apresenta o lajedo como um ‘Brasil desconhecido’.

A reportagem faz uma apresentação de Cabaceiras, cidade paraibana encravada na região do Cariri, como um dos lugares que menos chove no país, mas que é o preferido dos cineastas brasileiros, que fizeram do Lajedo de Pai Mateus cenário perfeito para uma série de produções cinematográficas, minisséries de tevê e superproduções, a exemplo do icônico Alto da Compadecida, de autoria do paraibano Ariano Suassuna.

Cabaceiras, revela a reportagem para os argentinos, é considerada uma “florescente Hollywood brasileira, onde na entrada há uma placa gigantesca indicando a chegada à Roliúde Nordestina. Uma das razões pelas quais ele foi escolhido é a falta de chuva, até o momento 30 séries e filmes foram filmados no local”.

“As misteriosas rochas de Pai Mateus”, aponta a reportagem, ficam “longe da praia e das caipirinhas”, mas são uma “paisagem totalmente diferente do Nordeste brasileiro, com clima desértico, hospedagem rural e algumas curiosas formações”, narra trecho da reportagem.



A reportagem sobre Cabaceiras é a segunda veiculada pela La Nación. Em julho deste ano, os argentinos tiveram a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos entre João Pessoa, Cabedelo e Costa do Conde, numa narrativa de autoria da jornalista Silvina Beccar Varela, que esteve na Paraíba integrando um grupo de jornalistas da Argentina que participou de um fampress organizado pela PBTur (Empresa Paraibana de Turismo)

De acordo com Ruth Avelino, presidente da PBTur, a ação faz parte do processo de divulgação dos roteiros paraibanos na Argentina para reforçar a ocupação do voo regular semanal entre Buenos Aires e João Pessoa, operado pela Gol Linhas Inteligentes desde o dia 1 de julho do ano passado. Após o incremento deste voo, segundo dados da própria PBTur, houve um aumento superior a 300% no número de turistas argentinos em João Pessoa, conforme informações repassadas pela hotelaria. O voo chega à capital paraibana com uma ocupação média de 85%, segundo a companhia aérea.

 

*Secom-PB

Foto destaque: divulgação Pinterest

 

Leia também: Conheça um roteiro turístico baseado em poetas brasileiros

 

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Conheça um roteiro turístico baseado em poetas brasileiros

Enquanto alguns poetas viraram homenagem a cidades e avenidas brasileiras, outros se tornaram o próprio atrativo turístico em monumentos, museus e até mesmo o principal encanto em palavras gravadas ao longo de trilhas de parques naturais. Saiba como circuitos e roteiros turísticos do País são embalados pela história e importância do lirismo brasileiro.

Salvador respira poesia em seus espaços públicos. Um dos símbolos da cidade é a praça Castro Alves – o “poeta dos escravos”, autor de O Navio Negreiro –, que conta com monumento de 11 metros de altura em homenagem ao artista que é sinônimo de liberdade. No local, se tem uma das mais belas vistas da Bahia de Todos os Santos, principal cartão postal da capital baiana.

Já o poema “Tarde em Itapuã”, escrito por Vinícius de Moraes e musicado por Toquinho, imortalizou uma das praias mais visitadas pelos turistas da capital da Bahia. A praia inspiradora de poetas e compositores também abriga o Farol de Itapuã, a praça Vinícius de Moraes com estátua do poeta e a praça Dorival Caymmi em homenagem a outro baiano parceiro de Moraes.



A poesia também vibra em passeios pelo casario colorido do Pelourinho, sítio histórico patrimônio da humanidade, onde o turista pode visitar a Fundação Casa de Jorge Amado, instituição cultural dedicada ao famoso escritor modernista e que oferece um café estiloso, exposições e livraria. Se estiver no Rio Vermelho, outro distrito cultural de Salvador, dá para conhecer também a residência onde Amado e Zélia Gattai viveram e escreveram boa parte de seus livros.

