Cinema: 5 filmes sobre racismo que você precisa ver!

O papel do cinema vai muito além do entretenimento. Ele nos transporta para a realidade de uma época, nos alerta para problemas que muitas vezes não sabemos que existem. Apesar de ser um tema bastante conhecido, infelizmente o preconceito racial ainda muito presente na sociedade. Logo, o assunto precisa estar sempre em alta, para lembrar a realidade daqueles que sofrem discriminação apenas pelo fato de terem a pele escura. Por isso, listamos cinco ótimos filmes sobre racismo que você precisa assistir!

 

Histórias Cruzadas

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Baseado no best-seller “A Resposta”, o filme retrata a vida das empregadas domésticas negras no Mississipi dos anos 60. Skeeter, uma garota branca da sociedade, resolve tornar-se escritora e para isso decide escrever um livro sobre a realidade das empregadas domésticas da sua cidade. Para isso, ela conta com a ajuda de Aibileen Clark, a empregada da melhor amiga de Skeeter, e juntas vão tentar reunir depoimentos de outras mulheres. Porém, o livro não agrada em nada os moradores locais, acostumados a um sistema preconceituoso e opressor. A produção está disponível na Netflix.



O Sol é Para Todos

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Baseado no clássico romance de Harper Lee, O Sol é Para Todos é uma história de luta e esperança que todos deveriam ver e ler. O filme retrata o advogado Atticus Finch defendendo o negro Tom Robinson contra uma falsa acusação de estupro de uma mulher branca, em um tribunal no Alabama, em 1932. A história é contada pelo ponto de vista de Jean Louise Finch, uma garotinha de seis anos, filha de Atticus, que recebe uma grande lição de integridade e caráter com o acontecido.



Estrelas Além do Tempo

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Em 1961, os Estados Unidos, em meio à Guerra Fria, estão em plena corrida espacial. Mas ao mesmo tempo, a sociedade norte-americana está inserida em uma profunda divisão racial. O filme, baseado em fatos reais, mostra um grupo de funcionárias negras da Nasa precisando vencer o preconceito dentro para que consigam provar o seu valor e crescer dentro da instituição. Além de uma excelente história sobre o racismo, o filme é também profundamente inspirador sob a premissa de que com muita luta, pequenos passos podem ser grandes conquistas.



Preciosa – uma história de esperança

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Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude, em 1987. Violentada pelo pai e abusada pela mãe, ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, ela é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein consegue então uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação. O filme está disponível no catálogo da Netflix.



Cara Gente Branca

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Uma guerra cultural em um campus universitário entre negros e brancos, em universidade predominantemente branca, vem à tona quando uma revista de humor organiza uma polêmica festa de Halloween. Esta é uma sátira feroz ao racismo e ao pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A Netflix adaptou o filme de 2014 em uma série de mesmo nome. Ambos estão disponíveis no catálogo do serviço de streaming.

 

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Sabadinho Bom recebe Chagas Fernandes e grupo Tambores do Forte

Foto: Secom JP

 

Antônio Vicente Filho / Secom JP

O violonista Chagas Fernandes e o Grupo Cultural Tambores do Forte são as atrações deste sábado (26) do Sabadinho Bom, a partir das 12h30, na Praça Rio Branco. O projeto é uma realização da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) através de sua Fundação Cultural (Funjope).

Chagas, o primeiro a se apresentar, vai fazer um passeio pelo choro, tango, valsa, bolero, samba e MPB. “Vou fazer uma mistura de música com canções de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Paulinho da Viola e outros grandes nomes da música brasileira”, disse o artista. Além de se destacar como um grande violonista, Chagas Fernandes também é parceiro do poeta/repentista Daudeth Bandeira, em algumas obras publicadas e divulgadas em vozes de grandes nomes da cultura popular.

O músico disse que nessa apresentação vem com um repertório de clássicos da música brasileira. “É sempre bom a gente mostrar ao público coisas boas. Nossa música é muito rica. Vou mostrar um repertório de músicas que o público adora”, afirmou o artista.

Chagas ressaltou que com o Sabadinho Bom, a Funjope está realizando um dos maiores trabalhos pela divulgação da cultura do Estado ao levar cultura e arte para a população que não tem acesso aos grandes eventos culturais e permitindo que o artista local possar mostrar seu trabalho, “É digno de admiração e apoio o que a Funjope vem fazendo, abrindo espaço para o artista local mostrar seu trabalho em praça pública. Com isso quem ganha é público”, destacou o músico.

Cultura popular – Ainda dentro da programação alusiva ao Dia do Folclore, comemorado no dia 22 de agosto, o Sabadinho Bom terá a apresentação do grupo Tambores do Forte, que desenvolve um trabalho de pesquisa e execução de ritmos, cantos e danças tradicionais brasileiras.

Ratos: resenha sobre um livro surpreendente!

Amanda Fernandes*

 

Bem-vindos ao Chalé Madressilva, a “toca dos ratos”, para onde Shelley e sua mãe se mudaram recentemente.

A moradia foi escolhida com muito cuidado, pois ela tinha que atender às seguintes exigências para manter as suas residentes protegidas: ser no campo, sem vizinhos, três quartos, jardins na frente e nos fundos. Deveria ser antiga, ter “personalidade”, mas com o conforto de um sistema de aquecimento moderno, obviamente.

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Foto: Amanda Fernandes

 

Seria na tranquilidade do Chalé Madressilva que mãe e filha poderiam se esconder dos últimos problemas das suas vidas. A primeira tentaria se afastar das implicações do seu divórcio e do ressentimento pelo que aconteceu com a sua filha. Já a segunda buscaria se esquecer do caso de bullying que quase causou a sua morte, mas que a deixou com marcas físicas e emocionais.

Tudo estava correndo bem para elas: a mãe possuía um emprego, Shelley agora tinha aulas particulares e, com exceção das visitas do professor, ninguém as visitava.  Até que toda essa paz foi interrompida de forma drástica no dia do 16º aniversário de Shelley, quando o maior medo de qualquer rato acabou se concretizando: a presença de um gato. E elas sabiam muito bem que quando gato entra na toca dos ratos, ele não vai embora deixando-os ilesos. Elas sabiam que iriam morrer.

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Foto: Amanda Fernandes

 

As atitudes que as personagens tomaram ao longo do livro resultaram naquilo o que ele tem de mais interessante: a evolução das suas personalidades. Tais atitudes chamam a atenção do leitor para o fato de que todos nós temos limites. E também que somos capazes de fazer QUALQUER coisa. As pessoas que são colocadas em meio a situações extremas, mesmo aquelas que passam a vida como ratos tentando se esconder do mal que a sociedade é capaz de apresentar, podem sim acabar trocando o papel de vítima pelo de agressor.

Esse livro é surpreendente. Você inicia a leitura acreditando que se trata apenas de uma história sobre bullying, porém, ao terminar de ler a última página, chega à conclusão de que na realidade acabou de devorar um bom thriller psicológico.

 

Leia mais –  5 livros para ler em um dia!


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Amanda Fernandes – Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

Estudantes de Audiovisual fazem financiamento coletivo para curta sobre garotas mágicas

A ideia é explorar um personagem que não costuma ter muito foco: a melhor amiga da menina com poderes mágicos

 

Uma campanha no site de financiamento coletivo Catarse quer arrecadar R$ 13 mil para produção de um curta-metragem sobre garotas mágicas. ‘A Melhor Amiga’ conta a história de Ciça, uma adolescente que precisa lidar com a descoberta de que sua melhor amiga, Laís, recebeu superpoderes e a missão de defender o universo de forças malignas.

 

Inspirado no gênero de animes mahou shoujo, presente em clássicos da cultura oriental como Sakura Card Captors e Sailor Moon, o filme é de autoria de estudantes do último ano de Audiovisual da ECA USP. As contribuições com o orçamento da produção podem ser feitas até o dia 28 de junho e serão oferecidas recompensas para quem apoiar o projeto.

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Para o diretor Andrey Moritz, o ponto forte do curta-metragem é o viés pouco abordado no universo mahou shoujo. “A melhor amiga de uma garota com poderes é um tipo de personagem que normalmente aparece de forma secundária, servindo essencialmente como um espelho de realidade para a super-heroína ou como uma donzela em perigo. A melhor amiga, por mais que não corra tantos riscos quanto a garota mágica, passa por tantas crises quanto a própria super-heroína. Estas crises, ao serem tratadas por personagens realistas, como Ciça, tornam-se pontos de desenvolvimento e amadurecimento das personagens”, defende.

