Crítica: filme Ana e Vitória é um retrato sensível do amor nos tempos de Internet

filme ana e vitória

A Netflix adicionou ao catálogo o filme Ana e Vitória, livremente inspirado na ascensão meteórica do duo que saiu de Araguaína-TO e ganhou os palcos do Brasil. O longa se vende como uma “comédia romântica musical sobre relacionamentos modernos”, numa tentativa de atrair não só os fãs da dupla, quanto outros espectadores que não as conheçam. De fato, não haveria descrição melhor para essa produção.

Ao assistir Ana e Vitória nos deparamos com um retrato leve e sem tabus de como a geração Y vive o amor. Não há mais tanta necessidade de se rotular e os personagens passeiam entre relacionamentos que vem e vão, na velocidade de uma mensagem de Whatsapp. E por falar em tecnologia, ela é tão parte da narrativa do filme quanto das nossas vidas nos dias de hoje. Os smartphones e redes sociais são quase que personagens da comédia, que em vários momentos usa recursos para nos fazer entender como esses artefatos já são partes de nós mesmos.



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Fotos: divulgação

Ana gosta de meninos e meninas, e vive os amores e as decepções intensamente, transformando em música os afetos e sofrimentos. Já Vitória não sabe muito bem o que quer, mas não desiste de procurar. Na verdade, ela só quer usar uma camisinha antiga que está na carteira e falta um mês para vencer. Mas ambas têm em comum a vontade de encontrar seu rumo, e parecem não ver necessidade de muitas certezas que são tão caras às gerações anteriores. Elas não buscam carteira assinada ou alguém para apresentar aos pais, apenas algo que faça sentido. E assim, passeamos pelas experiências das duas, desde antes do sucesso até quando já estão nos palcos cercadas de fãs.

A história traz muitas situações vividas na vida real das artistas, mas grande parte é apenas ficção. Porém, se você nasceu entre o fim dos anos 1980 e o meio dos anos 1990, certamente se verá em vários momentos do longa. Não seria exagero dizer que a história da carreira do duo é apenas o pano de fundo para uma narrativa sensível e necessária que nos mostra como o amor pode ser vivido sem amarras, complicações e estereótipos.

Ana e Vitória é o primeiro filme nacional a conseguir traduzir tão bem, e ao som do folk fofinho da dupla, uma geração que é cunhada em dúvidas, mas que tem a certeza de que quer buscar o próprio caminho.

*por Érica Rodrigues, jornalista apaixonada por livros, filmes e viagens



 

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