Crítica: seriado The Fosters tem grande papel de representatividade LGBT

seriado the fosters

Confesso que não tinha muitas expectativas ao começar a assistir ao seriado The Fosters, que está disponível com algumas temporadas na Netflix. Ouvi algumas indicações e resolvi investir, mas tive uma grata surpresa ao constatar, ainda no piloto da série, que eu já estava completamente envolvida com a história.

A produção retrata uma família nada comum, composta pelo casal lésbico Stephanie e Lena, o filho biológico do primeiro casamento de Stef, Brandon, e um casal de gêmeos hispânicos adotados, Jesus e Mariana. Ainda no piloto, vemos a chegada de mais dois adolescentes ao convívio familiar, Callie e Jude, que passaram por grandes problemas e estão em busca de um lar adotivo temporário.

Com essa configuração familiar não convencional, é um alívio notar que muitas boas reflexões podem ser tiradas da abordagem que o seriado dá à situação. Eles são apenas uma família, como qualquer outra, com problemas normais. A série não cria grandes dramas em torno das mães serem lésbicas, pois para os personagens é tudo supernatural.



Uma cena logo na chegada de Callie à casa nos dita as regras da abordagem de The Fosters: ela vê Stef e Lena se beijando e pergunta se elas “são sapatões”, enquanto um dos filhos responde que “preferem trata-las como pessoas mesmo”. Essa forma delicada e simples de tratar a questão é talvez um dos pontos que mais gostei, pois é muito difícil encontrar um exemplo de representatividade LGBT bem construído no mundo do entretenimento.

Mas além de tudo isso, ainda há outros pontos muito importantes sendo tratadas na história, como a questão da adoção e de como as crianças que estão nesse sistema passam por grandes dificuldades, além das autodescobertas de alguns personagens, inclusive com questões de gênero e sexualidade sendo pinceladas aqui e ali.

No fim do dia, acho que The Fosters é aquela série que precisa ser assistida por todo mundo, pois ajuda a entender um pouco da realidade do outro. Em tempos de intolerância e preconceito, é importante um pouco de empatia e representatividade.

 

*Por Érica Rodrigues – Érica é jornalista, formada pela UFPB, e trabalha com produção de conteúdo na internet. Ama escrever e conversar sobre livros, filmes e viagens, suas três maiores paixões.

 

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