5 artistas plásticos paraibanos para conhecer e se tornar fã

artistas plásticos paraibanos

No Brasil o campo da arte ainda está em desenvolvimento, houve um avanço significativo no início do século XX, quando ocorreu a semana de arte moderna em 1922, no qual artistas plásticos como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral foram as grandes precursoras do movimento voltado à pintura.

A semana de Arte Moderna foi constituída também por outros grandes artistas e foi um momento de ruptura cultural. Atualmente o país ainda está caminhando no desenvolvimento deste segmento, mas aqui na Paraíba alguns pintores renomados se destacam e conseguem ter reconhecimento nacional e internacional, com obras sendo expostas em museus de vários lugares do mundo e também acabam tendo um reconhecimento da crítica especializada.

Infelizmente alguns artistas não têm o reconhecimento da grande massa, o que acaba acentuando a elitização da arte. Então pensando nisso resolvemos dar visibilidade a alguns artistas plásticos paraibanos para você conhecer o trabalho deles e se tornar fã.



José Rufino    

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Foto: Divulgação

José Rufino é um artista plástico que tem em sua família a grande inspiração nas obras que cria. Filho de pais militantes do período ditatorial e neto de um senhor de engenho, isso acabou sendo refletido posteriormente em seu trabalho que tem teor político. Porém, a principal substância que compõe a sua arte é a herança familiar, os registros deixados em cartas, documentos, fotografias, móveis que mostram a trajetória de seus entes, que refletem muitos diferentes momentos da história do Brasil. Um exemplo é a obra ‘Cartas de Areia’, na qual cartas endereçadas ao seu avô são elementos de base para as pinturas e desenhos. O artista também passou pela área da poesia e artes visuais, e atualmente trabalha em uma usina de açúcar e álcool  em Pernambuco, que está transformando num complexo cultural. Com exposições feitas no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Rio de Janeiro), Museu Oscar Niemeyer (Curitiba), Museu Andy Warhol (Pittsburgh) e Palácio das artes (Porto), ele já se tornou conceituado no meio.

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Foto: Divulgação

 

Flávio Tavares

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Foto: Divulgação

“Em três décadas impressionou-me a constante evolução deste artista e a sua capacidade de aprofundar os seus temas básicos e o refinamento dos instrumentos. Certamente, hoje, Flávio Tavares está entre os artistas mais importantes o Nordeste e tem um posição respeitável entre os artistas brasileiros figurativos de sua geração.” afirma Jacob Klintowitz, crítico de arte. Essa fala só reafirma a importância da presença do artista plástico na configuração artística da Paraíba. Com trabalhos que refletem a política, Flávio Tavares exibiu recentemente sua obra denominada ‘Brasil, O Golpe: A ópera do fim do mundo’. “O painel é um grande resumo desse pesadelo que chamei de ‘ A ópera do fim do mundo’ porque a gente tenta decifrar como sair dessa escuridão e não consegue. Não é uma questão só política, é uma questão de vida e solidariedade humana”, explicou. Na obra há a representação de figuras políticas importantes na atualidade como Dilma Rousseff, Michel Temer, Marielle Franco, e os ministros do STF. Flávio Tavares já teve exposições em Berlim e em Jerusalém, além de ter obras também no Nordeste.

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Foto: Divulgação



Alexandre Filho

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Foto: Adriano Franco

De Bananeiras para o mundo, o artista plástico naïf já teve exposições em Paris, Madrid, Lisboa, Houston, Nigéria, Montevidéu e outros países. Com um histórico de vida difícil, Alexandre Filho não teve a oportunidade de terminar seus estudos, tendo que trabalhar em diversas profissões até que conseguiu ter a visibilidade quando um amigo o incentivou a desenvolver seu talento. Suas obras se destacam pelo uso de cores estridentes e a representação da cultura nordestina. O artista tem sua estética reconhecida por todos que apreciam a arte e é um dos grandes renomados no país e no exterior.

 

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Foto: Divulgação

 

Márcio Pontes

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Foto: Divulgação

Márcio Pontes é um escultor conhecido na capital, e em seu último trabalho fez uma escultura usando somente material de sucata de carro. “Desde pequeno eu gostava muito de desenhar, que era uma brincadeira mas que me deu uma base. Depois me formei em Educação Física e aí veio a formatação da anatomia, tudo isso somado à minha profissão – sou mecânico, aí tudo foi se encaixando”, diz o escultor mencionando de onde surgiu sua paixão. Com uma obra de materiais ousados, o artista traz uma roupagem mais acessível para a arte paraibana.



Clóvis Júnior  

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Foto: Divulgação

Nascido na cidade de Guarabira, o artista tem como principal característica a cor. Muitas vezes elas acabam sendo mais significativas do que o tema em si da obra, cores vibrantes que designam a cultura do nordeste como protagonista. Considerado um dos maiores artistas naïf brasileiros, Clóvis Júnior retrata com naturalidade aquilo que vem de inspiração do meio social em que vive. Teve reconhecimento de grandes artistas como Gilberto Gil e Alceu Valença através da sua arte.

 

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Foto: Divulgação

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão

Foto destaque: Divulgação

 

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