 

De acordo com a produtora Flávia Lucena, mesmo com a proposta de colocar Ciça em oposição a um universo mágico, é necessário mostrar elementos desse universo paralelo para que a protagonista acredite nos poderes de Laís. “Por isso, a maior parte do valor arrecadado na campanha será gasto com a criação do mundo mágico. Ou seja, esse dinheiro vai ser usado para custos com locais de filmagens, construção de cenários, figurinos e os objetos mágicos”, explica.

 

“O fato de estarmos sempre junto com a protagonista ajuda a diminuir bastante o contato do espectador com a magia, ainda mais porque ela própria é excluída desse mundo. Mas por mais que não apareça tanto, esse mundo mágico precisa ser muito bem pensado, tanto por ser essencial para a narrativa, quanto por ter que ser executável com os recursos disponíveis. O resultado precisa ser crível e transmitir o fascínio que essa magia exerce sobre a protagonista também para o espectador”, detalha a diretora de arte Alice Hirata.

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Mahou Shoujo – É um gênero de anime e mangá centrado em garotas adolescentes que ganham poderes mágicos e têm que lutar contra forças do mal sem revelar sua identidade para família e amigos. O gênero é um dos mais bem sucedidos, tendo representantes que você provavelmente conhece: Sailor Moon, Sakura Cardcaptor, Corrector Yui – e mesmo produções ocidentais, como W.I.T.C.H. Apesar de toda a mágica que envolve as personagens principais desse gênero, elas costumam ter uma melhor amiga que não possui super poderes, como é o caso da Tomoyo, de Sakura Card Captors, de também da Naru, de Sailor Moon. São personagens como elas que o curta ‘A Melhor Amiga’ vai explorar.

 

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Resenha: A Arte de Ouvir o Coração

Amanda Fernandes*

 

O livro de hoje também se desenvolve a partir de uma carta que foi encontrada pela esposa (na resenha anterior falei sobre “O Segredo do Meu Marido” – acredite de quiser, mas essa escolha foi pura coincidência, hahaha). Entretanto, a história desta vez se diferencia por conter juras de amor para uma mulher desconhecida.

A mensagem não é apenas um indício de infidelidade, mas a única pista que Julia possui para encontrar o seu pai Tin Win (o dono da carta), que está desaparecido há 4 anos. Com a decisão tomada de encontrá-lo, ou de pelo menos descobrir o que aconteceu a ele, Julia parte para a Birmânia em busca de pistas sobre quem é a tal Mi Mi (a mulher dos escritos).

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Foto: Amanda Fernandes

 

Ao chegar à Birmânia, Julia conhece um velho chamado U Ba, que afirma saber quem ela é e o que está procurando. Ele passa a contar a história de um menino cego que havia sofrido muito em sua infância. Por completa incompreensão de Julia, ela não quer ouvi-lo sobre isso. Porém, o senhor diz que o seu relato está ligado àquilo o que ela procura e a convence a escutá-lo durante dias.

Graças a U Ba, Julia passa a compreender como o misticismo e a astrologia são intrínsecos à cultura do país natal de Tin Win, e como essa crença nos astros acabou influenciando diretamente a vida do seu pai.

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Foto: Amanda Fernandes

 

A Arte de Ouvir o Coração é comovente e bastante singular.  É um livro com um toque de fantasia, que mostra como as crenças podem mudar o rumo da vida de uma pessoa. É uma história de amor baseada principalmente na confiança mútua, que conseguiu resistir até mesmo ao tempo.

Muitas vezes, ao longo da leitura, você acaba com um aperto na garganta e torcendo para que a história tenha um final feliz. Esse é daquele tipo de livro que nos faz mudar, pensar nele durante dias e que ensina lições para a vida inteira.

É um livro que merece ser lido, relido e, acima de tudo, guardado para sempre na memória, assim como no coração.

 

Leia mais: 6 ótimos livros que foram adaptados para o cinema!


 

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Amanda Fernandes – Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

 

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Novo “Piratas do Caribe” e mais quatro filmes estreiam nos cinemas da Paraíba

 

 

Após grande expectativa, estreia hoje (25) nos cinemas da Paraíba o longa “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar”, quinta produção da franquia. A mando do capitão Salazar, antigo inimigo de Jack Sparrow, escapam do Triângulo do Diabo fantasmas assassinos, dispostos a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

 

 

O filme estreia em cópias dubladas e legendadas nos cinemas do Mag Shopping e Manaíra Shopping, em João Pessoa, Partage Shopping, em Campina Grande, Cine Guedes, em Patos, e Cinemaxxi Cidade Luz, em Guarabira. Os cinemas do Mangabeira Shopping e Tambiá Shopping, em João Pessoa, exibem cópias dubladas do longa.

