Clipes com crítica social põem fogo no parquinho!

this is america

Não é de hoje que a arte é ferramenta de protesto. É pra isso que ela serve: pra causar emoção. Seja saudade, alegria, dor ou repulsa, a arte serve pra provocar quem consome. A música de protesto não é algo do século XXI, mas temos visto clipes bem críticos ultimamente. Com o debate quente nas redes sociais, sobre racismo, feminismo, homofobia, disputa partidária e tudo mais que se possa criticar, esses vídeos veem um campo fértil para atingir visibilidade. É uma soma de interesses: o ativismo do artista e a oportunidade de falar de temas que estão em alta e bombar. Os clipes com crítica social são formas polêmicas de vender música de qualquer jeito.

Sabe aquela máxima “falem mal ou falem bem, mas falem de mim”? Um clipe sobre racismo encanta os ativistas, incomoda os preconceituosos e gera revolta nos que defender que “não existe racismo no Brasil”. Pronto, é só lançar o clipe e ver os views crescerem. Ganha o artista, ganha o debate. Creio que era essa a intenção de Anitta com o clipe Vai Malandra. Com o debate sobre feminismo em alta, e a sua fama também, o clipe pôs lenha na fogueira da internet. Gerou discussão mesmo entre as feministas que achavam a música um hino da liberdade sexual feminina e aquelas que viram um desserviço na sensualização do corpo da mulher. O resultado foi o record de visualizações no Youtube.



Mais recentemente, a música This is America, de Childish Gambino, causou reboliço por falar sobre discriminação racial pela polícia norte-americana. Gambino é ator da série Atlanta e cantor de hip-hop. O clipe foi lançado no dia 5 de maio e chegou aos assuntos mais comentados no Twitter. A crítica é sobre o fato da comunidade negra é retratada como fonte de entretenimento na dança e na música, mas quando se trata de sua segurança, ela não é tão importante. O clipe é cheio de esteriótipos.

Faz referência também ao massacre de Charleston. No crime cometido em junho de 2015 por um homem branco, Dylann Roof, de aproximadamente 20 anos, nove fiéis de uma igreja afro-americana são assassinados a tiros. No clipe, o protagonista atira com metralhadora num coral de jovens negros. Em outro momento, a letra diz “This is a celly / That’s a tool” (Isso é um celular/ Isso é uma ferramenta). De fato, filmar atos de racismo, inclusive de abuso policial, pode ser uma boa forma de denunciar esses crimes.

Voltando ao caso do Brasil, uma cantora que está se destacando na luta contra o racismo é Larissa Luz. Ela concorreu ao 17º Grammy Latino e ao Prêmio da Música Brasileira 2017 e levou o troféu do Prêmio Caymmi de Música pelo clipe de “Bonecas Pretas”. A música critica a falta de representatividade nos brinquedos infantis. Sem brinquedos com referência à pele negra, as crianças crescem achando que o ideal de beleza é o branco.



 

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Por Larissa Rodrigues: desenhista do @be.my.type, internacionalista e mestranda de Relações Internacionais da UEPB. Adora falar de política, espiritualidade e coisinhas que amenizam nossa experiência de vida: filmes, moda, viagens e comida!!!

 

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