Outra opção para turistas que visitarem a Costa do Cacau, na região de Ilhéus, é explorar um roteiro cultural inteiramente voltado para a literatura de Jorge Amado: além de visitar a própria casa do escritor, dá para percorrer as ruas do centro histórico conhecendo atrativos como o bar Vesúvio e o famoso cabaré Bataclan do romance “Gabriela, Cravo e Canela”, escrito em 1958.

No Rio de Janeiro, enquanto a Academia Brasileira de Letras – fundada pelo escritor Machado de Assis – oferece visita guiada para turistas interessados em poesia romântica e literatura, na orla o turismo também ganha licença poética. Uma das paradas obrigatórias para visitantes é posar para a foto com a estátua de Carlos Drummond de Andrade em um banco da Avenida Atlântica, em Copacabana, ou caminhando com Tom Jobim e seu violão, em Ipanema. A poesia de Jobim é uma das mais cantadas no Brasil e no mundo.

Recife (PE) é mais um destino cheio de atrativos ligados à poesia, além dos sobrados e casarões que abrigaram escritores como Clarice Lispector, Gilberto Freire e Capiba, o “mestre do frevo”, autor de mais de 200 canções sobre Recife e Olinda. A estátua do mestre contempla a paisagem do Rio Capibaribe, na Rua do Sol, onde termina o desfile do Galo da Madrugada. Outro clássico roteiro turístico da capital pernambucana inclui a escultura de Manuel Bandeira, precursor do Movimento Modernista, e a estátua de João Cabral de Melo Neto, autor da célebre obra Morte e Vida Severina – ambos na Rua da Aurora. Já Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, saúda quem passa pela antiga Estação Central e pela Casa de Cultura, antiga Casa de Detenção do Recife, atual mercado de artesanato da capital.

 

Em Porto Alegre, a Casa de Cultura Mario Quintana ocupa o antigo Hotel Majestic, no Centro Histórico da capital dos gaúchos. O prédio restaurado abriga acervo sobre o poeta, com direito à reprodução do quarto onde ele viveu durante 12 anos (entre 1968 e 1980). O atrativo cultural conta com cinemas, duas salas de teatros com capacidade para 300 espectadores e cinco salas para apresentações artísticas. O Café dos Cata-ventos é uma homenagem à primeira obra literária de Quintana, chamada Rua dos Cata-ventos.

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Uma experiência diferente para quem busca poesia longe dos centros urbanos pode estar no Parque Nacional Grande Sertão Veredas. O nome do parque é uma homenagem a uma das mais importantes obras literárias do Brasil: Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Durante os passeios pelas veredas, mirantes, trilhas e cachoeiras, os visitantes são brindados com citações da obra do escritor. O romance retrata com extrema sensibilidade a realidade regional onde a unidade de conservação está inserida, repleta de passagens que descrevem os locais, a relação do homem com a natureza e as características culturais, ainda hoje encontradas pelos visitantes. A área preserva recursos naturais e culturais numa área de 230 mil hectares entre Cocos (BA) e os municípios mineiros de Chapada Gaúcha, Formoso e Arinos.

Entre grandes e pequenas, a poesia está em todas as cidades. Em São Paulo, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, na Avenida Paulista, é um dos atrativos de pura poesia e cultura na maior cidade da América Latina. bbbJá no pequeno município de Gonçalves Dias (MA), o batismo da cidade é uma clara homenagem ao poeta maranhense imortalizado pela Canção do Exílio.

No Rio Grande do Sul, a cidade de Cruz Alta, terra de Érico Veríssimo, abriga um museu na casa onde nasceu o poeta gaúcho. O local recebe milhares de visitantes para conhecer os manuscritos do escritor, fotos e a máquina de escrever, entre livros e outros objetos. No Nordeste, Fortaleza tem o Teatro José de Alencar e também preservou a casa onde viveu o poeta, homenagem ao autor imortalizado na obra “Iracema”. A estátua da índia reúne turistas para foto na orla da capital cearense.

 

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Foto: Renato Soares/Banco de Imagens MTur Destinos/ Prédio histórico abriga a Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre (RS)

Texto por: Geraldo Gurgel

Edição: Vanessa Sampaio

 

Leia também: Conheça roteiros no Brasil sobre a literatura de cordel

 

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