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“Punhos de Sangue” é baseado na história do lutador que inspirou o personagem Rocky

 

Outro longa que entra em exibição hoje, apenas no Cinépolis do Manaíra Shopping, é “Punhos de Sangue”, baseado na história real de Chuck Wepner (Liev Schreiber), vendedor de bebidas na cidade de Nova Jersey e boxeador peso-pesado que inspirou a saga “Rocky” ao ir até o 15º round lutando contra o então maior pugilista do mundo, Muhammad Ali.

 

 

Também entra em cartaz hoje, nos cinemas do Manaíra, Mangabeira e Mag Shopping, o nacional “Real – O Plano Por Trás da História”. A produção conta todo o processo de criação do Plano Real, em 1994, em resposta a uma das piores crises econômicas que o país já enfrentou.

 

 

O Cinespaço exibe em sessão única na quarta-feira (31) o longa “Muito Romântico”. A exibição faz parte do projeto cultural Sessão Itaú Viver Mais, que garante entrada gratuita para pessoas com mais de 55 anos. A produção mostra Melissa e Gustavo buscando uma nova vida em Berlim. Eles entram em um cargueiro, atravessam o Oceano Atlântico e encontram uma casa no novo país. O local se torna centro do universo dos dois e, à medida que o tempo passa, eles continuam fazendo filmes, amizades e músicas, até ambos ficam perdidos no meio do caminho. Enquanto o mundo dos dois começam a desmoronar, um portal cósmico aparece na casa deles, conectando passado, presente e futuro.

 

 

Por fim, o projeto Cinema de Arte exibe, no Cinépolis do Manaíra Shopping, o francês “Faces de Uma Mulher”. Karine (Adèle Haenel) leva uma vida tranquila trabalhando como professora na escola primária, enquanto pensa em ter um filho com o namorado através de inseminação artificial. Um dia, no entanto, a polícia bate à sua porta para prendê-la. Voltando em sua história, compreendemos que esta mulher órfã já teve vidas muito diferentes, adotando outros nomes e sobrevivendo ao passado de violências e abusos. A cada retorno ao passado, Karine é vivida por uma atriz diferente.

 

 

Para mais informações sobre sessões e horários, acesse:

 

João Pessoa

http://manairashopping.com/cinema/

http://www.cinepolis.com.br/programacao/

http://www.magshopping.com.br/cinema

 

Campina Grande

http://partagecampina.com.br/site/cinema/

 

Patos

http://www.guedesshopping.com.br/inicio

 

Guarabira

https://www.facebook.com/cinemaxxicidadeluz/

 

 

Resenha: O Segredo do Meu Marido

Amanda Fernandes*

O que você faria se encontrasse um envelope que pertence ao seu marido (ainda vivo), e nele estivesse escrito: “Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte”?

Você respeitaria a vontade dele (guardando a carta no mesmo lugar sem abri-la), não aguentaria de curiosidade e a leria na mesma hora, ou faria aquilo o que Cecília fez: não abriria a carta, porém diria ao seu marido que a encontrou e que gostaria de saber do que se trata?

A trama do best-seller “O Segredo do Meu Marido”, da autora Liane Moriarty, gira em torno do segredo do marido da Cecília. Além do ponto de vista desta personagem, o livro intercala os de mais duas outras: a Rachel e a Tess, que inicialmente não têm nada em comum, mas que acabam tendo suas vidas entrelaçadas ao longo da história (característica bastante conhecida em livros desse gênero).

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Foto: Amanda Fernandes

 

Então… Sabe aquele tipo de livro que possui um enredo que instiga você a não largá-lo em momento algum e então você passa a madrugada em claro, para passar o dia seguinte parecendo um zumbi? Hahahaha Pois bem, esse livro é desse tipo!  E isso é um reflexo não apenas da boa escrita da autora, como também da construção dos personagens principais e secundários: você consegue sentir carisma por eles e não para de se perguntar o que danado Cecília vai fazer depois que descobriu qual é o segredo do seu marido.

Tenho, porém, que admitir que não é apenas por isso que a leitura é tão boa. Essa história não se trata apenas de um grande segredo, que nunca deveria ter vindo à tona. Mas também é sobre laços familiares, amizades e lealdade.  Ela te faz questionar se você realmente conhece seu marido, seus filhos, seus amigos… E, acima de tudo (graças àquele final O.M.G!!!!), te faz ficar muito tempo se perguntando: “mas e se?”

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Foto: Reprodução HBO

 

Da mesma autora, a editora Intrínseca já lançou também o “Pequenas Grandes Mentiras”, livro que foi adaptado para uma série da HBO. A série é estrelada pelas atrizes Nicole Kidman, Reese Witherpoon e Shailene Wooldley.

 

Leia mais – Ratos: resenha sobre um livro surpreendente!

 

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 (*) Bacharela em Arte e Mídia pela UFCG, apaixonada por livros, séries, filmes e fotografia, colaboradora do blog literário Pixelbooks.

Cinema: 6 filmes nacionais sobre política

Em tempos de crise política, nada melhor que o cinema para nos ajudar a entender como funciona o poder no país. Listamos seis filmes nacionais sobre política para refletir sobre vários aspectos do tema!

 

Terra em Transe

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Um clássico de Glauber Rocha, mostra o senador Porfírio Diaz (Paulo Autran), que detesta seu povo e pretende tornar-se imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul. Porém existem diversos homens que querem este poder, que resolvem enfrentá-lo. Enquanto isso, o poeta e jornalista Paulo Martins (Jardel Filho), ao perceber as reais intenções de Diaz, muda de lado, abandonando seu antigo protetor.

O filme pode ser lido como uma sátira da política brasileira nos anos de 1960 a 1966, criticando os que fizeram parte desse processo, inclusive as várias correntes da esquerda.

 

 

Tropa de Elite 2

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Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma malsucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Lá, porém, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Uma crítica atual à corrupção nas instituições públicas brasileiras, o filme trata da relação entre segurança pública e financiamento de campanha.

 

 

O Bem Amado

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Após o assassinato do prefeito de Sucupira por Zeca Diabo (José Wilker), começa uma disputa política entre Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) e Vladimir (Tonico Pereira) pelo cargo vago. Odorico vence a eleição e toma posse como prefeito, e uma de suas promessas é construir o primeiro cemitério da cidade, para evitar a emigração dos habitantes após morrerem. Só que, após a obra ser concluída, há um problema: ninguém em Sucupira morre, o que impede que o cemitério enfim seja inaugurado. Sofrendo pressão devido a acusações de superfaturamento, Odorico precisa encontrar um meio para que o grande feito de seu mandato não se torne uma grande piada. O filme é uma sátira bem-humorada da política brasileira, mais especificamente do interior do país. Nas pequenas cidades, onde os prefeitos fazem obras majestosas e sem grande utilidade, buscando mais colocar seu nome na placa de inauguração do que beneficiar o povo.

 

 

O que é isso, companheiro?

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O jornalista Fernando (Pedro Cardoso) e seu amigo César (Selton Mello) abraçam a luta armada contra a ditadura militar no final da década de 60. Os dois alistam num grupo guerrilheiro de esquerda. Em uma das ações do grupo militante, César é ferido e capturado pelos militares. Fernando então planeja o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick (Alan Arkin), para negociar a liberdade de César e de outros companheiros presos. Uma das produções nacionais que abordam o período de ditadura militar no país e o clima da época.

 

 

O ano em que meus pais saíram de férias

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Em 1970, Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir da perseguição política, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é vizinho do avô de seu avô. Por se passar na ótica de uma criança, o filme divide-se entre retratar a tristeza do menino esperando um telefonema dos pais e a felicidade dele ao acompanhar a Copa do Mundo de 1970.

 

 

Eles não usam black-tie

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Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião (Carlos Alberto Riccelli) e sua namorada Maria (Bete Mendes) decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, que é liderada por seu pai, Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.

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9 filmes na Netflix para NÃO falar mais mal da produção brasileira

Quem nunca falou que o cinema nacional é ruim, atire a primeira pedra. A gente sabe que tem muito filme meia boca por aí, mas não é por isso que vamos generalizar. Listamos alguns filmes nacionais disponíveis na Netflix para você deixar o preconceito de lado e reconhecer que por aqui há muita coisa boa sim!

