Crítica: Vingadores Ultimato traz um desfecho mediano para a obra final

Vingadores: Ultimato

Vingadores: Ultimato sem sombra de dúvidas foi o filme mais aguardado para muitas pessoas este ano. Após mais de dez anos do início de uma nova era no cinema, que se iniciou em 2008 com o primeiro filme solo do Homem de Ferro, a Marvel ao longo deste período foi estruturando enredos com os contextos interligados dos heróis. Lançando todos os anos pelo menos dois filmes sobre eles, a Marvel foi rapidamente estabelecendo sua premissa.

Ao longo da década, os personagens ganharam o público com suas histórias e fizeram com que as pessoas virassem fãs de personagens que nunca haviam sido apresentados ao cinema antes, como os Guardiões da Galáxia por exemplo. Isso deixa claro o poder da Marvel, que fez sucesso atrás de sucesso, tanto de bilheteria, como de crítica. Quando nós fomos apresentado ao vião Thanos em Vingadores: A Era de Ultron, pouco se sabia da enorme ameaça que ele seria. Aos poucos essa pretensão foi sendo estabelecida até que todos pudessem ter a real noção de quais eram os objetivos do Titã Louco e que ele seria o principal vilão dos Vingadores e também o mais difícil de ser derrotado.

Por consequência, com os conflitos dos filmes anteriores e a apresentação dos personagens que seriam necessários para compor essa teia, a Marvel se viu finalmente preparada para o momento chave de finalização da fase 3 com o filme Vingadores: Ultimato. Os acontecimentos de Vingadores: Guerra Infinita deixaram todos surpresos com o desfecho e principalmente a forma como tudo aconteceu. Isso fez com que todo mundo ficasse ansioso para o que viria a seguir.



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Foto: Divulgação

No entanto, Vingadores: Ultimato não consegue passar a mesma sensação de dramaticidade que aconteceu com Guerra Infinita. Neste filme temos uma durabilidade maior, e as três horas são mais do que suficientes para concluir toda a narrativa excepcional que a Marvel criou. Porém, com o decorrer dos atos, pôde-se notar que houve falhas no ritmo e no drama dos personagens. Diferentemente de Vingadores: Guerra Infinita, em que inúmeras coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo, em Ultimato a execução acaba deixando a desejar. Somente no terceiro ato, em uma batalha incrível, realmente podemos sentir o impacto e grandiosidade do filme.

A fórmula da Marvel ainda é aplicada em Vingadores: Ultimato. O longa não fica para trás no quesito alívio cômico. Este foi o grande erro deste filme: tentar empurrar piadinhas demais em situações desnecessárias. Essa não é a primeira vez que isso acontece nos filmes da Marvel, mas neste contexto não era propício, estamos falando de uma situação na qual metade da população mundial foi dizimada, os Vingadores fracassaram, perderam seus melhores amigos e também familiares. Era esperado que no mínimo acontecesse uma mudança de tom, maior seriedade e dramaticidade. A prova disso é quando um dos personagens faz uma piada logo após ter enterrado um dos seus companheiros.

O lado positivo é que o filme não é um erro de execução. Não estamos dizendo que ele teve somente pontos negativos, mas a expectativa era que fosse perfeito e tão emocionante quanto Guerra Infinita foi. Um fator importante que já foi mencionado pelo Presidente da Marvel, Kevin Feige, é que os próximos filmes do estúdio terão maior representatividade, e isso é deixado claro no terceiro ato deste longa em um momento girl power. O estúdio já deu destaque para as pessoas negras em Pantera Negra, ao feminismo em Capitã Marvel e quem sabe posteriormente à comunidade LGBT no filme “Os Eternos”, como se especula. Vingadores: Ultimato traz um primeiro ato surpreendente, o segundo é bem arrastado e pouco emocionante e o terceiro traz de volta aquela adrenalina de ver os heróis lutando na batalha final, mas as consequências dela não transmitem tanto pesar quanto deveriam.

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão 

Foto destaque: Divulgação

 

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