2001 Uma Odisseia no Espaço, 50 anos do filme que mudou a ficção científica

2001 Uma Odisseia no Espaço

Há exatos cinquenta anos atrás Hollywood lançaria um dos filmes mais icônicos e que revolucionaria os paradigmas da ficção científica no cinema. Nascida através de uma colaboração entre o já renomado diretor Stanley Kubrick e do escritor Arthur C. Clarke, houve então a inicialização de um projeto cinematográfico inspirado parcialmente no conto A Sentinela do autor. Por meio de uma carta, Stanley demonstrava seu interesse em produzir um longa em colaboração com Arthur. Eles iriam retratar de uma maneira diferenciada como seria representada a vida em outros planetas, além de introduzir outros aspectos filosóficos sobre a humanidade vs. tecnologia, que atualmente é um tema muito pautado, mas que vem sendo objeto de estudo e reflexão sobre suas causas e danos na evolução humana há muito tempo.

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Para muitos a história do filme é cansativa, difícil de compreender e até mesmo de se criar empatia com os personagens apresentados. Talvez esses sejam os motivos para o filme ter sido um fracasso de público na época em que foi lançado, porém teve um bom reconhecimento da crítica especializada. Com uma atmosfera mais contemplativa e de interpretação subjetiva, a narrativa nos é apresentada em quatro partes. A primeira, denominada A Aurora do Homem, se inicia com uma tribo de primitivos numa relação de disputa de território com outro grupo e uma descoberta sobre o uso de ferramentas rudimentares, em contraposição ao aparecimento de um monólito preto gigante. A segunda parte é chamada de AMT-1, que nos apresenta o personagem Dr. Heywood R. Floyd, que está numa viagem à lua onde encontrará um grupo de sua base para resolver uma missão com a descoberta de um artefato, o monolito. A terceira fase é Missão Júpiter, e nela há dois astronautas, Dr. David Bowman e Dr Frank Poole, e o computador HAL 9000 que é responsável por grande parte das operações dentro da nave, havendo assim uma relação mais explícita do homem e da máquina com suas complicações. Por fim, a última parte é denominada de Júpiter Além do Infinito, que consiste na retratação sobre as consequências entre o embate dos humanos e a tecnologia e uma peregrinação cosmológica.



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Atualmente a relevância técnica atribuída à obra é incontestável, sua influência sob os outros filmes de ficção científica é imensurável e foi por meio dela que houve o impulsionamento e expansão do gênero sci fi de um forma mais coerente à realidade, colocando em questionamento a natureza futurística e comportamental da sociedade. Sua estrutura narrativa diferenciada criou precedente para outros filmes que são clássicos do gênero, como por exemplo Star Wars, Alien, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Blade Runner, A Chegada, obras importantíssimas para o cenário cinematográfico atual e que usufruem da essência apresentada por Kubrick.

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O propósito deixado pelo diretor não é a total compreensão pelo público da obra, já que seu total entendimento é um pouco complexo dadas as circunstâncias apresentadas no material, mas sim a liberdade interpretativa sobre os feitos ocorridos na história e extrair os códigos apresentados para posteriores divagações. Em todos os quesitos, 2001 Uma Odisseia no Espaço é uma obra prima e a importância que o filme causou na indústria remodelou a base de como se é produzido algo tão complexo que transcende o tempo.

 

*Isabelle Vasconcelos/Estagiária sob supervisão   

Fotos: divulgação

 

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