Mais cinco documentários na Netflix sobre o mundo da música

Documentários na Netflix

A música muitas vezes é somente reconhecida através de sua influência sonora, porém tal justificativa não pode ser aplicada somente sobre um segmento e haver um processo de exclusão de suas variáveis. O trabalho sonoro que nos é apresentado exerce um domínio que transcende o principal propósito da música, sua eficácia também é estabelecida através da sociedade, fazendo parte da mudança ou sendo a principal percussora dela. Portanto viu-se a necessidade em dar continuidade à lista de documentários na Netflix que mostram como a música atua sua arte através das pessoas e de como ela pode ocasionar mudanças em sua forma de consumo.

 

How The Beatles Change The World

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How The Beatles Change The World retrata como a banda mais importante do mundo conseguiu mudar a forma de se fazer e lançar música. A banda que serve de inspiração para os músicos posteriores a eles foi a principal em conseguir retratar através de suas letras acontecimentos que ficaram na história. O documentário traz depoimentos de historiadores da música que exemplificam a relevância da banda para sua época. Ele mostra desde do início da formação do grupo, com suas letras sobre garotos inocentes e apaixonados no álbum debutante Please Please Me de 1963, no qual ficou marcado com a grande histeria de seu público feminino, passando para uma análise visual, sonora e letrista da banda nos discos posteriores, onde o grau de complexidade foi mais perceptível no visionário álbum de 1967 Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, que mudou totalmente o cenário musical da época e exerce grande importância na indústria até os dias de hoje. O impacto exercido da banda sobre a forma de se consumir música é a principal vertente do filme.



 

 

George Harrison: Living In The Material World

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O documentário com duração de quase três horas e meia é um dos mais complexos em retratar a vida e arte de um dos integrantes da banda mais importante de todos os tempos. Dirigido pelo renomado diretor Martin Scorsese, que trilha numa linha do tempo toda a carreira do artista com suas músicas autorias dentro banda e sua carreira solo após a separação dos Beatles. Com uma vastidão de material inédito, o documentário nos faz ter maior afeição pelo George, que assim como o Ringo Starr jazia sobre a sombra de Paul McCartney e John Lennon, cantores e compositores principais do grupo e que ganhavam maior destaca por conta disso. A edição e montagem do filme consegue fazer fluir com naturalidade todas as fases do cantor antes, durante e depois dos Beatles, dando ênfase no período da mudança espiritual na Índia, onde adotou as filosofias budistas que mudaram sua perspectiva sobre a vida, na qual vieram as principais inspirações para os próximos projetos autorais e solo. Trazendo depoimentos de amigos, familiares, artistas que o conheciam e trabalharam com ele e produtores musicais que evidenciam o fardo colocado no artista de uma banda de grande renome e relevância, mas também evidenciam como ele sempre estava em busca da paz interior.

 

 

Janis Joplin Little Girl Blue

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Janis Joplin Little Girl Blue é o mais melancólico da lista. Nele nos são contados todos os dramas da vida de Janis, que desde muito cedo lidou com o peso de não fazer parte dos estereótipos da época e que em sua infância/adolescência enfrentou as mais diversas cobranças para se encaixar num modelo que claramente não lhe pertencia. Sua fragilidade emocional foi acentuada com o uso de drogas como a heroína, fazendo assim parte do clube dos 27, junto com todos os outros artistas melancólicos e incompreendidos que foram embora cedo demais deste mundo. A singularidade vocal é sua grande marca, grande impulsionadora do Blues feminino na década de 60, quando cantou no festival mais icônico da época, o WoodStock, que trouxe diversas bandas memoráveis, e com sua banda The Big Brother and the Holding Company configuraram o cenário psicodélico da época trazendo destaque à vocalista com seus trejeitos e estilo excêntrico, que cativou o público com sua voz rouca. As cartas que Janis trocava com seus familiares e amigos são narradas e expõem o seu lado mais vulnerável, assim como as suas tentativas de encontrar o amor que pudesse lhe acalmar a alma. O filme traz vários conteúdos de entrevistas da época, vídeos caseiros e imagens de shows com suas performances transcendentais.



 

 

Lady Gaga Five Foot Two

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Documentário de 2017 com produção da Netflix mostra o processo criativo do álbum Joanne, que teve destaque no festival de Toronto. Nele é retratada a preparação do disco da cantora, que teve como produtor o Mark Ronson, responsável pelo Back To Black da Amy Winehouse. Reconhecida pela sua excentricidade no ramo da música no início de sua carreira, Lady Gaga sempre brincou com a mídia querendo mostrar seu lado exótico, contrariando as exigências da indústria. Nesse álbum é notório sua mudança estilística abordando diferentes musicalidades. A principal inspiração para o disco foi sua tia chamada Joanne, que morreu aos 19 anos de lúpus, doença que Lady também tem. Mostrando sua fragilidade ao falar sobre as doenças que lhe assombram, a cantora fala sobre as dificuldades de conciliar sua carreira e os problemas físicos. Sendo sincera em todo o documentário sobre os impasses devido sua afirmação no meio e os sucessos que conseguiu com o apoio da comunidade LGBT+, sempre transparecendo gratidão aos seus fãs por toda sua carreira. A colaboração com o Tony Bennet na sua turnê de jazz a fez se mostrar versátil e extremamente talentosa em outros estilos, provando sua capacidade vocálica para os que a enquadravam no ramo da música.

 

 

Foo Fighters Back and Forth

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Foo Fighters Back and Forth conta o início da banda liderada pelo Dave Grohl, o cara mais legal do rock. O Nirvana chegou ao fim após a morte do Kurt Cobain em 1994, e o Dave, então baterista do grupo, resolveu criar sua própria banda no fim da década de 90, agora como vocalista. O surgimento do grupo sob o fim do Nirvana foi bastante desafiador para o vocalista que enfrentava somente comparações à sua antiga banda ou quais músicas eram relacionadas ao Kurt. A jornada deu certo e é retratada com humor e intensidade sobre como a banda conseguiu lotar estádios, ser vencedora de Grammys, ter milhares de fãs ao redor mundo, ser bem reconhecida pela crítica. Além de mostrar os problemas que toda banda de rock tem com os integrantes, as mudanças, as brigas e como conseguiram se estabilizar através das experiências. Com o lançamento do álbum Wasting Light de 2011 nos é apresentado como o álbum foi constituído, sendo gravado no estúdio na casa de Dave, onde os equipamentos não eram digitais, dando um novo desafio para o grupo, que parece ter feito de tudo um pouco.

 

 

*Isabelle Vasconcelos/ estagiária sob supervisão

 

Fotos: divulgação

 

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