 

O roubo da taça

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Peralta é um simples corretor de seguros que começa a sofrer pressões de todos os lados. Em casa, sua namorada Dolores dá um ultimato: é casamento ou fim de papo. Por outro lado, suas dívidas que se amontoaram rapidamente, começam a ser cobradas. Quando tudo parece perdido, uma brilhante ideia cruza a cabeça de Peralta: um plano que vai resolver todos os seus problemas. Com a ajuda de seu amigo Borracha, um sujeito nada inteligente, Peralta decide roubar a Taça Jules Rimet de dentro dos cofres da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Baseado num caso real.

 

 

O começo da vida

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Uma análise aprofundada e um retrato apaixonado sobre os primeiros mil dias de um recém-nascido, o verdadeiro começo da vida de um ser humano, tempo considerado crucial pós-nascimento para o desenvolvimento saudável da criança, tanto na infância quanto na vida adulta, onde os pais precisam ter o maior cuidado, amor e carinho possível.

 

 

O silêncio do céu

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Diana (Carolina Dieckmann) carrega consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ela prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mario (Leonardo Sbaraglia), seu marido, também tem seus próprios segredos – mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal.

 

 

Hoje eu quero voltar sozinho

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Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. Um filme muito delicado, para se apaixonar pelos personagens!

 



 

Entre nós

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Sete jovens amigos escritores viajam para uma casa de campo para celebrar a publicação do primeiro livro do grupo. Lá, eles escrevem cartas para serem abertas dez anos depois. A viagem acaba em uma tragédia após a morte de um dos amigos. Mesmo assim, eles se reúnem dez anos depois para ler as cartas.

 

 

Saneamento Básico, o Filme

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Os moradores de Linha Cristal, uma pequena vila de descendentes de colonos italianos localizada na serra gaúcha, reúnem-se para tomar providências a respeito da construção de uma fossa para o tratamento do esgoto. Eles elegem uma comissão, que é responsável por fazer o pedido junto à sub-prefeitura. A secretária da prefeitura reconhece a necessidade da obra, mas informa que não terá verba para realizá-la até o final do ano. Entretanto, a prefeitura dispõe de quase R$ 10 mil para a produção de um vídeo. Este dinheiro foi dado pelo governo federal e, se não for usado, será devolvido em breve. Surge então a ideia de usar a quantia para realizar a obra e rodar um vídeo sobre a própria obra, que teria o apoio da prefeitura. Porém, a retirada da quantia depende da apresentação de um roteiro e de um projeto do vídeo, além de haver a exigência que ele seja de ficção. Desta forma os moradores se reúnem para elaborar um filme, que seria estrelado por um mostro que vive nas obras de construção de uma fossa.

 

 

Nise – O Coração da Loucura

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Ao voltar a trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro, após sair da prisão, a doutora Nise da Silveira (Gloria Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia. Seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam, restando a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte.

 

 

Faroeste Caboclo

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João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo João se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.

 

 

O Último Cine Drive-in

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O jovem Marlombrando (Breno Nina) se vê obrigado a voltar a Brasília, sua cidade de natal, devido à doença de sua mãe, Fátima (Rita Assemany). Lá, ele vai reencontrar seu pai, Almeida (Othon Bastos), dono do Cine Drive-in, há 37 anos. Ele insiste em manter vivo o cinema, mesmo não atraindo mais espectadores como na década de 70. Para isso, conta com a ajuda de apenas dois funcionários: Paula (Fernanda Rocha), que cuida da projeção e da lanchonete; e José (Chico Sant’anna), um velho amigo de Almeida, que ajuda a vender ingressos no caixa e da limpeza do local. Com a ameaça de demolição do Cine Drive-in e o agravamento da doença de Fátima, pai e filho vão ter que se unir e tentar reviver o passado.

 

*Lista produzida com base no catálogo da Netflix de 07 de maio de 2017

 



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Dica de série: Grace and Frankie

Procurando algo pra ver na Netflix neste domingo? A gente ajuda! A nossa dica para hoje é a comédia Grace and Frankie, produzida pelo próprio serviço de streaming.

A série mostra Grace e Frankie, duas mulheres que estão encarando a temida terceira idade, descobrindo como recomeçar depois que seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro e vão se casar.

Até então rivais, as duas descobrem que precisam se apoiar uma na outra para viver essa nova fase. Com Jane Fonda e Lily Tomlin nos papéis das protagonistas, a produção ainda conta com Martin Sheen e Sam Waterston como os ex-maridos.

Vale a pena assistir e dar boas risadas com estas famílias!

Confere o trailer:

Leia mais: A sensacional “Atypical”, da Netflix, aborda o autismo com delicadeza e um toque de humor

 

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