A Maldição da Residência Hill é a série de terror de qualidade que estava faltando

A Maldição da Residência Hill

A Maldição da Residência Hill é uma série que chegou ao catálogo da Netflix sem nenhum alarde, mas que conseguiu chamar atenção de muitas pessoas e principalmente ganhou grande notoriedade devido à qualidade técnica, tão pouco vista atualmente no gênero de terror. No roteiro somos apresentados a uma família que está de mudança para a Residência Hill e partindo da ideia da mãe Olivia, que é arquiteta, e do pai Hugh, que é engenheiro, resolvem reformar a casa como uma forma de investimento e posteriormente vendê-la.

A série é dirigida por Mike Flanagan, que foi responsável por dirigir Jogo Perigoso, adaptação da obra de Stephen King, e também é conhecido por trabalhar com filmes de terror. Ele consegue criar uma atmosfera mais complexa sobre pessoas que sofreram grandes consequências dos eventos passados. Por se passar em épocas diferentes, o enredo tem intercalações de tempo, mostrando como a família Crane começou a morar na mansão e nos dias de hoje sobre como está o relacionamento familiar entre eles. Após o suicídio da irmã mais nova, a família se reencontra novamente para os preparativos do velório e essa reunião acaba trazendo mais discussões e brigas entre todos que precisam lidar com as atormentações do passado.



hill-house-2.2

A abordagem que A Maldição da Residência Hill apresenta nos cinco primeiros episódios, a perspectiva de cada um dos irmão sobre os acontecimentos tanto do passado como do presente, nos revela a personalidade de cada e suas reações com os fatos, os medos e como isso afetou cada um de forma diferente. O roteiro consegue ser bastante expositivo sobre os traumas dos personagens e como cada um seguiu sua vida de maneira bastante diferente. A qualidade da série é visivelmente percebida no sexto episódio, onde quatro planos sequências são feitos e transitam entre o presente e o passado, em cenas cheias de emoções e nas quais há o ápice emocional dos personagens.

A ambientação é o segmento mais relevante do enredo em não apresentar somente sustos desnecessários para preencher o vazio da falta da qualidade do roteiro, esse talvez seja o motivo da série ter chamado atenção dos críticos e não ter passado despercebida. Em meio a tantas produções que usam o artifício dos jumpscares para chamar a atenção do público, mas não oferecem nada de significativo, a produção da Netflix consegue subverter esse novo paradigma, oferecendo uma história com camadas e personagens complexos que sofrem com os atordoamentos derivados das consequências antigas, onde o sobrenatural é o componente coadjuvante.  

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Fotos: divulgação

 

Leia também: Crítica: Roma, novo filme do Alfonso Cuarón, traz memórias de infância numa obra prima

 

Gostou do conteúdo? Então não esquece de ativar as notificações no sininho, no canto inferior da tela do desktop!

Aproveita e segue a gente no nosso Instagram e Facebook para ver o conteúdo que postamos por lá! <3

 

    

 

   

 

Deixe seu comentário!
%d blogueiros gostam disto: