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Orquestra Sinfônica da Paraíba realiza concerto nesta quinta em João Pessoa

Uma das obras mais conhecidas do compositor Felix Mendelssohn, “As Hébridas”, vai abrir o concerto desta quinta-feira (13) da Orquestra Sinfônica da Paraíba, com regência do maestro paulista Gustavo Petri, que volta a reger a OSPB, declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Paraíba, pela Lei 11.330, de autoria da deputada estadual Cida Ramos. O concerto começa às 20h30, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural, em João Pessoa, com entrada gratuita.

No início do concerto, o público vai poder conferir a execução da abertura de “As Hébridas, Opus 26 (Gruta do Fingal)”, poema sinfônico cujo nome remete à Gruta de Fingal, em Staffa, uma das ilhas Hébridas Interiores, na Costa da Escócia, do compositor, pianista e maestro alemão do período romântico, Felix Mendelssohn (1809-1847).

A orquestra vai executar, em seguida, “Duas Canções sem Palavras, Opus 22 (Country Song e Marching Song)”, obra do compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst (1874-1934), dono de um estilo que foi resultado de muitas influências, incluindo o folk inglês do início do Século XX.

O concerto desta quinta-feira será encerrado com a “Sinfonia nº 3 em Mi Bemol Maior, Opus 55 – Heróica”, composição de destaque da obra do alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), considerado um dos pilares da música ocidental e um dos compositores mais respeitados e mais influentes do mundo da música. A sinfonia é constituída de quatro movimentos: Allegro com brio, Marcha Fúnebre – Adagio assai, Scherzo – Allegro vivace e Finale – Allegromolto.

“Eu vou ter a honra de reger a Sinfônica da Paraíba, nesta quinta-feira, um programa imperdível”, disse o maestro Luis Gustavo Petri. “A gente começa com abertura de Mendelssohn chamada As Hébridas, ou A Gruta de Fingal, que é um relato da experiência que Mendelssohn teve quando foi para a Escócia e que se impressionou com a natureza do lugar e fez uma abertura que é lindíssima. Ela descreve todas as sensações que ele teve. É uma peça muito gostosa de assistir”, destacou.

“Seguimos com Duas Canções sem Palavras, de Gustav Holst, um compositor inglês que viveu na virada do século 19 para o século 20, e ficou famoso pela sua obra Os Planetas, que é uma obra monumental. Essas pequenas peças são duas joias da composição dele.  São peças muito delicadas, muitos fortes da maneira dele, da maneira inglesa, da maneira elegante e bonita. E a gente termina com aquela que talvez seja a sinfonia que trouxe o romantismo para a música, que foi a 3ª Sinfonia de Beethoven, a Heróica, que inovou na sua época em extensão, em maneira de orquestração. A sua introdução curta e seca e rápida mudou a maneira de ouvir a sinfonia na época. Ela antecede a famosa quinta, mas talvez seja a sinfonia que mais modificou a história do romantismo, do nosso mestre Beethoven”, completou o maestro.

Em 2018, ele foi o regente do concerto apresentado no dia 8 de novembro, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural. “Estive aqui no ano passado, com essa orquestra maravilhosa. Fizemos um trabalho muito bonito, tocamos Dvorák, e agora de novo, nessa cidade incrível, com a expectativa melhor possível para o concerto”, finalizou.



O regente

O maestro, compositor e pianista Luís Gustavo Petri é fundador e regente titular da Sinfônica de Santos desde 1994. É convidado frequente das mais importantes orquestras brasileiras, dentre elas, Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Estado de S. Paulo, OSPA (Porto Alegre), OSTG (Paraná), OSB (Brasileira) e Filarmônica de Manaus. Na área lírica, realizou vários espetáculos, como Magdalena de Villa-Lobos, Rigoletto, Il Capello di Paglia di Firenze, La Traviata, Morcego de Strauss, Romeu e Julieta de Gounod, e dirigiu os balés Romeu e Julieta, de Prokofiev, e O Lago dos Cisnes, com Balé e Orquestra do Teatro Guaíra.

Fez a estreia nacional de Violanta de Korngold e a primeira encenação no Brasil de Uma Tragédia Florentina, de Zemlinsky.  Em 2017, dirigiu o sucesso RISCO – Corpo Cidade com o Balé da Cidade de São Paulo. Foi assessor musical da direção artística do Teatro Municipal de São Paulo de 2011 a 2014. Juntamente com Cleber Papa, criou o Ópera Curta, projeto que inova o formato de ópera e que vem encontrando sucesso absoluto em várias cidades brasileiras.

Esteve ainda à frente de orquestras na República Dominicana e em Portugal. Também em Portugal, ministrou um curso de Direção de Orquestra em Coimbra. Foi o diretor musical dos sucessos My Fair Lady (2007 e 2016), West Side Story, Vítor ou Vitória, Cabaret, Lago 21 e Cidades Invisíveis, entre outros.  Foi o vencedor do Prêmio Bibi Ferreira, na categoria de Melhor Direção Musical pelo espetáculo My Fair Lady (2016).

 

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