Crítica: o documentário “Gaga: Five Foot Two” e a verdade sobre Lady Gaga

Larissa Rodrigues*

 

Um dia li que a próxima revolução seria feminista. Não entendi bem como isso seria na prática. Ultimamente, vendo a força das mulheres tomando proporções inimagináveis, fica claro: não há mais espaço para desigualdade. O documentário Gaga: Five Foot Two, sobre a preparação de Lady Gaga para sua apresentação no Super Bowl, mostra uma mulher que já chocou o mundo com sua aparência, mas agora mostra algo ainda mais escandaloso: sua ousadia em ser quem é.

O documentário é como um grande vlog do Youtube. São inúmeros vídeos de momentos cotidianos da cantora. A ideia de ser uma produção simples é interessante e conversa com a proposta intimista do novo álbum Joane, mas perde em qualidade de imagem, de fotografia e roteiro. Com certeza, essa era a ideia: chocar. Enquanto todos esperavam uma produção cheia de efeitos, ela queria mostrar sua luta diária contra as fragilidades emocionais e físicas que atrapalham o trabalho e a vida pessoal. Tem emoção e intensidade nesse filme. Exatamente a ideia que Gaga quer passar para os fãs desde o início. Mas agora de cara limpa, sem fantasias.



Dá pra ver que apesar de haver uma galera enorme trabalhando em equipe para o show Lady Gaga, ela é só mais uma de nós. Uma garota batalhadora, com uma voz incrível. É impressionante a quantidade de gente que trabalha nos bastidores para fazer o resultado que conhecemos. Produtores, músicos, maquiadores, fisioterapeutas… Sempre tem alguém correndo atrás dela fazendo algo enquanto ela faz algo.

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É muito fácil desejar ser a Lady Gaga no palco, mas você pagaria o preço que ela paga para subir lá? É louco que a intimidade dela seja tão compartilhada. Não é só porque ela é uma “pessoa pública” (aliás, que expressão louca, né?) e tem 18 milhões de seguidores no Instagram, vai mais além: viver cercada de centenas de pessoas que não têm a menor cerimônia em colar um adesivo nos seios dela deve ser muito estressante.

Ela canta, dança, atua, grava, planeja, regrava, debate, abraça, beija, fotografa… Sonha, almeja, batalha, sofre, cai, levanta, acredita, chora, deseja… Se você ainda tem dúvidas de que uma mulher pode, clique no replay.



Veja o trailer do documentário.

Larissa Rodrigues é desenhista do @be.my.type, internacionalista, mestranda de Relações Internacionais da UEPB. Adora falar de política, espiritualidade e coisinhas que amenizam nossa experiência de vida: filmes, moda, viagens e comida!!!

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